As Heroínas do Apocalipse

21 Ele atrapalhou nossa vida, nossa sobrevivência!


Notas iniciais
Lilly, Lia, Sam | Casa.

Naquela noite Lilly não parou de andar em círculos, preocupada com sua irmã mais nova. Depois de andar a tarde inteira sem parar, eles acharam um abrigo, uma casa que mais fedia a carniça. Mas pelo menos lá tinha comida, e dava a impressão que lá, eles estavam seguros. Por enquanto. Chegaram na casa e trancaram tudo de imediato, depois de tudo que eles tinham passado, estavam com medo daqueles devoradores de cérebro.

Lilly sentiu que alguém a cutucou, e quando ela se virou, deu de cara com Lia: Seus olhos estavam vermelhos, sinal de que estava chorando e o seu rosto estava manchado. As velas estavam quase se acabando, e isso fez com que um pouco de pânico invadisse a cabeça da líder, mas ela resolveu que sua irmã era mais importante, e resolveu desabafar com a amiga.

– E-eu sinto santa saudade dela! — Lilly falou entre soluções enquanto mergulhava no pescoço de Lia, como se ela estivesse buscando apoio. — Onde será que ela está? Por que será que elas não nos esperou? E enquanto a Rebecca?

Lia começou a negar com a cabeça.

– Isso não é coisa da Carol, pelo menos não da Carol que eu conheço. Tudo isso aconteceu por causa daquele tal de Camp. Se ele não tivesse aparecido em nossas vidas, quem sabe assim fosse diferente. Eu oro pra que Becky e Carol estejam bem, elas não podem virar mais um daqueles monstros! Não pode! — Ao falar isso, Lia se lembrou de seu ex-namorado, Nick e Gregory. Ela tinha medo que no final de sua vida fosse morta por alguém, já que ela seria um zumbi. Aquele pensamento fez com o que ela tivesse arrepios.

Elas estavam tão entregadas as emoções que sentiam que não viram que Sam chegou e ficou parado na porta, apenas olhando as duas. Elas se separaram uma da outra, e enxugaram as lágrimas, encarando Sam.

– O que foi? Você nunca viu ninguém chorar? — Lia disse. — Você nunca chorou na vida?

– Claro que sim, mas vocês estão chorando como se Carol estivesse morta.

Lilly começou a negar com a cabeça.

– Isso não é verdade, ela não está morta! — Ela gritou.

Sam ergueu as mãos como sinal de rendição.

– Não disse que ela estava. — Ele tentou se justificar.

– Temos que fazer um plano pra quando pegarmos eles. — Lia explicou. — As vezes, no lugar que eles estão pode ter muitos zumbis, e — Ela foi interrompida por um som de auto-falantes, e só assim se lembrou que lá naquela rua tinha um a cada poste. O barulho era ensurdecedor.

– Que diabos é isso? — Gritou Sam tapando as orelhas.

– Meus tímpanos estão sangrando! — Lilly gritou, enquanto fazia cara de dor.

Até que finalmente o barulho parou, e seguido do silêncio, alguém estava do outro lado da linha.

– Alguém ainda está vivo? Se alguém estiver me ouvindo, por favor, venha me salvar! Eu estou na prefeitura, e aqui está infestado de zumbis, eu já não sei o que eu faço mais! — Uma voz fina e trêmula disse, parecia que era de uma menina. — Por favor, venham depressa! O meu nome é Kylie Evans, venham depress — E a transmissão foi cortada, dando lugar a um silêncio arrebatador.

Todos se entreolharam, esperando que alguém falasse alguma coisa sobre o que acabaram de ouvir. Vindo que ninguém ia falar nada, Lilly decidiu começar.

– Então, vocês não ouviram? Vamos salvar a menina! — Lilly foi andando em direção a porta, e quando não ouviu barulhos de passos atrás dela, ela se virou e encarou os dois.

– Não dá pra ir agora, Lilly! Ela acabou de falar, e barulho atraí os zumbis. Se sairmos agora, não vamos salvar ela. Vamos precisar de alguém pra nos salvar. — Sam disse, a encarando. Lilly tinha percebido que ele carregava fortes oleiras, eles não tinham uma boa noite de sono á muito tempo.

– Sam está certo. Se sairmos agora, vamos virar um fast food pra eles. — Lia disse, e em seguida bocejou.

– Vocês estão certos, vamos descansar, por que ninguém aqui vai ajudar ninguém se estiver morto. — E quando Lilly disse isso, Sam foi em direção ao sofá e se jogou.

Lia foi em um dos quartos, e Lilly estava na varanda da casa. Pensando e observando as estrelas, até que depois de alguns minutos, parecia que o sono a tinha atingido em cheio, e ela decidiu ver seus amigos antes de dormir; Sam estava roncando, e Lia estava quase pegando no sono. É hora de dormir, pensou Lilly enquanto deitava na cama, e se cobria.