As Heroínas do Apocalipse

4 Vocês não são as únicas


As quatro garotas foram andando até cansar, quando estavam próximas ao centro viram que o vírus se espalhou rápido e tinham vários zumbis pela cidade. Um até atacou Carol, que ela reconheceu como sua professora da oitava série, por sorte, Lilly estava perto o suficiente para lhe cortar o pescoço.

Elas chegaram na floresta e quando chegaram lá, havia mais zumbis do que na cidade. Lilly estava os observando, e pensando.

– Carol me dê dois de seus colares, agora. Caso você queira viver.

– O que você vai fazer? — Perguntou Becky.

E sem espetáculos, Lilly foi até o zumbi de uma menininha e cortou a mandibula dela, as três ficaram horrorizadas com o que viram.

– Agora, por favor Carol. Me dê um de seus colares. — E assim que Lilly falou, Carol logo foi tirando um grande que era feito de aço, deixando apenas o colar pequeno que ganhara quando tinha 15 anos, o pingente era uma lua.

Enquanto Becky e Carol observavam, Lilly e Lia pegaram o colar e amarraram na menininha. Assim que terminaram, Lilly sorriu, e Lia retribuiu o sorriso.

– Acho que alguém tem sérias tendências a serem psicóticas, não é? — Falou Becky, colocando a AK-47 nas costas.

– Nathalie Zimmer Northmann e Lillyca Bloomwood Smith, o que vocês acabaram de fazer? — Falou Carol, horrorizada.

– Ela vai ser nossa mascote, caso uma de vocês queira sair sozinha, vai precisar da minha permissão e dela... Como vamos chama-la? — Perguntou Lilly, como se fosse dar um nome pra um cachorro que acabara de achar.

– Que tal Molly? — Falou Nathalie. — Ia ser o nome da minha gata se ela não tivesse fugido...

– Vocês são loucas! — Carol falou com toda indignação que uma pessoa poderia ter.

– Loucas? Louco é esse apocalipse, loucos são esses zumbis. Mas por que nós temos que salvar o mundo? — Falou Becky.

– Por que se nós não salvarmos, ninguém mais salva. E assim a raça humana é exterminada. Tudo depende de nós! — Falou Lilly.

No meio daquela discussão estava vindo mais zumbis, e Lia foi a primeira a perceber.

– Vamos sair daqui o mais rápido possível! — Exclamou Lia com pavor.

– Por que? — Falou Carol.

– Não temos para onde ir, e está quase anoitecendo, vamos morrer sozinhas! — Disse Becky, abraçando Carol.

– Nós não estamos sozinhas, mais zumbis estão vindos. Lia está certa, se vamos morrer, vamos morrer lutando, agora corram! — Lilly pegou Carol pelo braço e correu.

As quatro meninas estavam correndo sem destino, indo pelos becos que tinham na grande cidade de Detroit até que ouviram alguém falar psiu. E elas foram diminuindo a velocidade, até ficarem paradas no meio da rua.

– Você ouviu isso? — Perguntou Carol. Os nervos estavam a flor da pele, e o pensamento de que ela ia morrer logo não saia de sua mente.

– Eu ouvi. — Falou Lilly. As outras foram falando "eu também".

Alguém encapuzado puxou Lilly, forçando-a a correr. E Lia não perdeu tempo e colocou uma arma na cabeça dele.

– Quem é você? — Ela pronunciou as palavras bem devagar, como se aquilo representasse uma ameaça pra ele.

– Eu só quero ajudar, então se quiserem viver, me sigam. — Falou uma voz masculina. E foi correndo em direção á uma casa bem escondida, e elas entraram na casa e ele trancou a porta com uns móveis em cima, e quando elas menos esperaram, finalmente ele arrancou o capuz.

Ele exibia um cabelo cor de areia com os olhos do mesmo tom, e assim que ele sorriu para fazer uma apresentação á elas, Carol foi a última a retribuir o sorriso.

– Meu nome é Sam Singer, e eu sou o cara que salvou a vida de vocês. Acho que mereço um agradecimento. — E ele arqueou as sobrancelhas.

– Obrigada, mas que diabos é você? Existem outros sobreviventes? — Falou Lilly, enquanto o encarava.

– Existem sim, e eu vou apresentá-los á vocês.