As Heroínas do Apocalipse

11 Você vem ou fica?


Todos estavam agitados, e Sam estava mais ainda. Ele tinha que agir rápido antes que os zumbis invadissem sua 'fortaleza'. Becky estava em pleno desespero, o que antes parecia um lugar seguro, agora parecia uma cilada. Estavam conversando em voz baixa, até que alguém tinha que tomar controle da situação enquanto Sam estava confuso, e indeciso. E esse alguém era a líder oficial: Lillyca Bloomwood.

– Me escutem, vocês querem calar a boca? — Ela gritou, e depois deu um sorriso cínico. — Obrigada. Bem, como vocês sabem o líder de vocês está confuso — Sam a cortou.

– Não estou não! — Ele gritou.

– Como eu ia falando, ele está confuso e alguém tem que tomar uma decisão. Bem, decidi que eu serei a líder. Se quiserem sobreviver, por favor, me sigam.

Todos se entreolharam enquanto arqueavam as sobrancelhas, com um certo desespero nos olhos, observando Lilly ir até a porta, que depois virou e encarou Sam. Os olhos verdes pareciam balas que perfuravam a mente de Sam, enquanto ele estava sem saber o que fazer, sem saber o que dizer.

– Espera aí, quem te nomeou líder? — Questionou Melissa enquanto Gregory e outro garoto concordavam com um aceno de cabeça.

Lia foi até a frente de Melissa, e ela olhou da cabeça aos pés pra inimiga.

– Escuta aqui, garota, como você sabe, eu odeio você. Mas, se você quiser sobreviver, venha com a gente. Isto não é uma competição; aqui ninguém é melhor do que ninguém, e estamos lutando pra sobreviver, caso você não tenha visto. — Lia começou a apresentar indícios de impaciência e raiva na voz, e Carol ia se aproximando. — Isso aqui é o apocalipse, sua imbecil. Cansei de você, só te respeitava por que Sam era o Poderoso Chefão, e sinceramente, ele não merece o cargo, você é tão burra assim, vadiazinha de merda? Além de burra é inútil.

Lilly e os outros olharam com atenção pra briga, e Sam estava com as mãos em seu rosto, demonstrando nervosismo.

Quando Melissa foi esticas a mão pra bater na cara de Lia, ela segurou sua mão, e apertou com tanta força que seu pulso começou a ficar vermelho, ela estava com lágrimas nos olhos, e disse:

– E se eu quiser morrer?

– Aí já é problema seu, nosso legado é proteger quantas pessoas pudermos, salvar quantas almas pudermos. Mas se você não levantar um dedo pra se ajudar, quem sou eu pra fazer isso? — Lia soltou o pulso dela, e foi em direção aonde estava Lilly. — Quem vem?

Becky, Annabelle e Robert se juntaram junto ás meninas, e Carol estava parada no meio daquela sala, sem conseguir se mover. A cabeça baixa a denunciava.

– Carol, você vem né? — Perguntou Becky.

– Pare de frescura e venha logo sua vagabunda! — Gritou Lia, e ela colocou as mãos na cabeça. — Não acredito, você se apaixonou mesmo por esse Singer? Lindsay Caroline Bloomwood Smith, me diga que isso não passa de mentira, e que você vai vir conosco! — Lia falou enquanto seus olhos aguavam.

– Claro que ela está brincando, não é Lindsay? — Lilly só a chamava de Lindsay quando estava preocupada e quando o assunto era sério.

Carol levantou a cabeça, e todos podiam ver que ela estava chorando; seu nariz estava vermelho e as lágrimas que escorriam era pretas, por conta de seu rímel e delineador que tinha passado.

– Sinto muito. — Ela disse, quase num tom de sussurro.

– Lindsay Bloomwood, eu estou mandando, você vai vir conosco. — Lilly falou no tom de desespero; já podia ouvir que os zumbis estavam quebrando tudo.

– A decisão é minha, eu vou ficar.