As Heroínas do Apocalipse
24 Velhas amizades, novas descobertas
Notas iniciais
Carol, Becky e Rick | Hospital.
Elas arrastaram o menino para uma maca, e começaram a andar naquele enorme hospital. Quando finalmente pararam, Carol ouviu um "click" vindo atrás de sua cabeça, e ela deduziu que fosse uma arma. Becky estava olhando bem acima de seu ombro, como se seu ameaçador tivesse 2 metros de altura, e ela arregalou aqueles olhos castanhos.
– Larguem as armas. — Disse uma voz feminina, que parecia muito familiar pra Carol.– Só queremos salvar o menino, não vamos fazer mal algum. Eu juro. — Becky falou, sua voz estava meio trêmula, e falhou até o final da frase.Carol ouviu uma risada vindo por trás de suas costas, e sentiu arrepios. Aquela mulher realmente sabia como apavorar seus inimigos.– Parem com isso e larguem as porras das armas! — Gritou a mulher, e Becky obedeceu. Carol continuou imóvel, tentando lembrar de quem era aquela voz. — Você também, loirinha.– Só se você me disser seu nome, e sobrenome. Antes disso, atire o quanto quiser. Vamos morrer no final, sendo como comida de zumbi ou mortos como vítimas de sádicos que só agora saíram do armário. — Carol riu. — Agora, por favor, queira ter o mínimo de educação e se apresentar como uma boa cidadã americana.A moça a abraçou por trás, e Carol ficou em estado de choque. Quem diabos era ela? ela ficava se perguntando mentalmente, até que a moça finalmente a largou, e Carol pôde reconhecer quem era. A pele morena e os olhos verdes que ela conhecia tão bem. Sua amiga de infância voltou depois de anos fora de Detroit.– Você está morta! — Gritou Carol, olhando bem nos olhos dela.– Não estou não, Cá. Como você pode ver, estou bem viva! — Ela abriu os braços, deixando sua espingarda a mostra. — Cadê a Lilly? Ela está....?– Não! — Gritou Becky. — Quem é você?– Mary Louise Clark. E você não é quem eu estou pensando.. ou é?– Rebecca Roberts. — Becky e Mary falaram ao mesmo tempo. Mary abriu um longo sorriso, e depois olhou para o corpo de Rick. – Bom revê-la também, Becca. Então, o que ele tem?Carol foi pegando nos braços de Rick e começou a entrar em pânico, até que abaixou a cabeça, e olhou pra Becky. Rick estava gelado. Rick estava morto. Sua caminhada acabou aqui, ele sofreu muito, até mais que os adultos. Ele merecia um descanso, e ele pode estar num lugar melhor agora, do qual nós nem imaginávamos que existisse. Talvez ele esteja sendo realmente feliz, ou talvez a vida dele não tinha significado algum aqui. A Morte é uma coisa complicada da qual muitos não gostam de falar, mas parecia que ele tinha morrido tão tranquilamente, tão conformado. A Morte tinha sido generosa com ele. Quando uma pessoa boa morre, deveria ter um impacto no mundo. Outras pessoas deveriam saber disso. Mas era o apocalipse, e isso não passava de um jogo doentio, do qual muitos morriam. Um jogo de brincar de ser Deus, e escolher quem vive ou morre. Sobreviver era a missão de todos, sofrer fazia parte. O hoje é precioso, e o amanhã talvez não exista. Mas alguém tinha que contar a história, não é mesmo?– E-e-e-eu sinto muito, Be. — Carol falou num sussurro, e depois se entregou de corpo e alma a tristeza que a invadia.Ao olhar o cadáver de Rick, Becky se sentiu como uma parte dela tivesse morrido ali junto, e continuou a olhar pro pobre Camp; aquele que ela considerava seu filho.. E ela estava se sentindo num verdadeiro inferno.– O que você fez com Rick? — Sua voz foi pesada e dura, e lágrimas quentes começaram a brotar de seu rosto.– Eu não fiz nada. Ele morreu, eu tentei salvá-lo! VOCÊ VIU, REBECCA! Não se faça de cínica. — Gritou Carol, que estava com o rosto vermelho, ainda chorando.– Gente, temos que ir.. — Alertou Mary.– Nã-nã-nã-não, Bloomwood! Desde o começo você queria ele morto, e não suportava a ideia de que eu sou mais legal que você! Agora, finalmente você pôde satisfazer seus desejos, não é? Sua sadomasoquista! – Temos que ir agora! — Gritou Mary.– Por que? — Questionou Carol. — Eu nunca quis mata-lo, pelo contrário. Achei que uma criança animaria o grupo, deixando todo mundo mais unido, mas você só pensa em si mesmo, sempre foi assim e sempre vai ser. Pessoas não mudam nunca.– Tem zumbis vindo, vamos embora! — Mary gritou mais uma vez, provocando eco naquele corredor.– Eu não vou. — Falou Becky entre lágrimas.– Ótimo. Assim eu não vou ter gastar minhas energias e minhas flechas pra te matar! — Gritou Carol, e pegou seu arco e flecha. — Foi bom te ver, Roberts.Mary e Carol começaram a correr até que ouviram passos atrás delas e viram que era Becky.– Me esperem! — Gritou ela.– Achei que já tinha comprado sua passagem VIP pra ver o capeta... Pera, cadê seu filhinho morto? Já o abandonou? Coração de mãe é outra coisa mesmo, né? — Disse Carol.Becky finalmente as acompanhou e sussurrou:– Vá se foder, Caroline.– É bom ter você de volta, obrigada por não ficar lá! — Carol sussurrou de volta.– Corram meninas, os zumbis estão nos alcançando! — Gritou Mary.
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