As Heroínas do Apocalipse
25 Inimigos entre amigos
Notas iniciais
Carol, Becky e Mary | Hospital.
Os pés mal tocavam o chão; a velocidade não permitia. A corrida era contra a vida e a Morte, na qual elas estavam despostas a dar tudo que puderem pra sobreviver por mais um dia. Os cabelos voavam ao vento, e a falta de ar veio aos poucos.
Ao chegarem á um beco 'sem saída', Mary bateu três vezes na parede. Para a surpresa de Carol e de Becky, a parede era oca. A parede se abriu e atrás dela tinha uma moça com o cabelo tão loiro que parecia branco. Seus olhos eram de um azul incrível, muito mais bonitos que os de Carol. As meninas entraram e a parede se fechou num baque estrondoso, certamente muitos zumbis teriam sido atraídos pelo barulho, e ficariam lá até se derem conta que nenhum filé apareceria. O lugar onde elas estavam abrigadas era imenso, as paredes combinavam com o chão, eram de um cinza muito escuro, mas não chegava a ficar preto.As únicas luzes que tinham lá era uma vela, e duas janelas que ficavam no lugar mais alto daquele lugar. Carol pôde perceber que não havia ninguém além das duas, e que os únicos móveis que tinham lá era uma mesa que continha um nome de um doutor, que provavelmente era russo, pois o sobrenome era difícil demais para pronunciar, e uma cadeira de rodinhas. Fora isso, só tinha duas almofadas estendidas no chão e panos rasgados por toda a parte. – Bem-vindas a minha casa. — Disse Mary, ao lado da loira.A loira a cutucou uma ou mais vezes, e Mary suspirou.– Ok. Nossa casa.– Como conseguiram achar esse lugar magnífico? — Perguntou Carol, que estava com os olhos brilhando de pura admiração.– Você chama isso de magnífico? — Falou Becky. — Tem certeza do que disse?– O que ela está falando? — Perguntou a moça loira, que mostrava cara de indignação. — Afinal, por que você as trouxe aqui? Nem sabemos quem são!– XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXiu. — Mary sussurrou. — Você as conhece, não lembra? – Não. – Do que vocês estão falando? — Perguntou Becky.– Estamos atrapalhando alguma coisa? — Carol olhou para Mary com uma expressão cansada, ela estava realmente se sentindo assim; Cansada desse apocalipse, cansada de mudar de um lugar pro outro, sem saber se o amanhã de algum modo, vai existir. Ou não passa de uma simples ilusão.– Sim! Estamos falando de vocês, eu nem sei quem são vocês, e agora vocês chegam aqui, como se vocês tivessem salvado nossas vidas, e nós estamos retribuindo o favor. — A loira fez uma pausa, e encarou o chão. — Eu não me sinto bem com estranhos aqui em casa. – MAS ELAS NÃO SÃO ESTRANHAS, MARYANN! — Gritou Mary, com o rosto vermelho.– Maryann? Maryann Gale? É você mesmo? — Um sorriso brotou da boca de Carol.– E você é quem? Você sabe tudo de mim, mas eu não sei nada de você. A não ser que você seja quem eu tô pensando... – Caroline Bloomwood. — As duas se abraçaram numa fração de segundos.– Vamos parar o clichê? — Becky já demonstrava impaciência para demonstrações de afeto.Elas pararam de se abraçar, e começaram a encarar Becky; Maryann estava séria, Carol estava rindo.– E essa daí, quem é? — Perguntou Maryann.– Eu tenho nome.– Então fale qual é.– Você não vai gostar da resposta. — Alertou Carol.– Não vamos saber se ela não falar, não é? — Maryann arqueou uma sobrancelha. Mary e Carol já estavam prontas pra separar uma eventual briga. Mas o silêncio dominava o quarto, e agora, uma estava encarando a outra, como num desafio. – Não é uma boa ideia. — Disse Mary.– FALE DE UMA VEZ! — Gritou Maryann.Antes de responder, Becky deixou escapar um sorriso cínico. – Sua inimiga de infância. Rebecca Roberts.
Fale com o autor