As Heroínas do Apocalipse
10 Chega de romances, agora é hora da ação
Era noite, e eles jantavam á luz de velas. A janta era uma sopa de legumes, e eles bebiam água. Pareciam que não haviam comido á mais de uma semana, e isso indicava uma coisa: Eles estavam ficando sem comida e as garotas iam buscar, como Sam ordenou. Ele continuava em seu quarto, pensando, refletindo, quando se deu conta que tinha passado horas lá, e foi ver como estavam os outros. Como estavam á luz de velas, só deu pra ver a sombra do corpo, e o cabelo de alguns. Ele estava olhando todos eles, e pensando como ia salvar todos eles. Será que tem como? ele pensou consigo mesmo, até que sentiu que alguém estava do seu lado, cutucando-o, enquanto ele estava em seu raro desvaneio.
Sam olhou para o lado e a primeira coisa a ver foi os cabelos encaracolados, descendo até a base da cintura, e depois os olhos escuros cintilantes. Era Becky. Ele sorriu pra ele, e ela fez menção de falar, só que desistiu.– Gostaria de falar comigo, Becky? — Ele foi andando e ela estava o acompanhando, insistente do seu lado. Como se ele tivesse uma coisa que ela queria muito, e ela ia onde preciso pra consegui-la. – Sim, Sam! — Ela sorriu, em meio ao nervosismo. — Bem, já que todos estamos sabendo, amanhã, Melissa e Lilly vão buscar as coisas... Mas você poderia me fazer um favor? — Aqueles olhos imploravam pra que a resposta fosse sim. Ele estava olhando em torno da sala, até que avistou Annabelle, uma jovem dos cabelos acinzentados e olhos verdes rindo com outra garota. Aquela garota era Carol; ele nunca tinha visto ela sorrir daquele jeito, talvez Annabelle estivesse falando algo engraçado, muito engraçado, pensou consigo mesmo. Até que se deu conta que Becky implorava por uma resposta, e ele a tinha deixado lá, falando sozinha, enquanto olhava os outros.– Sim. O que você quer que eu faça? — Ele não deu tempo pra ela responder, por que logo disse. — Tudo menos você ir lá com a minha irmã, sabe eu vi que você tem pouca experiência com armas, e eu não queria que você morresse. Todos aqui são muito importantes pra nós. Nós estamos numa situação de não poder perder ninguém, e se possível, resgatar o máximo de pessoas que pudermos. — Enquanto ele ia falando, sua confiança aumentava, e agora ele estava olhando no fundo dos olhos da garota, e eles se iluminaram, como pisca-pisca numa árvore de Natal.Carol observava de longe com uma pontada de ciúmes da amiga enquanto fingia estar interessada na conversa de Annabelle. Essa mala fica me enchendo o saco com papo de garotos, e eu quero saber de garotos? Eu quero sair logo daqui, pensou Carol. Ficar o mais longe possível de Sam Singer. E Lilly fazia o mesmo, observando o "líder", ela sentia uma pontada de inveja dele, pois quem era a líder das meninas, era ela. A ira consumia Lia, enquanto ela olhava pra Melissa, com sede de vingança, e se dependesse dela, ela ia saciar sua sede, logo, logo.O que será que Becky estava sentindo? Era amor? Pelo que ela se lembrava, foi apaixonada por um único menino, no primeiro ano do ensino médio, depois nunca mais, ela tinha que descobrir ao certo o que sentia por ele, e confessar logo, já que era o apocalipse e qualquer um dos dois poderia morrer, a qualquer minuto. Os minutos de suas vidas era preciosos, e no momento, valiam mais que diamante.Sam queria terminar logo aquela conversa pra roubar Carol de Annabelle. E falar com ela, desta vez como amigo, e tentar conhece-la, ele ia com calma, ou pelo menos ia tentar.– Ah, claro. — Ela sorriu. — Mas não é isso não! Eu queria que você proibisse Lia de ir lá, já que pelo jeito que ela olha sua irmã, ela poderia a estrangular enquanto dormia. Você poderia fazer isso? — Os olhos dela demonstravam toda a emoção que sua boca não permitia a falar, mas parecia que ele não estava tão interessado assim nela. Ele olhou pros lados, como se estivesse pensando á respeito daquilo que ela perguntara, e no momento em que ele olhou pra ela, ela sentiu que seu coração foi a mil.– Posso fazer sim, mas desde que você me prometa que não vai ficar perto da minha irmã. Ambos sorriram. – Claro que sim. Enquanto sorriam um para o outro, não notaram Carol chegar na frente dos dois, num sorriso malicioso e sobrancelhas arqueadas, enquanto seu cabelo loiro estava de lado. Becky foi a primeira a perceber a presença da amiga, e então, seu sorriso de desfez. – Estou atrapalhando algo? — Carol disse, percebendo a raiva da amiga.– Sim! — Gritou Becky.– Não. — Falou Sam. Becky e Sam se entreolharam, e ela concordou com a cabeça. Ela desistiu, aquela era uma batalha na qual ela preferia perder, do que perder sua amiga.– Não, nada Carol. Vou deixar vocês á sós. — Becky saiu de cabeça baixa, e foi em direção á Lia, pedindo pra que ela se acalmasse em relação á Melissa; seu pedido foi em vão. Sam olhou da cabeça aos pés de Carol, e quando ele percebeu que sua expressão do rosto se suavizou, viu que poderia estar com ciúmes. Será mesmo?
– Você está com ciúmes, Lindsay? — Ele riu, e ela fez cara de ofendida. – Não. Ah, eu só vim perguntar que horas você quer que Lilly saia amanhã com a Melissa. Sabe como é... – Não, Carol. Você não veio aqui pra falar da sua irmã, ou até mesmo a minha. Por que hoje eu falei com elas, se você não viu. Você veio aqui pra interromper minha conversa com a Becky, por que você sabe, que ela é mais legal que você. Está com ciúmes, senhorita Bloomwood? Aquele tom que ele falou não costumava ser dele. A ignorante da relação era Carol, por que diabos ele estaria fazendo isso com ela? Ele estava se apaixonando por Rebecca Roberts? Não pode ser... Carol pensou consigo mesmo, mas ela não poderia demonstrar emoções como todo mundo, se quisesse sobreviver, ela teria que ser fria. – Ahhhhhh. — Carol ficou sem graça. — Por que eu estaria com ciúmes, senhor Singer? Caso você não saiba, hoje eu conheci Harry e o seu amigo, Eric. Eles são legais, mais legais que você. Pensando bem, por que você não troca o sobrenome da Rebecca? De Roberts ela passa a ser Singer! Que ótima ideia! — Carol se empolgou e falou tão alto que fez a sala inteira parar de fazer o que estava fazendo e começar a prestar atenção neles. Percebendo o constrangimento, Sam segurou seus ombros e perguntou:– Você quer falar mais baixo, Carol? – Pra que? Pra todo mundo não saber que você está de casinho com a Becky? — Carol estava irada. – Odeio interromper essa briguinha de casal, mas queria avisa-los que os zumbis estão quase entrando aqui, e se não sairmos daqui, vamos morrer. — Annabelle disse.– O quê?
Fale com o autor