As Herdeiras

3 Capítulo III: Clarissa, a filha de Atena e Poseidon


Notas iniciais
Oi gente, eu iria postar ontem mas eu refiz os capítulos que eu tinha feito então não deu.

C L A R Y — S C O T T

Acordei com o despertador. Puta que pariu, eu me arrependo de ser adiantada. E antes que você pergunte, eu tenho dezessete anos mas já trabalho. Um porre. Tenho que ficar aguentando os alunos mandando cantadas baratas, conversinhas, pessoas mexendo no celular.

Me levantei e fui cambaleando até o banheiro, me despi e entrei no chuveiro. Depois de 10 minutos, sai e me enrolei na toalha. Me sequei e fui até o closet. Me vesti e desci até a cozinha, comi ovos com bacon com suco de abacaxi.

Eu dou aula para o 5º ano. Bando de pestes. Tenho que aguentar eles umas 4 horas e meia, já que é só uma professora. Depois que terminei de comer, fui andando até a escola. Quando cheguei, tive que passar pelos corredores lotados. Muitos assobiavam e me mandavam cantadas baratas, mas eu só ignorei. Quando entrei na sala, me sentei na mesa e fiquei lendo um livro qualquer. Quando as crianças chegaram, estavam agitadas e não paravam de conversar. Elas se sentaram e eu mandei duas pessoas entregarem o caderno de Geografia. Verifiquei a última coisa que tínhamos feito e deixei um texto para eles copiarem. Duas pessoas não paravam de conversar.

Eu: Melody e Mayara, posso saber o que tanto conversam? — perguntei, venenosa.

Melody: Ah, nada de mais, fessora. — eu quase fui lá e dei um soco naquela cara idiota quando ela me chamou de fessora, mas me controlei.

Eu: Se não é nada de mais, vocês não tem que conversar. — disse, séria. Eu nunca dava sorriso algum. Enquanto eles copiavam, eu corrigia as provas de Matemática. Um monte de alunos ficaram com nota vermelha. Fui entregando as provas e quando cheguei na Mayara ela resolveu fazer piada comigo.

Mayara: Fessora, conhece a piada do não nem eu? — perguntou. Ah, ela queria brincar? Então vamos brincar.

Eu: Não. — disse, séria.

Mayara: Nem eu. Fessora, você gostou da piada? — falou/perguntou.

Eu: Não. — continuei, séria.

Mayara: Nem eu. — disse. Coloquei a prova dela na mesa e a nota dela era 5,30.

Eu: Gostou da sua nota? — perguntei, ainda séria.

Mayara: Não. — disse, distraída.

Eu: Nem eu. — disse e sai de sua mesa, continuando a entregar as provas. Pude ouvir pessoas rindo e zoando Mayara. Tive que aguentar as piadinhas dos alunos até o sinal tocar.

Depois fui embora, finalmente, para minha casa. Para ser sincera, minha vida era péssima. As vezes eu queria me jogar no mar e deixar a correnteza me levar para longe.

Meus pais morreram quando eu tinha 3 anos de idade. Quando entrei, tinha um garoto de cabelos pretos e olhos verde-mar parecido com os meus. Ofeguei e deixei cair minha bolsa no chão. O garoto se virou com uma caneta na mão que se transformou em uma espada. Minha pressão caiu e eu desmaiei, caindo no chão.

Eu sei, eu sei, muito heróico, né? Não me culpem, foi involuntário.

"Estou pondo tábuas nas janelas, trancando meu coração. É como se a cada vez que o vento soprasse, eu o sentisse nos destruindo.

Hurricane, Bridgit Mendler