As Guerreiras Lendárias
1 Capítulo 1: Os Véus do Desequilíbrio Cósmico
Após doze anos de paz embora no último deles ondas de distorção cósmica tivessem surgido do outro lado da Terra, o planeta mergulhava em uma calmaria longamente desejada.
As garotas, envoltas pela proteção do Cristal de Prata, desfrutavam de uma vida harmoniosa, onde o cotidiano transbordava serenidade. Mas essa paz, fruto de incontáveis batalhas, estava prestes a ser posta à prova novamente. De forma repentina e misteriosa, o universo deu sinais de um desequilíbrio sutil, porém profundo. Luna e Ártemis, sempre atentos aos ecos da galáxia, captaram a perturbação como se um sussurro ancestral atravessasse o véu do tempo e clamasse por atenção.
— Luna, esse acontecimento foi causado por poderes superiores! — comunicou Ártemis, fitando o painel tecnológico da sala secreta com os olhos estreitos. — Esta energia... não se assemelha a nada que já tenhamos enfrentado!
— Há algo estranho... — respondeu Luna, a voz densa de preocupação. — Há algo antigo despertando... algo que o próprio universo teme.
— Sim... o poder que sentimos transcende até mesmo o alcance do Cristal de Prata!
Ambos silenciaram por um instante, absorvendo o peso da revelação. Mas mal puderam continuar a conversa. Usagi, Ami, Rei, Makoto e Minako aproximaram-se, alertadas pelo tom sombrio da discussão.
— Luna, Ártemis, o que está acontecendo? — perguntou Rei, de forma direta. — O que são essas "forças além do Cristal de Parta" de que estão falando?
— Não estamos em perigo de novo. Estamos? — completou Usagi, com um traço de insegurança em sua voz.
Luna suspirou, compreendendo que não poderia mais ocultar o que sabiam.
— A situação exige ação imediata! — disse com um leve aceno de cabeça.
Já sentindo o coração bater mais rápido com o pressentimento de que a paz que tanto prezavam estava, mais uma vez, ameaçada. As cinco guerreiras com seus semblantes sérios e olhares cheios de perguntas. Luna e Ártemis já cientes da difícil decisão que teriam de comunicar.
— Após rastrearmos a origem da distorção, identificamos um ponto de convergência de energia no… Brasil — explicou Ártemis.
— No Brasil? — Makoto arqueou as sobrancelhas. — Tão longe assim?
— Aparentemente, é de lá que vem a força que desequilibra o cosmos — continuou Luna. — Precisamos investigar... descobrir se essa força é uma ameaça ou uma esperança.
— Não podemos ir todas! — interveio Ami, cautelosa. — Se for uma armadilha? Se todas nós formos e Tóquio ficar desprotegida?
— Ami, tem razão! — murmurou Rei, cruzando os braços. — Algo me diz que esse inimigo sabe exatamente o que está fazendo.
Após alguns instantes de reflexão, Luna assentiu.
— Vocês têm toda razão! — anunciou. — Concordamos. Será mais prudente dividir as nossas forças.
— Usagi, Ami e Minako irão ao Brasil — decidiu Ártemis. — Enquanto isso, Rei e Makoto protegerão Tóquio. Se algo acontecer aqui, precisaremos de vocês atentas e preparadas.
— Entendido — disse Rei. — Faremos nossa parte.
— Boa sorte, meninas — Makoto falou com firmeza, apesar do nó na garganta.
No dia seguinte, os preparativos começaram. Ami encarregou-se de adquirir as passagens. Usagi e Minako, embora ansiosas, organizavam suas malas com todo o cuidado.
— Mal posso acreditar que vamos para o Brasil... — disse Minako, tentando soar animada. — Já imaginou se essas forças forem incríveis?
— Ou se forem perigosas? — retrucou Ami, concentrada em seu tablet.
— A verdade é que... eu estou com medo — confessou Usagi em voz baixa.
Luna aproximou-se e pousou a pata em sua mão.
— Coragem não é a ausência do medo, Usagi. É a escolha de agir apesar dele.
As palavras da guardiã felina aqueceram seus corações. As três guerreiras, acompanhadas de Luna e Ártemis, estavam prestes a partir rumo ao desconhecido. Sabiam que aquela missão era diferente de todas as anteriores. O destino do equilíbrio cósmico talvez estivesse em suas mãos. Mas o que elas ainda não sabiam era que forças ocultas, há muito adormecidas, já se moviam nas sombras. E que cada passo as aproximaria não apenas da verdade... mas também de provações que exigiriam sacrifício, fé e um poder que nem mesmo o Cristal de Prata poderia prever.
Na tarde seguinte, as garotas partiram de casa às três horas para seguir ao aeroporto. Mamoru as levou até o terminal aéreo, onde embarcariam às quatro. Durante o voo, Ami aproveitou para ler um bom livro em português, buscando aprender o idioma. Minako colocou os fones e se entregou à música, enquanto Usagi adormeceu.
Enquanto isso, em algum lugar da cidade de Porto Alegre, uma bruxa arquitetava um novo plano.
— Maldita guerreira da Luz! Sempre a interferir em meus planos, mas desta vez será diferente. — praguejou sorrindo.
Em uma escola local, duas alunas trocavam palavras antes do início das aulas.
— Bom dia!
— Bom dia! Como você está?
— Um pouco cansada, mas bem. E você?
— Estou bem. Olha, as aulas vão começar. Vamos!
No aeroporto, após o desembarque.
— Precisamos ir! Estou sentindo uma energia estranha.
— Alguém sabe que língua os brasileiros falam por aqui? — pergunta Usagi, olhando para Minako.
— Eles falam português. Por sorte, estive aprendendo um pouco durante o voo.
— Ami, você está sempre preparada.
— Vamos logo, garotas!
Enquanto isso, a bruxa dirigia-se a uma escola com a intenção de capturar a energia vital dos estudantes. Ami, atenta ao seu minicomputador, percebeu a presença de outra entidade além da bruxa. Avisou suas companheiras, e juntas transformaram-se rapidamente.
Ao chegarem à escola, as guerreiras da Lua Branca interromperam o ritual sombrio da vilã.
— Somos as guerreiras que lutam pelo amor e pela justiça. Sou Sailor Moon!
— Sou Sailor Mercury!
— E eu sou Sailor Vênus!
— Mais três tolas intrometidas — grunhiu Martha
— Vamos castigá-la em nome da Lua!
Nesse momento, a misteriosa guerreira da Luz preferiu manter-se oculta, observando, aguardando o momento oportuno para agir. No calor do combate, ela enfim ataca.
— Raio Galáctico! — O golpe atinge Martha de raspão, que ainda assim consegue escapar por um triz.
— Prepare-se! Não permitiremos que continue drenando a energia desses jovens!
A vilã retorna para um novo confronto, e a batalha recomeça.
— Vocês vão morrer, guerreiras tolas!
— Veremos! — Sailor Light lança seu ataque mais uma vez na bruxa maligna.
— Rainbow Moon Chalice! — A bruxa consegue evadir-se antes que o ataque final de Sailor Moon a atinja.
— Ela escapou!
— Sigam-me até minha sala secreta. Lá poderemos conversar em segurança — diz a guerreira da Luz.
As guerreiras concordam e a seguem.
— Onde estamos?
— Estão em meu refúgio secreto, um lugar que Caelum construiu para mim há um ano. Aqui poderemos falar com liberdade. É uma honra conhecê-las, me chamo Stella.
— Prazer, sou Usagi. Esta é Luna.
— Ami, prazer em conhecê-la.
— Minako. E este é Artemis — apresentaram-se cada uma. — Quem é Caelum?
De trás da cadeira, pulando em cima no painel de controle, um gato de pelagem prateada e olhos cintilantes.
— É um prazer conhecê-las, guerreiras da lua branca — disse Caelum. — Stella, precisamos explicar a situação à elas!
— Sim — concordou. — Bom… as convoquei porque preciso de sua ajuda — diz Stella, agora em tom grave. — Em tempos imemoriais, fui a sacerdotisa do Templo da Luz, guardiã do equilíbrio cósmico. Durante aquele período, mantínhamos o universo em perfeita harmonia, até que ele surgiu… Zaron, um mestiço. Tentou obter os cristais guardiões. Junto à princesa da magia, combatemos, e, com grande esforço, conseguimos selá-lo. Mas agora, sua mãe, a bruxa que enfrentamos há pouco, retornou para despertá-lo — continuou
— Sentindo sua presença maligna, despertei como guerreira, mas sem minha companheira, não conseguirei detê-la antes que consiga libertá-lo. — disse por fim.
— Por isso nos convocou! Para ajudá-la a encontrar a outra guerreira... e assim salvar o universo. — perguntou Usagi.
— Exatamente!
— Pode contar conosco! Vamos ajudá-la! — anunciou Minako com todas concordando.
E assim, as guerreiras uniram forças para enfrentar a escuridão iminente. Juntas, estavam determinadas a proteger o mundo e garantir a segurança de todos. A batalha apenas começava, mas com a união e a coragem das guerreiras, a esperança resplandecia no horizonte.

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