As Férias Da Fairy Tail
13 Cap. 12 - Todos merecem sorrir
Notas iniciais
Quero agradecer a minha primeira recomendação a Ninja Dragneel que agora se chama Dark Archer (detalhes que ele entende HUEHUEHUE), amei ler o que você escreveu, obrigada pelos elogios ^^ obrigada mesmo :3
Quero agradecer também a todos os meus leitores, incluindo os fantasminhas, por me estimularem a escrever! E aos que comentam, muito muio muito obrigada, consegui três digitos de comentários, viva!? hahaha
Este capitulo é pra vocês ok? Especialmente aos que comentam e ao DarkArcher :B
Boa leitura!
Oito horas. O Baile da Felicidade, como Wendy decidiu chamá-lo, teve início pontualmente. O céu ainda estava róseo, graças ao por do sol tardio que se sucedeu naquela tarde interminável, o salão estava decorado com aspecto futurístico, cercado de jogos, diversas mesas para aperitivos e drinks distintos. A guilda chegou junta, os magos receosos sem saber o que esperar daquela noite.
– LUCY!! VEJA ISSO! – gritava um gato azul voando em direção a loira
– O que Happy?
– Natsu está usando terninho!
– E o que eu tenho a ver com isso? – respondeu-lhe secamente.
– Você não gostou? – um Natsu com cabelos arrumados como boi lambeu apareceu trajando um elegante terno azul escuro
– Ah ah... Não! Quer dizer, gostei... – enrusbesceu, tentando conter a risada que a visão lhe provocara, porém sem sucesso
– Você tá rindo de mim! Eu achei que tivesse arrumado! – ele posou para ela, mandando-lhe um olhar sugestivo
– Não é isso... – abaixou a cabeça – Deixe-me dar um jeito! – começou então a bagunçar os cabelos rosados do rapaz frenéticamente – Bem melhor!
– Ér... obrigada! – sorriu sem graça
– Eles se goxxxxxxxxxxxxxxtam
– Quem se gosta? – Gajeel surgira
– Ninguém! – gritou Lucy e puxando o mago recém chegado para um canto, acrescentou – Levy estava um bocado triste, o que você fez?
– Isso não é da sua conta!
– Ela é minha amiga!
– Se é tão sua amiga assim, pergunte pra ela! Pare de me enxer... – saiu, irritado
– Ah...- suspirou Lucy, olhando em volta – Ninguém parece feliz, será que isso pode mesmo acontecer?
Já estava perdendo a fé, fora o fato de ter desperdiçado seu pedido com algo impossível, Lucy também se sentia mal por seus amigos, que graças aquela maldita pergunta, estavam tristonhos e quietos. “Isso não parece a Fairy Tail” pensou, em meio a algumas poucas lágrimas.
– NÃO ACREDITO! – a voz de Happy ecoou pelo salão ainda silencioso
Todos direcionaram os olhares para o gato azul que voava em meio a uma chuva de peixes que acontecia dentro do salão. Os olhos do pequeno ser brilhavam e seu sorriso era enorme
– NANI!? – perguntavam sem entender como aquilo podia acontecer
– PEIXE PEIXE PEIXE PEIXE! – festejava o azulado apontando, correndo, comendo, voando, dançando e cantando cercado de saborosos peixes que não deixavam de cair
– Happy, foi isso que você pediu? – indagou Natsu que também estava maravilhado, não com a visão, mas com a possibilidade de que as coisas poderiam mesmo acontecer naquele baile
“O que te faz feliz?
Eu quero uma chuva de peixes só pra mim”
A príncipio os magos se entreolharam confusos, o que deduzir daquilo? Será que eles poderiam confiar cegamente no que Ami dissera mais cedo?
– Seja como for – foi a vez de Lucy dizer – Vamos nos divertir!
– Aye! – responderam, animados
Na lateral direita do lugar, havia uma enorme quantidade de diversos jogos a disposição dos magos. Kana e Erza foram as primeiras a se dirigir para os chamados “jogos de azar” onde Erza estava faturando muito em apostas enquanto Kana perdia o que tinha e o que não tinha.
– Ah Erza! Me deixe ganhar uma vez!
– Nunca! Vença por seu mérito – brincou a ruiva
– Hmpf! To achando isso maior bobeira... – resmungou lançando os dados e perdendo novamente
– Isso o que?
– Essa história de felicidade! Não tá acontecendo como eu pedi sabe! – ela gritou, voltando-se para o alto
– É questão de tempo, acho... Mas se não for suficiente, corra você atrás dos sonh – uma crise de tosse surgiu interrompendo a ruiva – Acho que... preciso.. de ag... agua – disse e saiu em direção ao bar, deixando Kana sozinha.
– Ah... – suspirou a maga com uma gota na cabeça
– Com licença, senhorita. Foi calculado que, como Srta. Scarlat deixou a mesa, você foi a vencedora. Queira, por favor, girar nossa roleta.
– Eu venci!! Epa... Giro sim – ela acompanhou a jovem moça de cabelos laranja florescente.
No centro de onde estavam os jogos havia um grande e iluminada roleta com diversos prêmios gravados na mesma. Kana girou-a empolgada com as enormes quantias e demais brindes ali encontrados.
– Parabéns senhorita! Você ganhou um Jantar Romântico exclusivo com um acompanhante!
– Sério? – perguntou, incrédula sem nenhuma animação
– Sim! – tentou a jovem sem sucesso – Quando formos servir o jantar te guiarei até o compartimento, certo? – e saiu apressadamente antes que pudesse ser contrariada.
– Ta certo. – Kana deu de ombros e caminhou até o bar onde encontrou Gajeel, novamente
– Você não me deixa em paz hein! – remungou ao ver a maga
– Nem vem, sabe que esse é meu lugar!
– Sei – disse ele bebendo toda uma garrafa em apenas um gole, assustando levemente Kana
– Se continuar bebendo assim não vai conseguir pensar direito...
– Já pensei demais por hoje.
– Decidiu voltar com ela?
– Pelo contrário, não tem mais volta. – por mais que dissesse isso, a visão da baixinha ainda perpetuava sua mente
[...]
– Levy... tudo bem? – perguntou Erza, hesitante
– Sniff... Sim — respondeu tentando, em vão, conter as lágrimas – Está se divertindo?
– Sim, mas... isso não importa agora. O que houve?
– Gajeel e eu não estamos mais juntos e agora eu só o vejo com Kana, Kana, Kana! – respondeu sem hesitar, provavelmente já não aguentava mais prender aquilo dentro de si.
– Hm... – Erza sorriu – Isso não é motivo para chorar, não estrague suas férias – e pôs-se a secar as lágrimas da azulada fazendo-a sorrir – Além disso, acho que a praia de Kana é outra!
– Mesmo? – perguntou, fungando novamente.
– Sim... – foi Mira quem respondeu – Ela com certeza está em outra – e sorriu
– Obrigada! – Levy sorriu e saiu saltitando pelo salão até Jet e Droy que ficaram muito feliz em vê-la
– Mira... O que você quer dizer com “com certeza”? – indagou a ruiva
– Nada... – sorriu novamente, passando confiança
– Hm... Eu falei sem imaginar nada, sabe? É que sei que Kana não seria capaz de fazer isso com uma amiga.
– Mas é claro que não... – concluiu, após a fala de Erza qualquer sentimento ruim que pudesse ter passado, mesmo que por alguns segundos, na mente da albina passaram. – Kana não seria capaz de algo assim... AI!
– Desculpe Mira! – disse ele, ajudando a albina a se levantar – Não foi minha intenção.
– Tudo bem... Freed – sorriu para ele
Percebendo o quão delicada fora Mira mesmo depois de tal atrocidade, os olhos de Freed se abriram e ganharam um brilho intenso. Mira estava linda para ele. Foi como se anjos tocassem trompetas e a luz dourada do sol a iluminasse.
– Quer dançar? – as palavras sairam de sua boca tão de repente que ele mal percebeu
– Claro! – assentiu
O esverdeado guiou Mirajane para a pista com um largo sorriso cortês e pôs-se a dançar com ela elegantemente. O vestido da maga balançava lentamente envolta do corpo da mesma conforme Freed a girava. Ele estava abismado, nunca reparara o quão linda ela era, o quão perfeitos eram os traços de seu rosto. Sentiu suas mãos suarem e o coração acelerar aos poucos.
O que te faz feliz?
Eu gostaria de me apaixonar.
Ele estava hipnotizado, focado na beleza da dama, desejando que aquela dança não acabasse nunca, mas para desespero dele, alguém os interrompeu.
– Com licença. Posso rouba-la de você por um momento?
– LAXUS!? – surpreendeu-se ao ver o mago – Ah claro... Com licença – e deu a mão de Mirajane para ele
– Você está linda. – elogiou-a dando os primeiros passos na dança
– Obrigada – sorriu, incrédula
– É... sobre ontem... eu fui muito rude com você quando evitei de conversar contigo, sinto muito.
– Tudo bem, não é culpa sua admirar a Kana, ela é uma ótima pessoa.
– Mesmo assim, eu quero fazer algo para me redimir com você.
– Não precisa, está tudo be...
– Mas eu quero! Por favor, almoce comigo amanhã.
– Laxus...
– Por favor! Não vou conseguir mais te encarar se continuarmos assim... Isso está me matando. Só um almoço, por minha conta.
– Tu-tudo bem, então...
– Ufa... – suspirou aliviado e sorrindo acrescentou – Já te disse que você está linda?
– Já... – sorriu encantada. Era real? Aquele era mesmo o Laxus? O Laxus que ela estava apaixonada estava mesmo dizendo aquelas coisas?
O que te faz feliz?
Ser correspondida
– Me desculpe, senhor. Mas o seu jantar será servido agora, queira me acompanhar – uma mulher de cabelos arroxados apareceu fazendo o loiro suspirar
– Tudo bem... – e voltando-se para a parceira acrescentou – Amanhã eu passo no seu quarto pra almoçarmos – a albina assentiu e Laxus se deixou levar pela mulher
[...]
– Tsc... Esses dois... – Gajeel resmungava olhando de longe para Jet e Droy que conversavam animadamente com Levy – Hmpf! Ficam rodando ela, babando nela...
– Hm? – Kana voltou-se para ele – Quem? Ah Jet e Droy?... Por que isso te incomoda?
– Não me incomoda! É que... eles ficam cercando ela...
– Não sei não, parece que ela está gostando. Veja como sorri... – provocou – Acho que você queria tá no lugar deles – completou fazendo Gajeel gargalhar
– Não me faça rir! Eu não fico correndo atrás das garotas! Elas que vem até mim! – dessa vez Kana que riu
– Levy não é esse tipo de menina e você sabe muito bem disso! Mas, se isso não te incomoda, acho que não faz mal contar – se aproximou, aumentando o clima de suspense, ou fofoca se preferir – Uma vez, no Fairy Hills, Levy disse que Jet tinha grandes chances de conseguir algo com ela
– O QUE!?
– Ué , por que a surpresa? Você mesmo disse que não tem mais volta
– E... E não tem mesmo! É só que...
– A quem você quer enganar!? Você é louco por ela! Está quase se esgoelando de ciúmes!
– Não estou nã...
– Shhh! Faz o seguinte, vai la falar com ela, ok? Agora me deixe ir, porque aquela mulher de cabelo laranja não para de me chamar! – saiu em direção a mulher dita deixando Gajeel sozinho.
Fitando mais uma vez Levy e os meninos, notou que Jet havia posto o braço envolta da pequena maga, que sorriu. A cena fez o sangue ferver.
– Maldição... – resmungou para si mesmo, caminhou até a garota e agarrou-a firmemente pelo braço, levando-a para um canto do salão
– Gajeel! Ai! Gajeel devagar! Pra onde você está me levando? Ai! Você pode me soltar? – ele a ignorou até chegarem ao destino, quando ela ergueu a voz – GAJEEL ME LARGUE! O QUE VOCÊ QUER? – perguntou, furiosa
– Eu... – hesitou, pensativo – Eu não sei!
– O QUE? Você não sabe? – indagou, incrédula — Sendo assim, vou voltar para o baile, ok?
– Não vai – segurou-a novamente, impedindo de se mover
– Me solta! Você não pode me impedir!
– Pra que você quer voltar lá? Pra ficar com aqueles dois?
– O que!? Não é por isso... Quer dizer... E se for? – indagou-lhe, erguendo a sombrancelha – Hein!?
– Esquece – suspirou largando-a rudemente – Volta lá pra eles! – cuspiu as palavras
– Quer saber? Isso não tá legal! Por que você ta assim? – acariciou seu rosto – Hein Gajeel... Porque você tá assim comigo?
– É que... ah... maldição – passou a mão pelo cabelo, olhando para o teto – Eu não sei o que fazer. Eu não quero continuar assim...
– Nem eu! Por isso preciso que você me diga o que está acontecendo, pra gente resolver
– É que... Levy, eu não sei se quero resolver... – ao ouvir Levy arregalou os olhos, chocada
– Mas...
– É... Não sei, eu acho que já deu.
Se Levy segurou o choro durante toda a noite, agora ela já não segurava mais. Na verdade o rosto da azulada estava enxarcado, lágrimas e mais lágrimas brotavam de seus olhos e soluços intermináveis partiam de sua boca.
– Levy... – Gajeel olhava-a sem saber o que fazer
– Tu-tudo bem – fungou – Pode vo-vo-voltar pra festa... Eu estou bem – sorriu amarelo, um sorriso nada convincente
A visão da pequena tão vulnerável e desprotegida ali na sua frente, fez Gajeel estremecer e um sentimento que há muito acreditava ter perdido voltara com tudo: compaixão. Sem hesitar, envolveu-a num abraço confortante que surpreendeu a maga.
– Eu sou tão importante assim? – perguntou-a, abraçando-a ainda mais forte e ela assentiu com a cabeça – Albion deve estar com problemas...
– Porque? – fitou-o, curiosa
– Parece que pedimos coisas opostas, por isso não conseguimos decidir nada aqui...
– Ué? Eu achei que a gente tinha voltado... depois disso... – sussurrou, temendo a resposta para essa afirmação
– Eu... Ah... Eu pedi mais cedo pra conseguir esquecer você...
– O que? – ela se afastou, as lágrimas voltando, numa expressão desesperada – Como você fez uma coisa dessas!? Eu... eu pedi pra gente voltar! Achei que você pediria... Esquece! Também não quero mais falar
– NÃO! A gente tem que resolver isso, eu quero mas... eu... eu não consigo falar! Tem alguma coisa me impedindo... Deve ser por causa desse pedido idiota! Droga! Nunca vamos resolver isso!
– Bem... – disse, secando as lágrimas – há um jeito. Acho que não haverá problemas se a gente recomeçar...
– Recomeçar?
– É, não estaríamos voltando e você teria me esquecido, só que acaba me conhecendo novamente, aí quando nos conhecermos, a gente vai com mais calma.
– O que? – exclamou, totalmente perdido
– Só me siga ok? – ela deu meia volta e, após alguns segundos, virou-se de novo para ele – Oi! Eu sou a Levy, maga da Fairy Tail! E você é?
Gajeel fitou-a sem entender nada, o que Levy queria que ele fizesse? “ Só me siga, ok?” ele lembrou das palavras da azulada. Bem, tenho que tentar...
– Hm? Ah eu quase não te vi aí em baixo... – riu e esticou-lhe a mão – Eu sou Gajeel, sou novo membro da Fairy Tail, prazer.
– O prazer é todo meu!
– Então, você está adorável nessa noite...
– Você acha?
– É impossível pensar o contrário – respondeu-lhe fazendo-a sorrir
– LEVY! EU TE ENCONTREI! FINALMENTE — Lucy correu ao encontro da maga, e carregou-a até a mesa que ocupava – VEJA! VEJA ISSO! Apontou para um envelope sobre a mesa – Apareceu aqui de repente e está endereçado para mim
– Então o que você está esperando? Abra!
– É que... não tem remetente e...
– Você está com medo? Não acredito Lu-chan! Abra logo!
– Ah... tá certo – suspirou, abrindo o envelope e retirando dele a carta, enquanto lia os olhos ganharam um brilho emocionado enquanto um pequeno sorriso ousava aparecer.
Cara Lucy,
Fiquei muito feliz quando soube que você queria falar comigo, mas então me deparei com uma dúvida: o que você quer ouvir? Jude me disse pra aproveitar essa chance, fazer algo assim é totalmente fora das regras e, quer saber, é tão divertido! Sempre achei você muito parecida comigo, Lucy, não só na aparência como também na personalidade, mas mesmo achando-nos tão parecidas eu não acreditava na possibilidade de você se tornar uma maga, ainda mais uma maga tão brilhante, obrigada por não abandonar meus espíritos, querida e obrigada por se tornar amiga deles...
Ah Lucy, estou com tanta saudade de você, da sua pele, do seu cheiro, do seu carinho... Você sempre foi tão carinhosa, essa é uma de suas melhores qualidades, sempre se importa com os outros, quer ajudar e não suporta ver ninguém triste. Eu tenho tanto, mas tanto orgulho de você, bebê... Ah, e devo acrescentar que não estou sozinha, Jude concorda com tudo que estou dizendo, você não faz ideia do quanto te amamos! Continue assim sempre, certo? Continue essa linda menina carinhosa e divertida que você é! Saiba que você encanta a todos que te conhecem, parabéns por ser assim tão cativante!
Querida, só mais uma coisa, infelizmente parece que temos um limite aqui então não vou poder responder todas as suas cartas, mas quero que nunca se esqueça de apenas uma coisa: eu e seu pai estaremos sempre com você, não hesite em olhar para as estrelas e conversar conosco, não desista dos seus sonhos e do que te faz feliz, continue se esforçando e seja sempre você mesma!
Com amor, Layla
– Mamãe... – levou as mãos a boca ao terminar de ler, poucas lágrimas escorrendo pelo rosto – Eu não achei que seria possível... – colocando a carta no peito próximo ao coração exclamou – Obrigada, Albion!
O que te faz feliz?
Eu queria falar com minha mãe
– Ah! Tem mais alguma coisa aqui dentro! – exclamou ao pegar o envelope e retirou dele uma pequena embalagem com um bilhete – “Este aqui é para Natsu” hm? Natsu? – voltou-se para o rosado que estava próximo – Isto é seu... acho...
– Meu? – perguntou pegando a embalagem e ao abrir exclamou – ISSO SÓ PODE SER BRINCADEIRA! – abriu um largo sorriso e tirou de dento uma munhequeira feita da mesma pele que o cachecol
– Natsu-san... isso é do Igneel? – perguntou Wendy
– Sim! Com certeza sim! Caraca, vocês são demais Albion! – sorriu colocando o presente no pulso
– Não entendi, o que você pediu? – indagou Gray
– Alguma coisa do Igneel
– Os seus pedidos foram parecidos – concluiu Levy referindo-se a Natsu e Lucy que coraram
– É que eles se goxxxxxxxxtam
– Falando nisso – Gray voltou-se para o salão – Alguém aí viu a Juvia?
– Na verdade, ela disse que estava se sentindo mal e subiu logo após o início do Baile – Lucy disse
– Ah! Sério? Maldição... Ei, alguém aí sabe qual o quarto dela?
– O que você pretende fazer? – perguntou Lucy assustada
– O que você acha!? Quero ve-la! Você sabe ou não?
– Desculpa! Quarto 2005.
– Obrigada! – correu em direção ao quarto dito e, ao chegar, não hesitou ao entrar deparando-se com uma Juvia enrolada na toalha, saindo do banho
– Gray sama? – perguntou inocente mas ao perceber como estava começou a gritar enquanto estapeava o rapaz – GRAY SAMA! NÃO OLHE! SAIA! QUE VERGONHA, QUE VERGONHA!
– EI, JUVIA! CALMA! AI! CALMA! JUVIA! – conseguiu segurar os braços dela – Calma...
Juvia pareceu mais estável, porém como Gray mantinha os braços da maga no alto não demorou para a toalha cair no chão e revelar o seu corpo.
– GRAY SAMA! NÃO OLHE NÃO OLHE! – voltou a bater no rapaz que fechou os olhos fortemente, dando tempo para Juvia se arrumar – Não olhe, ok? – abriu a primeira gaveta e colocou uma fina camisola rosa diretamente sobre o corpo – Pronto
– Me desculpe, Juvia – Gray abriu os olhos lentamente, com um certo medo do que veria – Eu fiquei preocupado quando me disseram que você estava mal...
– Gray sama, se preocupou com Juvia?
– Sim... Não fale como se fosse algo impossível, afinal estamos juntos agora
Ela assentiu, passando a mirar o chão enquanto Gray a observava, ela estava contra a luz do céu noturno, agora já escuro, uma visão extremamente irresístivel e ao mesmo tempo tão inocente que o deixou paralisado, apenas olhando.
– Gray sama... Será que o desejo de Juvia vai se realizar?
– Depende do que você pediu...
– Eu... eu... eu queria o Gray sama, só pra mim, mesmo que só por uma noite...
– Juvi...a... – correu ao encontro da maga e ergue-a em seus braços, giraram pelo quarto a luz da lua até que, enfim, caíram na cama – Você está linda assim...
– Vo-você acha? – ela falou numa voz meiga e insegura
– Só um tolo não acharia. – sorriu, fitando-a ali, sob ele, como uma criança, tão pura, tão intocável, ousaria ele ataca-la? Ousaria ele fazer algo contra aquele ser tão dependente?
Ficaram instantes assim, apenas se observando, apenas aproveitando um momento só deles.
– Gray sama... você não vai beijar Juvia? – indagou, fazendo-o sorrir
– Com todo prazer – disse, beijando-a por fim
Um beijo lento, carinhoso e apaixonado que, gradativamente, ia se tornando quente, selvagem e prazeroso. Gray levou sua face para o pescoço da maga, inalando seu perfume, migrando para o paraíso. Quando já estava totalmente perdido em meio aquela fragancia pôs-se a beijar a delicada pele de Juvia, depois lambendo, morendo e chupando. Mergulhando-os numa espécie de prazer nunca antes atingida. Juvia era dele. Pertencia a ele. E ele não queria nada diferente daquilo.
Pouco depois já não faziam mais cerimônias, eles se tocavam como loucos, desejando intensamente um ao outro, implorando para que se tornassem um o mais rápido possível. Gray retirou as alças da fina camisola que Juvia vestia e começou a tatear e beijar o corpo branco e macio da mesma, descendo também com o rosto conforme retirava por completo o traje simples, revelando uma Juvia nua, exuberante e selvagem, que não parou nem por um minuto de massagear e acariciar o mago, revelando a ambos novas formas de se satisfazer, descobrindo um novo significado para o prazer.
O que te faz feliz?
A Juvia.
[...]
– Seu acompanhante, srta Alberona, está a sua espera dentro do compartimento. Ele também foi um vencedor nos jogos, e ganhou o prêmio girando a roleta. – abrindo a porta, acrescentou – Fique a vontade, em breve voltarei com a comida, vocês tem total privacidade aí.
– Sim, obrigada – assentiu, entrando no compatimento.
Era uma pequna sala, bem decorada porém simples. No centro uma pequna mesa com um castiçal no centro, cercada por duas cadeiras aparentemente confortáveis, do outro lado da mesa havia uma pessoa, porém seu rosto estava coberto com o menu
– Boa noite... Posso me sentar? – Kana perguntou, hesitante
– Hum – assentiu sem se importar, deixando a maga levemente irritada
– Sabe o que será a janta? – tentou novamente
– Olha cara, nem tenta puxar assunto porque eu não to nem um pouco afim de ficar aqui.
– Que direto... – resmungou ela – Laxus – instigou
– Han? Como você sabe quem eu sou? – disse abaixando o menu e vendo que era Kana sua companhia – KANA!
– Ah francamente... Eu não dou sorte mesmo. Já que a janta é com você eu também não to afim de ficar aqui – disse rumando para a porta mas a mão de Laxus agarrou a maçaneta antes, cercando-a com os braços imprensando-a na porta.
– Ja vai? Mas a festa acabou de começar... – disse malicioso ao pé do ouvido da morena, fazendo-a estremecer – Vou entender que você está fugindo de mim...
– Eu não estou fugindo! – virou-se para ele, irritada e corou bruscamente ao perceber que eles estavam muito próximos – Eu só não estou me sentindo bem... – disse baixo, desviando o olhar
– Então me deixe cuidar de você – mandou-lhe um olhar sugestivo – Não vamos perder essa chance, estamos sozinhos aqui... – passou a beijar e chupar o pescoço dela
– Não... – tentava conter os pequenos gemidos de prazer que vinham dela – Laxus... e Mirajane?... Ahh
– Eu já dei um jeito nela... – disse, passando a massagear a nuca da maga, trazendo-a mais para perto – Eu já falei com ela...
– Então não devíamos estar fazendo isso... – disse fugindo de seu abraço e se afastando — Laxus, não podemos fazer isso.
– E porque não!? Nós nos gostamos! O que há de errado nisso?
– Quem disse que eu gosto de você?
– Escutei vocês conversando no café, sobre você estar com minha magia ontem.
– Isso é invenção de Lissana! Eu nunca estaria com sua magia!
– Não pareceu invenção, até porque você logo fugiu da mesa.
– Você está me ‘stalkeando’?
– Eu só não consigo parar de olhar pra você! – disse fazendo-a perder o ar por alguns segundos – Você está sempre tão atraente, tão irresístivel que chega a ser maldade não poder te tocar! Você está me matando!
– Eu não sou um objeto! Eu tenho sentimentos e Mira também tem! – cuspiu as palavras
– Sei disso, e eu também tenho sentimentos, sentimentos por você. E, que diabos! Esqueça Mira um pouco! Já falei com ela!
– Pois devia estar falando até agora! Ja ne! – andou novamente até a porta mas foi segurada
– Você não vai sair agora! Tenha um pouco de consideração por mim, estou tentando me segurar!
– Parece que você está me segurando – olhou para o braço já vermelho pela pressão da mão do loiro
– Desculpe... – soltou-a – Por favor, fique.
– Ta certo! – sentaram novamente a mesa onde os pratos supostamente já estavam postos, passaram então a comer
– Não sei o que está melhor, a comida ou a vista
– Sério Laxus!? Você já me mandou melhores.
– As melhores não deram certo, talvez você seja do tipo que curta as de pedreiro.
– Não mesmo! E quem disse que não deu certo? – provocou-o
– O que você está sugerindo?
– Nada... – respondeu num tom extremamente sexy
Kana está tão atraente, não sei como ainda não saltei sobre ela. Tem que ser Kana. Por mais que eu goste de Mirajane, o que eu tenho com Kana é uma conexão muito forte, uma força de atração impressionante, quase como a gravidade que sempre leva a maçã da árvore ao chão, essa força me leva até ela, sempre. Tem que ser ela.
O que te faz feliz?
Eu quero me decidir
– O jantar até que foi agradável – disse ela, dando uma última bebiricada – Principalmente depois que você parou de me mandar cantadas! — ele riu
– Que bom que você gostou, estarei a sua disposição se quiser fazer isso novamente. Sua companhia é maravilhosa, sabia? – disse gentilmente fazendo o coração dela acelerar
– Licença – ela correu para fora, ruborizarda.
O que foi isso? Porque ele foi tão gentil? Será que ele realmente gosta de mim? Eu achei que fosse atração apenas... Espera! Porque meu coração tá batendo tão forte e ei! Minhas mãos estão suando! Ah não! O que está acontecendo, não foi isso que eu pedi!
– Gostaria de um biscoito da sorte? – um jovem homem ergueu a bandeja de onde Kana tirou um biscoito
– “E quem diria? Amar é como ganhar na loteria.” – leu ela, perpléxa – Tá de brincadeira!
O que te faz feliz?
Posso querer ganhar na loteria?!
– Se bem que... não é uma idéia tão ruim assim... amar – exclamou para ela mesma, sorrindo e guardando o pequeno pergaminho.
[...]
– Veja! Estão todos sorrindo! – exclamou Lucy
– Sim, quem diria que daria certo? – respondeu Erza
– Albion não decepciona mesmo, embora eu ache que os moradores daqui são bem convencidos...
– Concordo... Mas por enquanto nós só ganhamos com eles, então não serei eu quem vai reclamar – sorriu
– É... Ei, Natsu está me chamando, Erza! Ja ne! – correu ao encontro do rosado
*Erza pov’s on*
Lucy está certa, todos estão felizes, todos estão sorrindo.
O que te faz feliz?
Que todos estejam felizes.
Então, se foi o que eu pedi, porque eu ainda não me sinto tão feliz? Porque ainda tem uma parte de mim com vontade de chorar o tempo todo? O que está havendo? Meu pedido aconteceu, está acontecendo, porque eu não estou alegre? Por que meu sorriso não é verdadeiro?
De repente, todo o salão escureceu, os jogos foram desligados e a música cessou. Os magos começaram a indagar o que acontecia, quando uma forte luz azul iluminou o centro do salão, onde havia uma pessoa.
– Peço a atenção de todos, por favor! – disse ele, a voz ecooando por todo o salão, todos estavam em silêncio, assustados – Há uma pessoa que, mais cedo, disse que a única forma de ser feliz era que todos também fossem. Bem, quando cheguei aqui, vi todos sorrindo, se divertindo e até mesmo gargalhando, menos a pessoa que fez o tal pedido. Creio eu que quando se usa a palavra “todos” também deve ser incluído aquele quem pediu... Foi aí que eu conclui a razão de eu estar aqui... — disse, voltando-se para mim me permitindo ver quem era — Foi pra trazer por completo a sua felicidade... Erza.
– Je-Jellal...
Notas finais
E então, o que vocês acharam de:
- Levy e Gajeel: ela foi brilhante não, essa ideia dela, tipico de alguém tão inteligente haha :3
- Mira e Laxus: não sei se ficou claro, Laxus NÃO é um safado ok? Ele realmente estava bolado com o que fez a Mira, mas ele percebeu que quem ele realmente quer é Kana, mas isso ainda vai dar o que falar :)
- Mira e Fred: Fred teve um momento super brega de paixão a primeira vista, será que ele investe? hahha o que vocês acham? :B
- Juvia e Gray: não gente, ainda não aconteceu o ato em si, eu preciso saber se vocês querem hentai aqui porque eu teria que mudar a classificação, vocês querem ou não?
- Lucy e Natsu: eles tão tendo uma pausinha, mas logo logo voltamos, os pedidos dele foram até bem mais ou menos, desculpe por isso, mas eu tava mais focada nos outros.
- Kana e Laxus: acho que ele descreveu bem, tem uma força de atração entre eles, o que vocês acham? ta legal eles dois?
- Erza: enfim, Erza! Não preciso nem dizer que o proximo capitulo vai ser de arrancar lágrimas hein? kkkkk pelo menos eu espero que seja!
Enfim, vocês gostaram? Eu mereço reviews? Digam que sim ><' haha beijos!
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