Notas iniciais
Olaaaaaaaaaaaa! Então, aqui está mais um cap pra vcs, espero que gostem e até as notas finais! PS:Pra ninguém se confundir, o cap anterior se passou numa sexta-feira, portanto este se passa em um sábado e o próximo será em um domingo e assim vai ser até o fim das apresentações.

~SERENA HOUSTER~

– É a quinta vez essa semana. Juro. Isso tá realmente começando a me irritar. – comentei enquanto tentava arranjar uma posição confortável na poltrona.

– Só agora? – Tomas riu – Eu já teria me irritado na segunda vez que você falou isso.

Revirei os olhos enquanto dava uma boa golada no meu frapuccino de caramelo. Devia estar uns quarenta graus lá fora e minha vontade de sair do ar condicionado estava abaixo de zero.

Estiquei o pescoço para tentar ver o que o Tom tanto desenhava no caderno dele. Meu amigo parecia mais concentrado que o normal enquanto mordia o piercing que tinha no canto da boca. Percebi que ele de vez em quando olhava para a minha cara mais do que o normal, o que era estranho, já que não é todo dia que alguém com olhos de cores diferentes fica te encarando de cinco em cinco segundos.

– Awn... Que fofo. Você tá me desenhando. – fiz biquinho quando finalmente enxerguei o papel que ele desenhava, Tom revirou os olhos.

– Eu ainda não acabei. – o garoto pegou o caderno e o inclinou de modo que eu não pudesse ver – Pronto.

Era a segunda vez que eu revirava os olhos.

– Monocelha? Sério? – ri a arranquei o caderno de suas mãos – Que droga, Tommy. Tava ficando legal. – peguei uma borracha e tentei apagar o estrago, o que resultou em uma eu com um olho só e calvície no lado esquerdo da cabeça.

– Na boa, Nina, você devia começar a PARAR DE ROUBAR A PORCARIA DO MEU CADERNO. – Tomas pegou o caderno que eu segurava.

– Se é uma porcaria, não vejo problema em pegar. – mostrei a língua pra ele, o que resultou em risadas.

– Você é infantil.

– Olha quem fala, sexto filho.

– Ei! Eu já falei pra você que...

Tomas mal terminou de falar quando a porta do Starbucks se abriu, me assustando e fazendo com que eu quase caísse da cadeira, de modo que eu tive que sair da minha posição confortável com os pés no colo do garoto.

– Mas isso é sério? – uma voz afetada veio detrás de mim e Tomas levantou o olhar.

– Mas é claro! Juro por Deus! – uma segunda voz, bastante familiar, aliás, respondeu com uma risadinha – Minha mãe conseguiu a bolsa antes mesmo de chegar às lojas!

– Nossa Ash... Isso é demais!

– Ninguém merece... – comentei, olhando para trás só para ver a cabeça loira oxigenada de Ashley Richy se sentar em uma poltrona do outro lado da cafeteria. Tomas ainda não desviara o olhar – Sério, Tomas? Você ainda não superou isso?

– Eu ahn... O quê? – ele sacudiu a cabeça – É, é... O sonho é muito esquisito e...

Dei uma tapa na nuca do garoto.

– Tomas!

– Que é? – ele esfregou o lugar onde eu batera – Que que eu fiz agora?

– Daqui a pouco você vai alagar esse lugar com essa baba toda. – cruzei os braços e revirei os olhos – Você gosta da Ashley-sou-loira-e-meu-cérebro-é-menor-que-uma-noz desde a terceira série, quando é que você vai perceber que tem gente muito melhor por aí?

– Tipo, você?

Ergui minha sobrancelha com minha melhor cara de surpresa, mas ele não mostrou muita reação.

Daí começou a rir.

Histericamente.

– Você me paga. Quase me matou do coração... – murmurei, irritada.

– E você ainda fala que o cérebro da Ashley é menor que uma noz. É a terceira vez nessa semana que eu faço isso e você ainda cai!

– Tá, tá, okay... – procurar mudar de assunto – Mas é sério. Tem muita gente melhor. Tipo aquela garota ali no caixa, por exemplo.

Apontei para uma garota morena que acabara de receber três muffins de chocolate. Ela era magra e talvez um pouco mais alta que eu, com olhos azuis com o decote da blusa mostrando um pouco mais do que deveria.

– Nah. – Tomas, riu. – Acho que todos aqueles muffins não devem fazer muito bem.

– Sabia que você é idiota? – revirei os olhos pouco antes de meu celular começar a tocar Spice Girls – Sério? Espera. Você vai ver só.

Atendi ao telefone com meu amigo dando de ombros. Estou cercada de gente idiota. Depois que eu colocar Weather Girls no telefone dele ele vai pedir misericórdia.

– Alô?

– Serena? Ah, oi. Preciso que você me faça um favor. Está ocupada? – a voz de minha mãe soou no telefone.

– Não, tô não. Algum problema?

– É que vai ter uma reunião do Clã hoje, você poderia me cobrir? – abri um pequeno sorriso já sabendo o que ela falaria a seguir – O Antony veio.

Tampei o microfone do celular e me virei para Tomas.

– Você me deve dez dólares. – ri e ele revirou os olhos para eu logo depois liberar o microfone – Tudo bem, mãe. Já tô indo. Chego aí em quinze minutos.

– Okay. Beijos.

– Tchau. – desliguei o telefone e estendi a mão para Tomas, que me entregou o dinheiro que devia – Isso é para mostrar que nunca se deve fazer apostas comigo.

– Haha.

***

– Tony? Tá aí? – entrei na loja e o sino tocou logo em seguida.

– Tô sim. Me dá um segundo. – a voz do auxiliar de minha mãe veio dos fundos do lugar.

Segundos depois um garoto surgiu de detrás de uma pilha de livros do século XVIII. Antony era, assim como Tomas, alguns meses mais velho que eu, com cabelo castanho-claro cortado curto e olhos azuis. O problema de estar no mesmo cômodo que aqueles dois caras era que eu sempre, sem exceção, me sentia como se eu e Antony fossemos dois hobbits de frente com um cara excessivamente alto.

– E então? O que o traz aqui, cara-que-só-vem-como-tá-a-fim? – dei dois tapas no ombro de Tony, já sabendo que eu ia ter que limpar os vasos chineses que ficavam na prateleira alguns metros atrás dele.

– Estava a fim de ler alguma coisa. Daí decidi vir pra cá. – ele deu de ombros enquanto voltava a etiquetas os livros.

– Ainda não entendi por que a mãe da Serena não demitiu você. – Tomas comentou enquanto observava um mapa que devia mostrar algum lugar perto da antiga Pérsia.

E então, como mágica, a porta que dava para a escada do segundo andar se escancarou, revelando minha mãe carregando uma dúzia de pergaminhos variados e um cajado quebrado ao meio.

– Nossa. Pra onde vai com tudo isso? – perguntei estranhando aquela situação.

– O Clã... – ela começou, mas logo depois notou a presença de Thomas – Quer dizer... O museu pediu para eu levar esses pergaminhos para fazer alguns testes...

Suspirei. Minha mãe era uma péssima mentirosa.

– E o cajado? – apontei para o estranho artefato que ela tentava segurar com a mão direita.

– Ele... Ahn... Pode guardar. Eu o encontrei jogado lá em cima. Coloque perto dos outros. – peguei o objeto nas mãos enquanto Tomas abria a porta para minha mãe sair e desaparecer no fim da rua.

– Okay... Isso foi estranho. – meu amigo comentou, erguendo a sobrancelha em minha direção.

–Nem me pergunte. – e voltei a limpar os vasos chineses.

Notas finais
Look da Serena--> http://www.polyvore.com/serena/set?id=142221758 Precisamos de um apelido pra dar pros nossos queridos leitores, estamos abertas a sugestões... por enquanto vamos chamar vcs de qualquer coisa que vier na cabeça até acharmos algo adequado, okay? Beijos, meus brigadeiros(?), Nicky