As Férias Da Fairy Tail

6 Cap. 5- A Bela e a Fera e uma conclusão inesperada


Notas iniciais
Oi oiii, gente! Desculpa não ter postado ontem, faltou luz aqui :((((

But, aqui está um novíssimo capitulo para voces!

ATENÇÃO: Este capitulo será narrado pela Levy e por Natsu, respectivamente. MAS a narrativa de Levy aconteceu depois da festa e a do Natsu durante! PORÉM eu coloquei a parte do Natsu depois da da Levy porque o próximo capitulo começa a partir da narrativa dele, foi só pra não ficar cortado, ok?

Acho que dá pra entender no texto, boa leitura!

*Levy pov's on*

Devia ser umas quatro da madrugada quando o baile chegou ao fim, eu e Gajeel subíamos as escadas em direção aos nossos quartos. É claro que, depois de toda aquele flerte no baile, eu não dividiria o elevador com o resto da guilda. Eu morreria de vergonha! Mas, vendo o Gajeel subindo as escadas comigo invés de usar o elevador, me deixa feliz. Ainda mais porque eu não pedi que ele me acompanhasse. Estávamos hospedados ele no 15º e eu no 16º andar, vê-lo fazendo esse sacríficio só para ficar perto de mim me faz pensar que o que eu fiz la embaixo valeu a pena.

Quando chegamos no corredor dele, por onde ele seguiria enquanto eu continuaria subindo, Gajeel agarrou-me pela cintura e me virou para ele. Enrubesci. Ele estava a uns dois degraus abaixo, o que me fez ficar na sua altura. Seus olhos não piscavam e sua boca curvava-se num sorriso peverso

– Eu lhe avisei que lobisomens são perigosos — disse ele, fitando-me com aqueles olhos negros — Você é minha agora...

Essa não! Será que julguei Gajeel errado? Podia jurar que, apesar de tudo, ele era uma boa pessoa! Ele não abusaria de mim... ou abusaria?... Não, o homem que compôs algo tão perfeito como Shooby doo bop, não seria capaz de uma atrocidade dessas... ou seria? Estremeci. Ai meu Deus!! O que eu faço? Será melhor eu correr para longe... Não dá, ele está me segurando tão forte... droga!

–... pelo menos até a lua cheia se por — completou ele, voltando ao tom de brincadeira que usou a noite toda, talvez ele tenha percebido que eu estava assustada, pois seu braço agora já não me envolvia mais com a mesma força.

– Me parece que não tenho escolha — sorri, encostando levemente em seu braço, indicando que eu estava presa... Oh céus!? Que músculos são esses?

Seus olhos adquiriram um brilho após a resposta e seus lábios se encontraram nos meus de forma feroz, senti um misto de excitação e ansiedade, como o quero...

Sua língua pediu passagem e, é claro, que eu cedi. Seu beijo era inusitado, de certa forma, era uma loucura. Sua língua envolvia-se na minha com movimentos inesperados e despertava em mim um tipo de êxtase que nunca julguei possível existir.

Pouco depois a atençao de sua boca dividia-se entre meu pescoço, ora chupando-o ora lambendo-o, e meus lábios. Surpreendendo-me a cada toque e movimento. Apesar da íncrivel sensaçao que seus beijos me proporcionavam, estávamos no meio das escadas de um hotel de família, a qualquer momento uma criança poderia aparecer. Decidi me afastar, por mais que meu corpo implorasse pelo contrário, e quando o fiz reparei que ele me olhava confuso.

– Aqui não — eu disse por fim, o desejo explícito na minha voz

– Tudo bem... — suspirou ele, tirando o braço de mim e se afastando

Ah não! Será que ele não entendeu o que eu quis dizer?! Eu disse AQUI não, então porqu ele está agindo como se eu tivesse dito AGORA não!? Como ele pode ser tão burro!? Me beije agora, seu grande idiota!

De repente meus pés já não estavam no chão e os braços dele me seguravam mais forte do que nunca, como se meu corpo dependesse deles. E dependia mesmo, eu finalmente pude notar, eu estava em seus braços, presa no seu colo.

– Você é mais leve do que eu pensei, pequena...

Sorri.

– Não mude de assunto! Me tire logo dessa escada morimbunda! — eu disse violentamente, mas essa foi a forma mais doce que eu encontrei de dizer "me leve logo para seu quarto, seu idiota"

Normalmente eu não seria tão grossa, tanto nas palavras como nos pensamentos, mas Gajeel despertava um lado de mim que nem eu mesma conhecia bem... um lado peverso, sombrio...

Ele grunhiu uma risada e quando passou a se mover em direção ao quarto, eu estava tão instável em seu colo que não tive alternativa e envolvi seu corpo com minhas pernas. Ele me olhou, surpreso, e sorriu. Como é revigorante ver aquele sorriso... Precisava de mais daquela curva em seus lábios, muito mais... Mas, como fazê-lo sorrir? De repente a ideia perfeita me veio a cabeça e comecei a beijar levemente seu pescoço, aumentando o rítimo gradativamente. Alguns segundos depois eu já não só beijava-o como também chupava e lambia, os movimentos se iniciando no pescoço, descendo até o toráx e subindo novamente até a orelha, onde depositei uma mordida.

Gajeel gemeu.

Sorri ao perceber que eu tinha sido a razão daquele suspiro de prazer. Escutei a porta batendo, enfim estávamos em seu quarto.

Um sentimento de pavor inundou meu ser, mas logo uma onda de prazer o substituiu.

"Oh não! Ele vai me devorar!"

Ironizei, apenas nos meus pensamentos, é claro.

Ele me deitou em seu macio colchão e se pos sobre mim. Tornou a me beijar, minhas mãos exploravam seu corpo acariciando seus ombros, descendo pelos braços, subindo pelo toráx até se encontrarem em sua nuca. Dali desceram novamente, dessa vez pelas costas, onde meus dedos se entrelaçaram e o puxei seu corpo para mais perto do meu. Estávamos imprensados e se não fosse pelo limites de nossos corpos, eu com certeza teria puxado-o mais, para que nos tornássemos apenas um. Malditas leis da física!

Ainda sim, eu estava presa, diante de mim estava o grande e musculoso Gajeel, e atrás o macio e confortável colchão. Não sei exatamente descrever o que sentia naquele momento, mas eu certamente estava gostando.

Gajeel interrompeu os beijos e carícias em busca de oxigênio, não o impedi, eu também precisava de ar. Ele aproveitou a parada para se encaixar melhor em mim, da forma mais confortável que podia. Provavelmente, ele estava incomodado com sua antiga posição.

Agora, suas pernas estavam cada um a cada lado de meu corpo e seu tronco exatamente sobre o meu. Ele me olhou por alguns segundos, exibiu um sorriso gentil e malicioso e voltou a me beijar, alternando novamente, entre a boca e o pescoço.

Até que senti sua mão um pouco abaixo do meu quadril e um pouco acima da virílha. Gelei. Mesmo que estivesse a uma certa distância o seu toque me dava arrepios. Mas invés de sua mão descer, como achei que seria, ela estava subindo. Tive alguns segundos de alívio quando me lembrei:

Os seios.

Tenho um complexo com meus seios por serem minúsculos... O que Gajeel vai pensar quando perceber que sou uma tábua!? Por mais que ele ja saiba pelo simples olhar, quando tatea-los a sensação que terá será... broxante.

Interrompi o beijo, não por querer, mas porque só de pensar na reação dele meu corpo ficou duro como pedra. Eu definitivamente estava tensa.

Mas a mudança pareceu não afetar Gajeel, que mesmo não beijando-me a boca, continuava com os lábios em meu pescoço e, pior, sua mão continuava a fazer a lenta trilha em direção aos pequnos montes

– Gajeel, por fav... Ohhhhhh — não pude conter o gemido, oh céus, suas mãos agora massageavam delicadamente o meu busto

– Cabem na palma da mão... — disse ele fazendo meu sorriso desaparecer imediatamente, ao perceber ele completou -... exatamente como eu gosto

Me derreti... Quem diria que a primeira pessoa que tocasse nos meus seios se sentiria... satisfeita? Ponto para mim! E mais, quem diria que o simples toque tivesse esse efeito? Essa sensação íncrivel!? É maravilhoso... Gajeel é maravilhoso!

Agora além de carícias com a língua e os lábios, suas mãos também tocam meu corpo, fazendo-me conhecer sensações novas e inigualáveis. O que eu sentia já não podia ser chamado de prazer, era mais, muito mais que isso.

E essa sensação tomou conta de mim e quando voltei a raciocinar eu estava apenas de roupa íntima e ele levava minha mão até sua calça, provavelmente querendo que eu mesma a tirasse e assim o fiz.

Voltamos a nos beijar, um beijo selvagem, molhado, repleto de desejo e prazer. Meu corpo clamava por Gajeel, que parecia sentir o mesmo.

Essa não! Já sei onde isso vai dar e eu definitivamente não estou pronta...

– Gaje... Ahhhhhhhhhhh — seus lábios agora beijavam e lambiam ternamente os meus seios... Que delícia... Sem perceber, levei minhas mão até sua cabeça e forcei-a contra meu busto, eu não podia deixar que ele simplesmente parasse, aquilo era divino.

O ato fez com que Gajeel soltasse uma pequena risada, algo como "Então você gosta disso?" e passasse a, além de beijar e lamber, chupar meus pequenos seios. Fazendo uma trilha circular entre eles, e enquanto sua boca se direciona-se a um seio, sua mão cuidava para que o outro também recebesse as devidas atenções. Agora meus gemidos não cessavam, a cada toque, chupão, lambida e beijo, eu suspirava de prazer e escitação..

Essa não, por mais que eu pense "pare" meu corpo grita "continue". Será que Gajeel consegue ler meus pensamentos? Eu não estou pronta para tê-lo em mim, por mais que meu corpo diga o contrário... Será que ele é capaz de perceber isso?

– Não, por fav.... ohhhhh Gajeel — ele agora depositara uma pequena mordida em cada seio e subia lentamente refazendo a antiga trilha até meu rosto, então me deu um selinho demorado.

– O que é? — disse ele após o beijo.

– Na-nada... — eu não podia dizer que não podia continuar, não depois daquela sensação que ele me proporcionou... Era maldade com ele, depois disso tudo, força-lo a parar por causa de algo tão ridículo como "não estou pronta"

Após isso ele voltou a me beijar, dessa vez, um beijo mais terno e gentil. Será que não tem mesmo problema eu fazer isso? Estou tão incerta...

E, como se tivesse percebido que eu não estava pronta, Gajeel interrompeu o beijo, mas não se afastou muito. Na verdade, nossos rostos estavam tão próximos que as pontas de nossos narizes se tocavam.

Sua respiração ofegante era quente e, quando abri os olhos, pude ver que ele sorria enquanto me observava. Nossos olhos não piscavam, estávamos em perfeita sincronia. Os dele expressavam o quanto estava feliz e os meus o quanto eu estava apavorada.

Ele deve ter percebido, já que alguns segundos depois virou-se para a janela e exclamou com a voz mais meiga do mundo:

– Parece que a lua cheia já se foi... — e voltando-se para mim, completou — você está livre por hoje.

Então, saiu de cima de mim e se pos ao meu lado, mas eu não deixei seu quarto, não depois disso tudo. Eu simplesmente encostei meu rosto em seu tronco e mergulhei num sono profundo.

*Levy pov's off*

E foi assim que a noite terminara para Levy e Gajeel, como num conto de fadas infantil, a bela e adorável estava agora nos braços de uma fera assustadora e o sentimento entre eles era recíproco. Eles certamente estavam felizes.

Por outro lado, a noite não acabara bem para nosso querido dragon slayer fantasiado de dragão... Mas, para entendermos melhor, que tal voltarmos no tempo?

*Natsu pov's on*

O som dos sinos me fez virar o rosto para o céu, era meia noite e eu podia jurar que haveriam fogos, mas não tinha nada além de algumas nuvens, ja que parara de chover. Então, nada mais justo do que voltar a olhar para minha companheira de dança, certo?

Entretanto, a surpresa que tive ao olhar Lissana foi mil vezes mais do que a de olhar para o céu sem fogos. Os lábios dela agora estavam colados nos meus... e foi como mergulhar num oceano de boas lembranças.

O gosto de sua língua era tão doce quanto sua personalidade e seu beijo, tão meigo quanto sua voz... Oh Lissana, como eu pude quase me esquecer de você?

Uma série de imagens apareceu diante de meus olhos, a pequena Lissana com seu vestido rosa escuro sorria para mim, enquanto olhavamos o por do sol... Depois a imagem dela sorrindo ao ver que nosso lindo dragão era, na verdade, um gato com asas...

Lissana sorrindo dizendo meu nome, Lissana sorrindo me vendo lutar, Lissana sorrindo ao dizer que era minha esposa... Lissana sorrindo, sorrindo e sorrindo... O sorriso dela é realmente lindo, cativante, como pude não perceber isso antes?

Enquanto nossas línguas se enrolavam as lembranças invadiam minha mente, afogando-me num mundo maravilhoso que eu nunca tinha dado atenção...

Agora, nos meus pensamentos, ecoava a voz da pequena Lissana chamando o meu nome, me chamando de esposo... Que saudade daquela época... Que passado maravilhoso eu vivi ao seu lado, Lissana...

E, lentamente, o beijo foi chegando ao fim. Nossos rostos se afastaram e eu não pude evitar um sorriso ao ver o que ela esboçava para mim.

– Lissan...

– Tudo bem, Natsu

Tudo bem? O que ela quis dizer com tudo bem? Eu ia dizer que ela estava linda, que o beijo foi maravilhoso e pedir desculpas por fazê-la esperar tanto tempo... Tempo. Que tempo bom aquele quando éramos crianças, Lissana era tão adorável... ela é. Não sei como suportei quando a perdi... E esse beijo? Esse beijo repleto de saudade, de paixão... Sentimentos que foram guardados por tanto tempo...

E então, uma luz iluminou meus pensamentos, o sorriso que Lissana exibia agora não era todo de felicidade, era mais de algo relacionado a conformismo.

Lissana percebera que o que sentíamos um pelo outro faz parte do passado... talvez ela tenha percebido antes até... Não a culpo por ter me beijado, o beijo era mais que necessário para que nós nos despidíssemos do passado que, agora, era completo.

Olhei novamente para ela, que ainda sorria...

– Tudo bem — ela repetiu, não com tristeza como era de se esperar, mas com uma verdadeira alegria.

– Certo... — ofereci a minha mão e caminhamos novamente até o salão, onde nos separamos.

Ela foi dançar com o pequeno Romeo que a convidara enquanto fui ao banheiro lavar o rosto.

Nada melhor do que água gelada para refrescar as ideias... Certo! Estou pronto para a próxima dança... Ah é! Preciso encontrar a Lucy... o Loki me interrompeu naquela hora mas agora, sei que vamos conseguir conversar.

Deixei o banheiro e corri por todo salão em busca de Lucy e nada... Arg, onde ela se meteu? Ela não sabe que eu quero falar com ela!!???!

– Ahh la está Levy, ela deve saber onde a Lucy está — eu disse e rumei ao encontro dela — LEVY!

Ela pareceu surpresa ao me ver, ou seria envergonhada? Não sei direito, mas não importa muito... Vi que ela estava ao lado de Gajeel com os olhos fixos nele, mas ela não me ignorou.

– Sim, Natsu?

– Sabe onde está Lucy?

– Lucy? Hmmmm... Ela passou aqui ainda pouco procurando por você.

– Entendi, obrigada!

Me afastei, pensativo, mas ainda pude ouvir Gajeel comentar com Levy:

– Esses dois são muito lerdos!? Não percebem que estão nos atrapalhando?

– Deixe eles pra lá, Gajeel, vamos nos preocupar com o que nos interessa...

Ahh aquele Gajeel, eu ainda quebro a cara dele! O que Levy tinha dito mesmo?... Algo sobre a Lucy ter me procurado... É, ela tava me procurando um pouco antes... E se ela... AH NÃO!

NÃO. NÃO. NÃO. NÃO E NÃO.

Comecei a correr loucamente por todo o salão, só tinha certeza de uma coisa:

Lucy sabia do beijo.


Notas finais
E aaaaaaaaaaaai o que acharam?

Adoorei escrever essa, mas tenho umas peguntas:

1- Ficou muito confuso isso do tempo ou deu pra entender que o que rolou com Natsu foi antes do que rolou com a Levy?

2- Tudo bem com esse ecchi que eu fiz? Ou vocês preferem sem? Ou ainda, vocês preferem hentai logo?

Me respondam ok? E espalhem pros seus amiguinhos, eu adoro ler os comentários de vocês, ♥

bjuliaaaaaaaaa