As Férias Da Fairy Tail

27 Cap. 24 - Por água a baixo


Notas iniciais
Oi ^^
Não, não abandonei vocês.
Não, não abandonei Snuff.
Não, não abandonamos UPII.

Tempo? Sim, isso me falta. Junho é muito corrido :/
Vamos lá, a escola saiu da greve então é estudar feito louca pra ela e pro vestibular! Fiz prova esse domingo e me sai melhor do que esperava, parabéns pra mim *u*

Vi um aumento no número dos favoritos, sejam bem vindos, já amo vocês ♥ rs.

Capítulo grandinho, preparando pra boate.
Comentário 350 do meu pokemon favorito >< Pikachu-sensei! Obrigada, dedico este a você ;)

Era inicio da tarde, os pássaros soavam melodias agradáveis e lançavam altos voos na imensidão azul. Dentro do hotel, sentada numa macia poltrona e com olhar distante estava Juvia. Apesar de todo conforto que aquela brisa refrescante a proporcionava, ela não se mostrava nem um pouco relaxada, na verdade, preocupação era a única coisa que passava na mente da maga. E se engana quem acredita que a causa de tamanho sofrimento seja a atual distância de Gray-sama, que teve de continuar na sala de informações, o verdadeiro motivo para tal situação era a ruiva que repousava numa das macas daquele cômodo, a famosa enfermaria.

A expressão de Erza não era pacífica, ela não parecia sonhar ou estar tranquila e a semples impressão da maga estar sofrendo dava a Juvia uma agonia imensurável, o que consolava a azulada era o fato da expressão também não exibir tristeza, na verdade, os traços de seu rosto mostravam algo bem comum após um pedido de casamento, ainda mais um pedido tão repentino, eles mostravam o choque.

Agora, Juvia permanecia quieta enquanto observava a companheira, porém pouco antes havia ocorrido um furduncio sobre a forma como Erza fora tratada. As enfermeiras garantiam que estava tudo bem e que ela apenas precisava descansar, mas Juvia duvidava, ainda mais depois que a titania sofreu de alguns espasmos onde levantava e abaixava a trêmula mão esquerda – talvez aquilo quisesse dizer algo, talvez não – e essa suspeita desencadeou numa revolta por parte da azulada que quase destrui todo o quarto, exigindo maior atenção. Algo que, com toda a educação, lhe foi negado, afinal Erza estava bem. O que não serviu muito a outra, que não viu jeito além de sentar e esperar até que a maga acordasse.

O silêncio que caracterizava o clima tenso do lugar foi cortado quando Erza começou a despertar, enquanto tossia compulsivamente e balbuciava palavras que Juvia julgou ser um pedido de água.

— Fique calma, Erza — ela falava mais nervosa do que a própria — Vamos, beba... Beba... Está tudo bem, calma... — tentava controlar a voz e os pulsos enquanto ajudava a ruiva a beber do copo.

— Urm... Obrigada, Juvia — ela sorriu e se sentou com certa dificuldade, ainda estava trêmula

— De nada. — a outra respondeu, aproximando a poltrona e voltando a se sentar, num olhar ansioso — E então... — ela instigou, não conseguindo conter o sorriso

— Então...? — Erza estranhou a atitude da outra

— Jellal te pediu em casamento! Vamos, me conte, o que vai responder? — a velocidade das palavras mostrava o quanto a azulada parecia animada — Anw! Juvia quase não me aguentou quando viu, ele parecia tão desesperado, tão ansioso! Ele vai pirar quando você disser que sim, já até imagino! Vai ser tãão romântico!! Imagino quando Gray-sama pedir Juvia em casamento, isso se Juvia não pedir primeiro, será a luz da lua, viraremos a noite dançando e dançando e dançando e dançando e danç-

— Juvia!?

— Ah sim, oi? — a voz de Erza conseguiu despertar a maga de seus constantes devaneios — Ah, desculpa... — ela riu, sem graça — Então, me conte! O que vai responder?


O silêncio voltara, afinal se naquela ela não sabia o que responder para Jellal, porque agora saberia?



–--


— Levy?

— Ga-ga-ga-gajeel! — ela balbuciou, se levantando bruscamente, numa expressão assustada — Não é nada do que você está pensando!

— Essa é a pior coisa para se dizer num momento como esses. — ele respondeu, irritado

— Ora vamos, Gajeel. Eu e Levy estávamos apenas conversando... — Eric sorriu, se juntando a maga — Como amigos.

— Oh, mas é claro! Estou vendo a amizade de vocês. Na verdade, eu não queria atrapalhar a amizade de vocês, então... — disse, se virando em direção da saída.

— Gajeel, pare! — a azulada gritou, segurando o grande braço do amado — Me deixe explicar, por favor...

Ele iria ignorar, é claro, nada precisava ser explicado. Os olhos não mentem, muito menos os ouvidos! Ainda mais quando se é um dragon slayer. Ele viu e ouviu muito bem a cena: “...não se preocupe. Eu estou bem.” ele disse e Gajeel não pôde deixar de imaginar o porquê, afinal porque logo Levy se preocuparia com alguém que ele nunca vira, o cara nem da guilda era!? Mas a tarefa de simplesmente seguir em frente pareceu impossível quando ele se virou para a garota, cujo os olhos amendoas suplicavam por atenção. A visão não lhe deu escolhas e ele apenas suspirou, permitindo a fala.

— Ér... Ah! Esse é Eric. Ele é... Bem, ele é um amigo — ela sorriu rápido e torto, parecia que estava querendo ganhar tempo — Almoçamos juntos e-

— Ah, vocês almoçaram também? — ironizou, fingindo interesse — Eu adoraria saber mais, mas estou sem tempo agora.

— NÃO! — ela berrou, apertando o braço dele, nervosa. Seus olhos lacrimejavam, ela iria chorar. — Eu e Eric estávamos sentados... Não... Ele estáva me contando... Ah! O que você viu aqui, Gajeel-

— O que eu vi? — ele se fez de desentendido — Levy, quantas vezes vou ter que lhe dizer!? Você é tão pequena, eu nem te enxergo direito!

— Oi? — ela perguntou, confusa

— Agora, vamos! A festa de hoje será na boate, talvez nós tenhamos algumas surpresas

— O que!? Mas-

— Anda logo! — puxou-a rudemente e saiu com pressa dali


Nem o ser mais frio ignoraria aquele olhar. Como ela podia ser tão sincera? A verdade habitava aquele brilho tão intenso em seus órbes. Com certeza nada havia acontecido e se acontecera, ela não o trocaria por um qualquer que acabara de conhecer. Não depois daquela noite, daquela surpresa...



–--



— Jiji! — o loiro chamava, enquanto batia na porta de mogno com grande força


— Pode entrar, Laxus... — a voz fina e antipática saiu fraca, graças a grossa porta que separava os dois

Mas a ordem foi perfeitamente ouvida e comprida, pois agora o loiro entrara na grande sala. O olhar imparcial, os braços cruzados e recusando-se a sentar.

— Diga-me: a que veio? — Makarov perguntou, um pouco receoso do que viria dali.

— É sobre Jellal, eu-

— Primeiro Gray, depois Macao e até Bickslov! Já está ficando repetitivo... — o velho suspirou, fazendo o neto exibir um sorriso torto.

— Quero que você me explique a situação.

— Ah... Em resumo: Jellal é procurado pelo Conselho Mágico, que envia tropas todos os dias atrás dele. Somos suspeitos. A julgar pelo acontecimento do Nirvana, onde parte da guilda se “rebelou” não aceitando a sentença determinada para ele. Entretanto, isso não levou a nada, Jellal foi preso e nós não nos comprometemos muito por tal atitude. Porém, ele conseguiu escapar, isso próximo aos Jogos Mágicos, tanto que ele entrou no time de vocês, o Fairy Tail B. Sim, eu sabia, é claro e porque não me opus na época? Porque não havia perigo, somos astutos e enganar o Conselho durante um evento de grande porte não é lá tão dificil. A coisa agravou quando me foi relatado que ele quase foi descoberto, ou seja, Fairy Tail corria perigo.

— E por isso você quer distância dele? — o loiro arqueou a sobrancelha, mostrando-se um tanto entediado, o velho assentiu — Mas...?

— Mas não foi tão simples, ainda mais porque Erza está apaixonada por ele. Amor de adolescente, na minha opinião, coisa de fase.

— Você acha?

— Acho e, se não for, se tornará. Ele não pode continuar aqui, logo, eles não podem ficar juntos.

— Por isso o pedido de casamento? — replicou, unindo as peças

— Isso foi uma atitude desesperada do rapaz. Dei à ele até essa noite para resolver a situação, após isso não o quero aqui, já me deu muita dor de cabeça.

— Entendo.

Laxus fitava um ponto fixo da parede, num olhar concentrado. Apenas com isso, era impossível dizer o que se passava na mente do grande homem que se mostrava pensativo, de certa forma.

— Sei que é um tanto rude... — Makarov se pronunciou, suspirando — Mas estou de mãos atadas.

A resposta do neto foi apenas um aceno com a cabeça, ele se apoiou na parede da sala, ainda de braços cruzados e olhou para o teto, bufando. Entendia o avô, de certa forma, era uma situação delicada e perigosa, mas algo não entrava na cabeça, aquele não parecia o mestre que dava mais importância aos laços entre as pessoas do que ao conselho. Algo estava errado.

— Jiji... — começou, recebendo atenção do outro — O fato de todos acreditarem que Jellal mudou não interfere, em nada, isso?

— Não posso pensar no agora, Laxus. Tenho que enxergar a frente, este rapaz é facilmente influenciado e se ele mudar novamente? O garoto é poderoso, seria um risco e tanto para nós. Além do fato de que, se ele continuasse conosco, seria nossa responsabilidade escondê-lo, afinal o Conselho não quer saber se ele mudou. Lei é lei.

— Então, não podemos fazer nada...

— Basicamente — ele confirmou, num suspiro — O que me corta o coração é imaginar Erza, a tristeza voltará aos seus olhos...

— Erza é forte. — Laxus respondeu, tentando confortar o velho, sem sucesso

— Ah em batalha ela é sim, e muito! — ele confirmou — Mas a vida não se resume a batalhas, ambos sabemos disso. Erza é assim, vai aguentando e aguentando e aguentando até que desaba e, pior, desaba sozinha.

— Isso porque ela não quer que vejam sua fraqueza.

— Sim, mas... Quando se chora, certamente você quer estar com alguém.

Laxus pareceu pensativo outra vez, analisando as palavras do pequeno homem de cabelos brancos a sua frente. Seu olhar era triste e distante, pobre velho, provavelmente todos da guilda atiravam pedras em seu nome. Claro que eles esperam um final feliz, um amor eterno ou qualquer outra coisa comovente, mas nem tudo é assim. Não na realidade. Uma pena que eles não entendiam. A verdade era: não havia o que fazer.

— Mas — os olhos caramelos do loiro brilharam, numa ideia repentina — Nós poderíamos estender, não é? Dar a eles mais tempo.

— Eu já os expus demais. Não posso aumentar isso, é muito perigoso.

— O senhor perdeu a coragem, jiji. — Laxus replicou

— Quando se tem a minha idade, começamos a pensar nos prós e contras. Viver o momento é coisa de gente jovem. — ele respondeu, um tanto triste.

A ideia de que, talvez, Makarov estivesse passando por um crise graças a sua idade passou pela cabeça de Dreyar, isso poderia explicar o motivo de tais atitudes, mas não vinha ao caso agora...

— Faça da seguinte forma, então, o Baile de Máscaras é depois de amanhã, certo? Desafie-os. Eles tem até amanhã para encontrar uma solução, se não conseguirem na manhã do Baile, ele se vai.

— Mas isso é a mesma coisa que estamos fazendo agora!

— Não, na verdade eles teriam mais tempo para pensar. Além disso, imagine: De repente, o Senhor resolveu dar aos dois mais tempo. Isso diminuiria a raiva dos outros membros...

— Isso é verdade, mas a situação ainda continua sendo complicada e aumentar o tempo não solucionaria nada — Makarov respondeu, mas Laxus sustentou o olhar de tal forma que o velho não teve escolhas — Bem, não custa nada tentar.

— Isso ai, Jiji — o loiro respondeu, sorrindo confiante e caminhou para a porta da sala — Acredite, as melhores ideias surgem a noite.

E saiu da sala, deixando o pequeno mestre pensativo e sozinho. No corredor, logo ao sair, Laxus se viu de frente a um rapaz de castanhos cabelos espetados que o fitava parecendo interessado.

— E você é? — arqueou a sobrancelha esquerda ao perguntar, Eric simplesmente ignorou, ainda fitando o dragon slayer que simplesmente bufou e saiu


— Interessante... — Eric sussurrou, tomando a direção oposta a do mago anterior, pensativo.



–--


Depois daquele beijo, os amassos seguintes pareciam não ter fim e, não importava o lugar, se era na espreguiçadeira, na piscina ou até mesmo na sauna, a delicadeza de Freed era sempre a mesma, o que deixou Mirajane fascinada, ela se sentia uma princesa.

Foi quando estavam na hidromassagem, onde Mira repousava no colo do esverdeado enquanto este depositava em sua pele beijos mais que carinhosos e incrivelmente prazerosos que a albina notou, não muito longe dali, um relógio.

— Freed! Estamos atrasados! — ela disse, tentando se levantar, mas sendo segurada com demasiada força pela cintura — Sério, Freed... A sala de informações...

— Ninguém vai notar se ficarmos mais um pouco... — ele disse, sem interromper as carícias, mas pressionando-a ainda mais nele.

— Mas...

— Fica quietinha, tá bom? — ele sorriu, beijando-a na boca, enquanto sentia as mãos da mesma, arranharem levemente as suas costas.

— Freed, eu... arhh...

— Quietinha... — ele sussurrou, apertando-a mais, fazendo-a arfar

— Mas... Achei que você ia querer sair daqui, sabe... — ela sorriu, provocante e, ao se afastar, fitando o mago notou que este também sorria.

Ela sentiu um arrepio percorrer todo seu corpo quando viu o brilho que os olhos do esverdeado adiquiriram ao assentir, um brilho intenso e faminto.

–--

— O que você está fazendo? — Kana perguntou, assustada ao ver Lucy gritando e correndo feito louca próxima ao hotel — Lucy! Para com isso!! — ela correu até a amiga, segurando-a enquanto a outra debatia-se ainda gritando

— Me larga! Me larga! — ela gritava, tentando escapar da morena, o que resultou nos dois corpos rolando no chão.

— Já chega! — Kana berrou, mantendo Lucy no chão, sentando-se sobre ela — O que você pensa que tá fazendo? — perguntou, com a voz rouca, segurando os pulsos da loira ao lado de sua cabeça — DÁ PRA PARAR?! Isso... Agora, o que houve?

— O Natsu... Ele... Quer dizer, eu... No corredor... Eu... O Natsu... Não...

— Calma! Você não tá falando coisa com coisa! Respira e me fala, Lucy, ok? — a loria assentiu, puxando o ar e Kana suspirou

— Hoje, o Natsu veio falar comigo, me pediu desculpas por se ausentar e tal, mas, depois, o Sting chegou e, eu não pude evitar, seus olhos, aconteceu, as mãos e quando eu vi, ah o Natsu vai me matar, não, eu vou me matar, eu fiz isso e-

— Lucy!! Você está se enrolando novamente! E o que o Sting tem a ver com isso? — ela berrou — Não me diga que...

— É...

— Você e ele... Ficaram?

— NÃO! — ela disse, jogando a morena longe e se sentando de frente à ela — Não hoje... Lembra do que te falei, quando você estava com Freed?

— Claro! Mas o que isso tem a ver!? Você só me disse que ele te deu atenção quando Natsu estava com Lissana e, pera aí, que tipo de atenção ele te deu?

— Nós ficamos.

— Tá de brincadeira, né? — ela disse, rindo, não querendo acreditar

— Não, é sério! — Kana parou, concentrando-se na loira — E agora, Natsu veio todo cheio de amor, me pedindo desculpas... Depois veio o Sting, novamente, dizendo aquelas coisas que me fazem... Não sei... Parece que ele sabe o que eu quero ouvir.

— Mas é claro! Ele é um conquistador! E você não pode compará-lo em nada com Natsu, o garoto ainda é inexperiente, lembra? Você foi o primeiro beijo dele!

Nem isso...” Lucy pensou, lembrando-se do baile em que flagrou Natsu e Lissana aos beijos, o “Terror em Albion”.

— Você tem que se acalmar e ser franca com ele. Ele pode ser a maior criança, mas consegue ser bem compreensivo e-

— Quer saber!? Eu não me importo! Ele que se lasque! — berrou, rumando novamente para o hotel.

— Eu, hein... — a morena resmungou, confusa

A lembrança da forma como Natsu segurava a cintura de Lissana enquanto se beijavam, fez com que a loira se sentisse irada. Afinal, porque ele podia se enroscar nos braços da outra e ela não?

Se bem que isso ocorreu antes de Lucy e Natsu “assumirem” um relacionamento. Talvez ela estivesse precipitada, mas ainda sentia uma certa raiva, provavelmente por uma espécie de insegurança.

Eu devo ter exagerado... Na verdade, eu sou a culpada, eu beijei Sting. Por minha vontade. Eu quis. Mesmo sabendo que estou com Natsu. Talvez eu realmente devesse falar com ele, mesmo que isso acabe com nosso relacionamento, eu não posso conviver com a culpa e...

Seus pensamentos cessaram quando viu, ao longe, Rogue e Lissana andando de braços dados e, alguns metros depois, Natsu cuspindo fogo de raiva.

“Então é nisso que ele está ocupado? Quer saber? Que se foda!”

–--

— Ano... Natsu? É que, eu e Rogue, gostaríamos de ficar um pouco sozinhos...

Lissana pediu, um pouco sem graça. O rosado estava importunando o casal desde depois da reunião com a guilda, parecia coisa de doido! Ele a seguiu até onde os dois se encontraram e não desgrudou mais. Já tinham dado a volta por todo os arredores do hotel e nada! Agora que estavam novamente nos corredores do mesmo, Rogue já estava irado e prestes a destravar o Dragon Force, algo que ele só não fez porque Lissana disse que daria um jeito.

— Não posso deixar você sozinha com esse dragão! Ele pode ser perigoso.

— Natsu, fique tranquilo. Rogue não vai fazer nada — ela sorriu, confortando-o — Além do mais, Frosh também está aqui, logo, estou fora de perigo!

— Acha mesmo que um gato fracote como ele vai te proteger desse ai? — ele perguntou, irônico — Não se preocupe, Lis, podem fingir que eu não estou aqui, ok?

— Não, Natsu! Eu tenho uma idéia melhor, porque você não sai realmente daqui? — ela sorriu e nada — Por favor... — suplicou, insistente.

— Ahh... — o rosado suspirou, fazendo a albina se animar — Saiba que eu NUNCA deixarei você sozinha com um tigre!! — ele berrou determinado, fazendo o garoto derramar lágrimas.

(N/A: Sim, Rogue chorou kkk)

— Então... — Lissana disse, empenhada, correndo até o fim de corredor e trazendo uma Mirajane rubra e um Freed com a camiseta amassada — Nee-chan disse que será prazer em ficar com você, não é? Vamos Rogue! — exclamou levando o dragon slayer das sombras para a saída numa velocidade inacreditável.

— Mas o que!? — os três disseram, desentendidos com a situação

— Bem! Acho que perdi eles de vista, vou procurar o Happy — o rosado disse

— Ele já desistiu! — Fro gritou, desacreditado. Sim, ele também ficou pra trás graças a pressa da albina.

— Mas antes — Natsu parou, voltando-se para os dois — O QUE QUE VOCÊS TAVAM FAZENDO?

— Ér... — Mirajane balbuciou, hiper envergonhada, consertando o vestido de praia

— Natsu! Meu amigo! — Gray apareceu, puxando o mago de fogo — Vem comigo!

— Mas...

— Agora!! — ele disse, e os dois sumiram no final do corredor

— Não me lembrava do pessoal ser tão possessivo por aqui... — Freed falou, com calma

— E quem liga? Estamos sozinhos — Mira sorriu, perversa — Então, onde é que a gente tava?

— Fro ainda tá aqui! — o pequeno exceed disse, cortanto o clima quente do momento.

Essa mania de interromper... Broxante...

–--

— O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO OLHOS PUXADOS!?

— Só venha comigo, cabeça de fósforos!

— Não, eu tenho que achar Lissana, não tenho tempo para você.

— Você vai vir comigo, preciso de ajuda! Anda, depois eu te compro um sanduíche.

Natsu assentiu, comprado. E Gray pôs-se a correr, ele parecia com pressa. Algo devia ter acontecido, algo grave.

Foi quando a porta do quarto do mago de gelo se abriu que Natsu viu vários de seus companheiros falando coisas sem sentido para um único ser de cabelos azuis, sentado no centro, desatando a chorar.

— O que houve? — o rosado perguntou num sussurro para Gray que lhe explicou toda a história, desde o pedido de casamento até a repreensão do mestre.

Nisso, ele se aproximou, sentando-se ao lado de Jellal, ainda choroso.

— Fique tranquilo, cara, o mestre só estava brincando! — ele disse, apoiado no ombro do outro, num sorriso largo

— Não acredito... — Gray disse

— O Natsu está... — Laxus completou

— Consolando Jellal como um verdadeiro homem? — foi a vez de Elfman

— Meu garoto! — Bickslov exclamou, com os olhos repletos de orgulho, ainda com a lembrança da conversa na sauna.

— Não, Natsu. — a frieza na voz de Jellal fez a conversa paralela cessar — O mestre não estava brincando.

— Não? — ele indagou e todos negaram com a cabeça — Bem, isso complica um pouco as coisas... Mas... E se você a pedisse em casamento!? — ele perguntou, animado com sua ideia brilhante

— Foi assim que tudo começou! — Gray brigou, irritado e Jellal voltou a chorar como um bebê

— Isso não foi nada homem!

— O orgulho se foi... — lamentou Bickslov

— Eu só estava tentando ajudar! — o rosado gritou

— E pra variar estragou tudo, né, olhos puxados!? — Gray replicou

— Pelo menos eu tentei! Faz melhor, olhos riscados!

— JÁ CHEGA! — Laxus berrou — Não é hora para essas suas brincadeiras! — bronqueou se referindo aos que brigavam

— Mas-

— Chega! Se não vão ajudar, saiam! — ele disse e os dois protestaram — Eu disse: SAIAM! — gritou, lançando os dois para fora do quarto com sua magia

— Mas esse é meu quarto! — Gray gritava para a porta fechada enquanto Natsu corria na direção do próprio quarto

–--

~ *u* pov’s on~

Eu estava repousando sobre a cama, sorrindo ao lembrar das cenas de mais cedo. Essa sensação, essa satisfação, tinha tempo que não sentia algo assim... Mas minha paz se foi quando a porta foi aberta bruscamente, revelando uma mulher de corpo esbelto que respirava ofegante. A visão me fez sorrir, um sorriso malicioso.

Eu já sabia que ela viria, claro, mas não achei que fosse tão cedo.

Realmente, meu poder de sedução me surpreendeu. É como um amigo meu diria, eu sou o melhor.

— Eu estava procurando por você — ela disse, ao entrar no quarto e se aproximar de mim

— Bem, já encontrou! — sorri ao responder e ela se sentou no meu colo, fitando-me divertida

— Que bom que está sozinho... — ela disse, ao pé do meu ouvido

— Isso parece tentador — respondi, apertando-a pela cintura e puxando-a para mim — Me diga, o que você quer?

— Você. — ela respondeu, lançando-se sobre mim num beijo, derrubando-nos sobre a macia cama

Ah, Lucy...

~Sting pov’s off~

Notas finais
Amantes de Stincy, me amem. Haters gonna hate. Sério, comentem me atirando pedras ou me lotando de elogios, rs!

O bagulho tá ficando tenso, as histórias vão começar a complicar (as dos principais) então eu fiz um tentativa de ser cômica, deu certo?

Quero comentários, então vou deixar o resuminho das cenas de hoje, sem instingar ;)

Erza: ela ainda não sabe o que responder, o que vocês acham que ela deveria dizer? :D
Gajeel ignorando a provável "traição" de Levy por estar animado com a surpresa... Suspeito...
Laxus tentando dar uma força pro casal perfeição e Makarov "se explicando" Foi convincente ou tem coisa por ai?
Uma ceninha "quente" entre Mira e Freed, hm.. Será que o próximo hentai será deles?
Kana e Lucy "brigando" e a loira chutando o balde. PODE ISSO, GALERA?
Lissana super ágil pra se livrar de Natsu, uma pena que acabou interrompendo Freemira :(
Tentativa de graça no momento "CONSOLEM O AZULADO" Alguém riu? e.e
Por fim, momento tenso da Lucy cheia de atitude pra cima do loiro odiado/amado. E aí?

Céus! Quantas cenas, isso porque eu queria colocar a surpresa de Gajeel nesse capitulo, é não daria mesmo! KKK
Bem, espero mesmo comentários, beijos!!