Notas iniciais
Não, eu não morri! Eis-me aqui -q
Primeiro: Desculpem a demora e aviso que o próximo deve demorar de novo, pois existe uma nova coisa em minha vida: ENEM.
Segundo: Obrigada a todos os que se inscreveram na minha outra fic, ♥
Terceiro: Obrigada pelos 307 comentários, vocês me deixam muito feliz. Comentário 300 da linda: Anny Taisho (amo suas fics)
Vou responder a todos os reviews o mais rápido que der, não se preocupem.

Espero que o capítulo não tenha ficado ruim, de ruim já basta todo o resto da minha vida -.-
Boa leitura. ♥

Mirajane estava de volta ao quarto, onde trocaria de roupa para descer novamente até o grande restaurante. Afinal, depois de algumas horas de passos apressados e mente conturbada, nada melhor que um banho para relaxar, seguido de uma refeição digna de deuses. Definitivamente, Albion era maravilhosa até nisso, agradar os estômagos.

Enquanto subia, torcia para que os outros dois já tivessem saído de seu quarto, o que ela menos queria agora era encontrar com eles. Na verdade, ela não queria encontrar com nenhum dos envolvidos na história. Já estava farta de tanta ladainha e enrolação, até mesmo da parte dela, pois percebeu que a solução para aquilo era super simples mas, para isso, foi necessária uma caminhada de algumas horas longe de tudo, só com os próprios pensamentos.

Entrou no iluminado cômodo e viu-se sozinha ali, para seu tão esperado alívio. E ainda percebeu que ganhara um presente, afinal as malas já estavam desfeitas e suas roupas devidamente arrumadas nos armários e nas gavetas. A forma organizada que estavam posicionadas só a fez pensar numa pessoa: Freed.

Ela sorriu quando imaginou a cena do pobre coitado tendo que arrumar toda aquela bagunça. O esverdeado ainda era um assunto delicado, a albina não tinha certeza do que sentia por ele e isso, certamente, viria a ser um problema. Entretanto, era garantido que ela, só de ver o mago de runas, sentia-se agitada por dentro, umas sensações bem estranhas envolvendo seu coração e até seu estômago. Algo muito diferente do que sentia por Laxus, aquela admiração toda pelo mago extremamente musculoso.

Mas... Quem sabe essa não seja uma nova forma de amor?

Ainda era cedo para pensar nisso, por mais que Freed merecesse uma resposta, Mira não se preciptaria. Ela é o tipo de pessoa que não quer ferir ninguém. Ainda mais se esse alguém fosse tão maravilhoso como o esverdeado.

Sentiu o rosto ruborizar e sua temperatura aumentar drásticamente quando notou que ainda havia uma mala cheia e pouco revirada, ao lado da cama. Uma pequena bolsa cor de rosa, na verdade. Onde ela colocara suas roupas íntimas.

Freed vira suas roupas íntimas.

E agora? Onde enfiar a cara?

Decidiu afastar as possíveis reações de Freed do seu pensamento, evitando ao máximo conter a vergonha e até mesmo a pequena curiosidade que sentia. Mas, considerando que a primeira lingerie que aparecera quando abriu a bolsa foi uma muito, mas muito ousada, com estampa de oncinha ela não pôde evitar o pensamento.

Será que Freed me imaginou usando isso?

Correu para o banheiro onde se trancou e mergulhou na água, torcendo fielmente para que aquele pensamento saísse dela e descesse ralo a baixo junto com a água quente. Algo que não funcionou muito bem.

Trajando um pequeno vestido florido e usando seus ondulados cabelos platinados caídos em seus ombros macios, Mirajane está descendo as escadas de mármore do hotel, em direção ao restaurante. Nada como um banho para se sentir revigorada! Mal parecia que a maga tinha passado por poucas e boas, ela estava exuberante. Ela estava feliz. Realmente feliz.

Mas seu sorriso se desfez ao parar aprubtamente sua descida no quinto degrau. A mão agora esmagava o corrimão e seus órbes azulados mostravam uma espécie de receio, talvez medo, talvez raiva. Não dava pra dizer ao certo, mas com certeza a visão de Kana indo na direção das escadas afetou a albina.

E não era só Mirajane que ficou estática, Kana também parara. E agora, ambas se encaravam, sem saber o que dizer, sem saber como agir. A última vez que elas tinham se falado fora após o Baile da Felicidade, quando a morena disse que nunca investiria em Laxus. Aquilo foi o início da mentira.

Alguns minutos se passaram e as duas continuavam igual estátuas, apenas fitando-se. Posso até garantir que as mentes também estavam vazias, não havia o que dizer, ou melhor, muito havia a se dizer, mas não tinha por onde começar.

— Vocês não vão se bater nunca não? — uma animada voz lotada de expectativa ecoou no corredor, fazendo as duas fitarem o interlocutor simultaneamente — Nem parecem da Fairy Tail! Afinal... — ele sorriu, pegando a mão de Mirajane e caminhando com ela até a morena — nós vivemos brigando, não é? — Abraçou as duas, cada qual com um braço, se posicionando entre elas — E mesmo assim, não conseguimos viver separados! Estão com fome?

— Natsu, a gente tava...

— Na verdade sim! Não é, Kana? — Mirajane interrompeu, sorrindo para ela — Estamos com muita, muita fome!

Kana sorriu, retribuindo o olhar de Mira com uma espécie de alívio e felicidade.

— Então vamos logo! Sou capaz de devorar um dragão! — o rosado gritou, acelerando consideravelmente e, lógicamente, levando as meninas com ele

Ao que parecia, Kana e Mirajane estavam de bem. Não foi preciso conversas, nem lágrimas ou discussões. Apenas uma frase: Nós vivemos brigando, não é? E, mesmo assim, não conseguimos viver separados!

Quem diria que Natsu pudesse resolver todo aquele problemão em uma dúzia de palavras?! Talvez as pessoas estejam cegas quanto à inteligência do rosado, assim como elas estavam cegas quanto à resolução do problema.


Era tudo tão simples, tão natural. O tom de voz elevado era algo habitual naquela guilda, porque aquilo afetara tanto as meninas? Sinceramente, nem elas sabiam responder. E também, elas já não se importavam. Não era como se aquilo nunca tivesse acontecido. Aconteceu. Não quer dizer que elas não conversariam sobre isso. Mas não seria uma picuinha daquelas que destruiria uma amizade de tanto tempo, não, aquilo as fortaleceria.


–---


Lucy seguia seu caminho para o restaurante enquanto cantarolava uma melodia nada rítimada, mas foi interrompida pelo ruído alto dos três magos que iam em sua direção.

— Lucy!! — Wendy gritava, animada, quando se tacou na loira, abraçando-a por trás — Já conhece o Eric?

— Muito prazer, senhorita — o garoto de cabelos espetados lhe sorriu, beijando a mão alva de Lucy

— O prazer é todo meu! — ela sorriu, divertida — Você mora aqui, Eric?

— Não, eu vivo rodeando pelo mundo.

— Mesmo!? Que interessante, você é mago também?

— Sim, usuário do trovão, mas não sou de nenhuma guilda.

— Trovão? Como o Laxus? — a pergunta de Lucy fez com que os outros três rissem — O que? Porque vocês estão rindo!? Raios e trovões não são a mesma coisa?

— Claro que não, Lucy! — Romeo respondeu, tentando conter a risada

— Mas deixando isso de lado... Quer almoçar com a gente, Lucy?

— Clar-

— Ué! Achei que fossemos almoçar juntos... — Romeo cortou, de cabeça baixa — Wendy...

— E vamos! Eu, você e Eric. Porque a Lucy não pode vir junto?

— Ah é... Tem o Eric — exclamou, pensativo, mas logo mudou o tom — Então, você vem com a gente?

— Seria um prazer, mas... — Lucy respondeu, encenando um falso descontentamento — Eu e Eric combinamos de almoçar juntos hoje!

Os olhos de Romeo brilharam com a possibilidade de, finalmente, estar a sós com a pequena dragon slayer, mas ela desconfiou da resposta repentina da loira.

— Como vocês combinaram? Vocês acabaram de se conhecer!

— O que!! — Lucy deu uma alta gargalhada nervosa — Eu e ele nos conhecemos no começo da viagem e estamos de almoçar desde então, não é, Eric? — lançou um olhar significativo

— Verdade! Eu e Lucy-san só conseguimos combinar ontem, não podemos deixar passar. Você entende, Wendy?

— Ah... Tudo bem então...

— Certo! — Lucy disse, agarrando a mão do usuário de trovão — Bom almoço para vocês dois! — e saiu apressada em direção ao restaurante.

— LUCY! Q-qu-quer dizer que eu vou almoçar sozinha com... o Romeo? — perguntou para o além, pois quando terminou a loira já tinha ido há muito.

Virou-se para Romeo, que agora era uma criatura com um olhar determinado mas com as bochechas coradas num vermelho escarlate e, se não fosse por elas, podia-se garantir que o azulado estava totalmente seguro.

— Vamos? — ele perguntou num único suspiro, com toda força que conseguiu juntar

— S-sim... — ela sussurrou, desviando o olhar e estendendo timidamente a mão, que foi agarrada com força pelo outro.

Wendy se assustou com a possessão do toque, mas não se importou muito. As batidas muito aceleradas de seu coração a preocupavam mais, sem contar com aquele embrulho no estômago e a sensação de que a mão do menino estava tão suada quanto a dela.


Seria isso o amor?


–---

— Ei, Levy! Onde pensa que vai?

— Me deixa passar, Lucy. — a pequena tentava se soltar da mão forte da loira, sem êxito.

— Não! O que houve!? Me conta!

— Me deixa, Lu-chan! Por favor...

— Tá — soltou o braço magro da outra — Mas você sabe que qualquer coisa você pode falar comigo, certo? — encarou os redondos olhos de Levy, passando confiança

E quem esperava que Levy saísse correndo de lá, se enganou. Afinal a pequena era racional e não queria ficar sozinha de forma alguma, segundos depois daquele olhar tão terno ela já estava mergulhada no abraço da loira, que a recebia com uma espécie de condolência.

— Vamos almoçar, tá certo? Aí você me conta... — exclamou, secando as lágrimas da amiga e exibindo um sorriso consolador

Levy assentiu com a cabeça, mas não largou Lucy, que a abraçava como uma mãe enquanto caminhava. Eric se mostrou desentendido, mas acho melhor não perguntar, ele era um bom observador logo descobriria o porque daquilo e, além disso, ele mal conhecia as duas, não iria se intrometer na vida delas assim.

Sentaram-se na pequena mesa de mármore escuro e, enquanto a comida não chegava, Lucy não pôde esperar mais um segundo.

— Então, Lê-chan, me conta...

Levy suspirou, colocando os pensamentos em ordem.

— É o Gajeel... Ele...

— Ele te convidou para o baile!? — a loira sorriu, imaginando a cena — Me conta como foi!

A azulada abaixou a cabeça e começou a soluçar, Lucy a fitava, desentendida e Eric notando a confusão da loira, exclamou, contido:

— Acho que não foi isso que aconteceu, Lucy...

— Como assim? Quer dizer que-

— Ele não me convidou, Lucy! — a outra cortou, já impaciente — E agora eu só vejo ele pra lá e pra cá com aquela peituda!

— O que!? De novo!? Achei que isso já tinha passado.

— Eu também! Mas parece que não, na verdade, parece que nunca parou!

— Também não é assim, né! Talvez eles só sejam amigos.

— Amigos!? Não me faça rir, Lu! Dá pra ver o jeito pervertido que eles se olham, parecem que vão se comer a qualquer momento. O que não me surpreende. Com aqueles peitos, ela deve conseguir quem quiser.

— Lê-chan, não fale assim, peitos não são tudo, sabia?

— Essa foi ótima! — a pequena forçou uma gargalhada — Conta aquela do português agora!

— Não estou brincado, você tem que se valorizar mais.

— Se ao menos eu tivesse peitos...

A loira suspirou, dando-se por vencida. Era certo, ela não conseguiria convencer a amiga. Ela estava com uma autoestima baixa demais.

Esse Gajeel, ele vai se ver comigo...

Continuaram a comer num silêncio um tanto constrangedor para Eric que mais parecia um acessório entre uma azulada triste e uma loira bufante. Aquilo já o estava irritando. Não era do feitio dele se intrometer, mas aquelas duas estavam gritando por ajuda, afinal, que situação era aquela?

— Olha — ele começou, num tom seguro, tentando disfarçar a instabilidade dentro de si — Pelo que eu entendi, você e esse tal de Gajeel estavam tendo um relacionamento, certo?

— Isso não é da sua conta

— Levy! — Lucy repreendeu — Ele só quer ajudar.

— Eu não quero falar sobre isso.

— Então, só escute. E parece que ele está passando tempo demais com essa “peituda” — ele deu uma pausa e Lucy assentiu, confirmando o que o mago dissera — Mas, você não acha que se ele estava num relacionamento com você é porque ele prefere você?

— Hm... — a pequena assentiu, pensativa — Mas isso foi antes dele conhecer a peituda.

— E o que isso tem a ver!? Sinceramente, eu não trocaria você por nenhuma peituda!

— Porque vocês dois insistem em me enganar? — ela riu enquanto perguntava

— Não, é sério! — o tom dele também se tornou de brincadeira — Olhe só para você: você é linda!

— Não, não sou — ela riu novamente, agora um pouco sem graça

— É sim! É um pecado dizer que não! — Lucy os observava, eles pareciam duas crianças, duas crianças muito íntimas por sinal — Veja esse cabelo! Esse estilo bagunçado, esvoaçante e essa cor? Se eu te visse na rua eu faria questão de te conhecer!

— Mesmo? — ela indagou, passando a mão pelas madeixas

— Com certeza! Olhe só para esse rosto, foram os anjos que desenharam isso, só pode! — ele acariciava ternamente o rosto dela, explorando cada canto dele — É tão meigo e ao mesmo tempo tão ousado, essa pontinha aqui está me desafiando — ele riu, encostando a ponta do indicador no nariz de Levy — Como você pode achar que ele iria preferir outra menina só porque ela tem peitos? Sua beleza é estonteante! — ele riu, se afastando e sentando novamente na confortável cadeira — Confie em mim, ele não preferiria ela, não mesmo!

— Tente enganar outro! — o sorriso de Levy desaparecera novamente, fazendo Lucy suspirar desacreditada, era impossível aquilo tudo não dar certo! Até que Levy completou, com os olhos cheios de lágrimas: — Vejam...

E ao se virar, a visão que Lucy teve foi a menos esperada por ela. Um refluxo veio, ela sentiu vontade de vomitar, aquilo era tão asqueroso, tão repulsivo.

Gajeel estava numa mesa do outro lado do restaurante, totalmente parado com os olhos abertos numa expressão de surpresa, enquanto Amiranha estava sorrindo feito boba com sua cabeça apoiada no ombro musculoso do moreno. Suas mãos estavam entrelaçadas sobre a mesa e eles estavam tão perto que até Lucy sentiu vontade de chorar.

— O almoço estava ótimo, mas se vocês me dão licença — Levy disse, levantando, parecendo incrivelmente forte, e se retirou do salão sem mostrar nenhuma emoção e sem dizer mais nada.

— Eu não esperava por aquilo... — Lucy suspirou, fitando Eric intensamente perdida

— Nem eu. Esse cara deve ser louco! Trocar aquela menina adorável por essa aí?

— Você a conhece? — ela perguntou, estranhando a forma como Eric falara

— Conheço até demais. Eu já acabei também, se você me dá licença, não to afim de traição na sobremesa! — e ele saiu, com passos pesados num olhar raivoso.

— Nunca imaginei ver o Eric assim, ele parece tão carinho... Se bem que, se tratando da Amiranha, qualquer coisa pode acontecer! — ela falou pra si mesma, cutucando a comida ainda no prato — Ah! Também perdi o apetite. Sinceramente nunca achei que o Gajeel fosse capaz de trair a Levy, ele parecia tão apaixonado...

— Falando sozinha, Blondie? — ele chegou, sussurrando em seu pescoço

— Ai Garoto! Você me assustou! — ela gritou fazendo-o rir

— Então, o que você estava conversando?

— Não é da sua conta! — bufou, levantando-se e ficando de frente para ele

— Ei ei! Se acalma, loira... Você estava bem mais relaxada de manhã — ele respondeu, em tom de brincadeira — Sabe? Naquela hora que a gente tava... — ele se aproximou para sussurrar a última parte de um jeito extremamente intimo e até excitante — ... se beijando.

— Tchau Sting! — ela saiu correndo, corando abruptamente ao lembrar daqueles dois, DOIS, beijos.


Quem sou eu para falar de Gajeel? Eu chego a ser pior que ele...


–---

Numa das mesas do centro do salão, estavam sentados Erza e Jellal, almoçando. Enquanto Erza fitava a entrada principal, Jellal encarava os grandes vitrais que ficavam do outro lado. Ambos ruborizados.

Quando estavam sós, não haviam estribeiras ou cerimônias, as conversas iam e vinham com facilidade e os beijos e carícias extremamente frequentes, mas algo era diferente quando estavam em lugares públicos. Eles ficavam intensamente envergonhados. Sem contar nas cenas engraçadas que surgiam do jeito destrambelhado dos dois, que crescia bastante quando estavam juntos.

— Então... — o azulado arriscou — Já sabe o que vai vestir no Baile?

Erza negou com a cabeça e o silêncio retornou.

— Vou combinar com Mira de irmos juntas — ela disse, depois de alguns minutos — Comprar as roupas.

— Ah sim, faça isso — ele respondeu, voltando a atenção ao seu prato

— Certo...

Erza comia com tamanha classe sua lasanha, utilizando o garfo médio com a mão direita enquanto a esquerda repousava vazia sobre a mesa. Aquilo era um convite, e Jellal levou a mão direita até a dela, apertando-a com extremo carinho. No contato, Erza olhou-o, assustada e o viu sorrindo, fazendo-a derreter por dentro e simplesmente sorrir por fora.

— Ã-hã — uma tosse forçada cortou aquele grande avanço (se tratando de aparições públicas) dos dois, fazendo-os olhar para um pequeno ser usando um calção com estampa de patinhos, era Makarov — Jellal, preciso conversar com você.

— Ah! Sim! Claro... — ele lançou um olhar para Erza e notou que a mesma estava fitando o prato, intensamente vermelha

— Vamos — Makarov disse, num tom sério e pôs-se a andar, quando Jellal iria atrás, sentiu que Erza apertava sua mão, como se pedindo para que ele não fosse. E, como ao olhar para ela, a mesma ainda fitava o prato, ele retribuiu o aperto como quem dissesse “Fique tranquila, não demorar”.

Caminharam alguns instantes pelos corredores recheados de pessoas do hotel até que se viram diante de uma grande porta branca que dava em uma confortável sala, como um escritório, onde Makarov e Jellal se viram sozinhos.

— Sente-se, rapaz — o mestre disse, apontando para uma poltrona de frente a uma mesa, Jellal o obedeceu — É o seguinte... — começou, sentando-se no outro lado da mesma mesa — Erza é como uma filha para mim, quer dizer, todos eles são, mas Erza é, de certa forma, minha verdadeira filha. Então, eu preciso que-

— Senhor, fique tranquilo. Nunca passou pela minha cabeça machucar Erza, eu a amo e a quero feliz. Quanto a isso, pode confiar em mim, se o senhor quiser eu posso até-

— Não é nada disso, meu caro. Disso tudo eu já sei. — Makarov suspirou, passando os dedos finos pelo cabelo branco, num olhar preocupado — Eu preciso garantir o melhor para Erza e, para isso, não tenho escolhas...

— O que quer dizer? — Jellal perguntou, agora preocupado.

— Você tem que ir embora.

Notas finais
Dependendo dos comentários e da minha força de vontade eu vou escrever o próximo hoje e posto até sábado.
O próximo será focado em : RoLi / NaLu / Jerza / Laxana / Fremira

Tinha avisado para Lê-chan que teria surpresa no próximo capitulo, mas acho que vai demorar só mais um pouquinho. Ah, a surpresa é com H hehe...
Nanix Alex me desculpe, não vou poder postar o próximo hoje, mas até o fim da semana vai (:

Estou chateada por isso não vou me demorar aqui. Beijos.