Notas iniciais
Na moral, nunca mais escrevo que vou demorar a postar um capítulo. Eu simplesmente não consigo, a criatividade não deixa... Tanto que esse ficou até grandinho, rs. Enfim, espero que gostem :)

Esse capítulo é dedicado ao meu irmãozinho que ta fazendo 2 aninhos hoje *-* (eu sei que ele não lê, mas eu quero dedicar U.U) Parabéns, Arthur o/

OBS: Capítulo com música, o hiperlink estará localizado no
" [-----] " Não deixem de apertar, certo?

Boa leitura!

– Já acabou? – perguntou Rogue, mirando Natsu calmamente

– O QUE?

– Quero saber se já acabou de colocar fogo aqui. Preciso de ajuda com Frosh.

– Alguém aí quer ajuda? – uma doce voz surgiu.

Era Lissana que saltitava em direção aos magos, sorrindo.

– Ah, olá Natsu!

– Oi... – gemeu ele, intrigado

– Está tudo bem por aqui? – perguntou a maga, percebendo o estranho clima ali presente

– Eu só estou esperando que Natsu venha comigo – respondeu o dragon slayer das sombras

– Eu não vou com você! – gritou o rosado, irado

– Eu preciso de ajuda. – repetiu

– Tanto faz! Eu já disse que eu não vou!

– Eu posso ajudar, sabe... – exclamou a albina, sorrindo para Rogue, que a fitou aliviado

– Então está certo – lançou um último olhar para Natsu – Vamos.

Os dois caminharam lado a lado. Lissana contava algo para o mago, que exibiu um pequeno sorriso, fazendo a albina corar. Vendo aquilo, Natsu, movido por uma sensação esquisita no peito, correu atrás deles.

– Ei! Esperem, eu vou também!

– Mas você diss...

– Não, Lis! Eu vou. Não posso negar ajuda a Frosh, coitado. Imagina se fosse o Happy! – disfarçou

– Entendo – sorriu em resposta

– Vamos, então – concluiu Rogue e os três puseram-se a caminhar.

"Eu não devia estar aqui, na verdade eu nem queria! Mas que diabos foi aquilo ali? Lissana tava quase se jogando no Rogue... Eu PRECISEI intervir, pela proteção dela. Esses tigres não são confiáveis, não podemos baixar a guarda nem por um segundo! Lissana é muito ingenua e não percebe, ainda bem que eu estava aqui!"

– Pronto – disse Natsu, abrindo a porta do quarto – Não demore.

– Cobertura, hein! – brincou Lissana dando um pequeno soco no ombro de Rogue, que sorriu timidamente em resposta

– Certo – começou Rogue, entrando no aconchegante cômodo – Vou colocá-lo na cama. Lissana, pegue os remédios ali, por favor – completou, rumando para a pequena cama próxima a janela, onde deitou Frosh

– Essa aqui? – Lissana disse, segurando uma pequena maleta, o mago assentiu com a cabeça – AAHH! – gritou, jogando a maleta longe

– O QUE HOUVE? – Natsu invadiu, gritando

– Alguma coisa me feriu! Ali! – exclamou, apontando para o objeto no chão do quarto

– Deixa eu ver – disse Rogue, correndo até a albina

– PODE PARAR AI! FOI ARMAÇÃO SUA NÉ?

– O que!? – perguntou incrédulo

– Não se mova, ou eu atinjo o gato! – disse, mirando os punhos em chama para o pequeno Frosh

– Você não...

– Tenta a sorte! – cuspiu as palavras – Sai daqui, Lis. Pede pra Mira te ajudar!

– Mas Natsu...

– Vai logo! – berrou rudemente, ainda fitando Rogue, pronto para atacar.

– Não saia desse quarto! – respondeu o mago das sombras, aumentando a voz — Natsu, sei do que se trata. Pode confiar em mim.

– Nem morto! Anda, Lis, sai daqui!

Lissana estava incrédula. Lançou um olhar para Natsu e pôde ver que ele falava sério. Começou a caminhar para a porta, mas uma pontada de dor lhe veio, fazendo-a desabar no chão, segurando a mão com força.

– Vai logo ver a Mira! – berrou Natsu, preocupado – O que tinha naquela bolsa, hein!?

– Nada demais, me deixe ver o ferimento – respondeu Rogue, num tom de impaciência

Fitando-o, Lissana leu em seus olhos que ele estava tão preocupado como Natsu. Ela sabia que não conseguiria chegar em Mira a tempo, seja lá o que aquilo fosse, afinal eles estavam na cobertura, enquanto Mirajane, provavelmente, no salão de festas.

Levantou-se lentamente, tentando ignorar a dor intensa que sentia e caminhou até Rogue, esticando-lhe a mão.

– O que está fazendo, Lis? – indagou Natsu, chocado

Não houve resposta.

– Como previ – iniciou Rogue, examinando o ferimento – Fique calma, não é nada sério.

– Mas dói tanto... – suspirou, entre lágrimas

– Eu sei, eu sei... Mas você precisa ser forte, ok? – disse, acariciando levemente o rosto dela – Natsu, pega aquele frasco ali, com o líquido rosa

– Eu nã... Tá! – caminhou até a mesa, bufando – Toma!

– Certo, Lissana, preciso que você exale isso por exatos três segundos, você consegue?

– S-sim... – Lissana fungou em resposta

– Vou segurá-lo pra você, ok? Quando quiser.

Lissana fechou os olhos, exalando o aroma que saia do frasco recém aberto. Natsu fitava-os, pronto para qualquer armação que pudesse vir dali, mas nada aconteceu. A albina agora puxava o mago para um forte abraço, sorrindo imensamente.

– Obrigada! Muito obrigada! Eu achei que morreria!

– D-de nada... – sussurrou ele, afastando-se dela, um pouco corado

– Ok, ok! Já deu vocês dois aí, não acham? – Natsu falou, algo naquela cena o irritava profundamente – Agora fala, o que tinha naquele treco?

– Uma das palhaçadas de Sting. Magia de ilusão. Normalmente são mais graves, a pessoa já não consegue raciocinar e normalmente opina pela morte.

– E por que vocês tem isso numa maleta?

– Ele gosta.

"Eu nunca vou entender esse cara..." pensou Lissana

– Mas que bom que você está bem.

– Realmente bom! – cortou Natsu – Se não alguém aqui teria problemas

– Ah, Natsu... Não precisa disso, né? – disse Lissana, sem graça – Vamos cuidar do Fro, certo?

– Não precisa, fada-san! Fro está bem agora – disse o gato, levantando-se – Fro só precisava descansar na cama dele, obrigada Rogue-kun.

– Tá vendo! Até o gato já ta melhor. Vamos descer, Lissana – ordenou Natsu, caminhando para a porta

– O que!? Não vejo onde Fro está bem! Veja, ele ainda está pálido – disse Lissana – Não é, Rogue? – lançou-lhe um olhar significativo

– Ah! É verdade, a voz dele também está estranha – correspondeu Rogue, para o alívio da albina

– Viu, Natsu? Ele ainda precisa de cuidados.

– Mas Fro está bem! Veja, Fro já consegue dançar normalmente. – repetiu o exceed, dançando oppa gangnam style

– Nada disso Frosh, você não parece nada bem, confie em mim – repetiu Rogue, num tom de súplica, algo como “leia nas entrelinhas”

– Ahhhhhhhh – suspirou o pequeno gato, compreendendo a situação – Na verdade, a pata de Frosh dói um pouquinho :(

– Eu pego as ataduras! – Lissana suspirou, aliviada

– Eu pego o esparadrapo. – respondeu Rogue

Natsu parecia não perceber a armação dos magos a sua frente. Ele simplesmente resmungou algo como “tá certo” e sentou-se numa cadeira próxima a porta.

Lissana e Rogue cercaram a cama onde Frosh estava novamente deitado. O pequeno gato, algumas vezes, emitia um grito ou ruído como se estivesse gravemente ferido. Natsu virava e revirava os olhos, chocado com tal atrocidade a sua frente.

A maga rindo sem controle algum, segurando ora a pata do gato ora a mão de seu dono. Náuseas. Era isso que o rosado sentia. Sentimento muito diferente do de Rogue, que parecia corresponder aquilo com a mesma intensidade de Lissana.

– Foi quando fiz meu primeiro TakeOver! Os meninos correram assustados, foi muito engraçado!

– Eles se assustaram ao te ver? Mas isso é impossível!

– Ah, sem essa – respondeu a maga corando levemente

Nojo! – tossiu Natsu, fazendo os outros o fitarem, desentendidos – Ah desculpa, eu tava engasgado aqui...

– Hm... Mas e você Rogue, como encontrou o dragão?

– Eu...

– Ah então você tá aí – interrompeu Sting, entrando no quarto – E quem é essa?

– Essa, Sting, é a Lissana. Maga da nossa guilda, sabe! – respondeu Natsu, falando mais para Rogue do que para o loiro

– Ah tu também ta aqui! Tem muita fada no quarto... Valeu ai, só vim ver onde tu tava Rogue — disse, acenando

– Hm – assentiu Rogue, fitando novamente Lissana

– Oe, Natsu. Você não acha que tá sobrando aqui não? – instigou o loiro

– Eu to bem.

– Cê que sabe. A festa ta pegando fogo! Tem uma garota la que... Ah! Falando nisso, a tua loira tava te procurando.

– Diz pra ela que eu to ocupado – respondeu seco, cruzando os braços, fitando o casal próximo a janela.

– Tá certo! – replicou, saindo do quarto

"Está dando tudo certo..." pensou, enquanto retornava para a festa

De volta ao salão, Sting notou Lucy, que estava próxima ao buffet.

– Yo, loira! Comendo salmão, é? Achei que essa era a praia do Happy...

– Ano... quem é você? – perguntou ela, sem graça

– Nossa, essa foi direta. Sou Sting, o dragão de luz da Sabertooth!

– Ah sim, me lembro... Natsu deu uma surra em você e naquele seu amigo, certo?

– Você tá armada, hein! Ele nos pegou de surpresa, mas tudo bem, eu vim aqui te dar um recado.

– Olha, Sting – respirou fundo – Eu adoraria ouvir o que você tem a dizer, mas estou muito ocupada agora! – disse virando-se e caminhando para o salão

– Se está procurando o Salamander, aviso que ele não tá aqui – replicou ele, fazendo-a parar instantaneamente

– Sabe onde ele está? – ele assentiu com a cabeça

– Eu podia até te dizer, mas você foi um pouco grossa comigo, sabe, Blonde.

– É Lucy! Ah, fala logo, não custa nada!

– Não.

– Por favorzinho... – implorou, fazendo biquinho

– Ah, você não me deixa escolha, loira. Encontrei ele com aquela maga da guilda de vocês, falei que tu tava procurando por ele e tal, mas ele falou pra avisar que tava ocupado.

– Maga? Que maga? A Erza?

– Não, a Titânia não... É aquela albina, mas não a que participou dos jogos...

– A Lissana? – perguntou, surpresa – Mas o que eles estavam fazendo?

– O que? Não... Nada disso, gata. — ele disse, rindo — Eles estavam só conversando, quer dizer, se você considerar aquilo uma conversa, né? Havia línguas demais...

– L-línguas? – perguntou para ela mesma

– Mas isso não te incomoda, né? Afinal, eles são jovens... – deu de ombros e, levando uma mecha do cabelo de Lucy para trás da orelha, completou – Jovens iguais a nós...

– Sting, eu... – sussurrou, fechando os olhos conforme os seus rostos se aproximavam – Não, não posso! – se afastou, piscando várias vezes

– Ah, o que há de errado nisso, loira? A gente só ia brincar um pouco. — exclamou, desanimado

– Mas eu e Natsu... A gente...

– Não sei se você percebeu, mas ele não tá aqui agora. Na verdade, ele tá lá em cima, com outra garota. E outra, ele não precisa saber.

O tom suavemente sexy da voz de Sting fez Lucy estremecer. Guiada pela sensação do flerte e pelo medo do que Natsu poderia estar fazendo com Lissana, ela nada disse, apenas fitou o mago a sua frente, que sorria.

– Isso é um sim, princesa?

Ela continuou paralisada.

Sting envolveu-a novamente num abraço e imprensou-a na parede. Olhou-a por alguns segundos, sorriu maliciosamente e partiu para seu pescoço, cheirando-o

– Mas... Natsu...

– Ele não está aqui, está? – sussurrou, sem interromper o que fazia – Ele não dá o valor que você merece, Blonde – completou, a ponta do nariz fazendo uma delicada trilha até o ouvido da maga – Se fosse eu, não te deixaria sozinha nem por um segundo...

– S-Sting... não... – ele mordeu o lóbulo de sua orelha, fazendo-a comprimir os lábios, contendo os suspiros – Pa-pare... por favor.

– Tá certo, loira – disse, se afastando – Mas olha, pensa bem, você não é qualquer uma pra ser tão desvalorizada assim.

*Lucy pov’s on*

Ele me largou e rumou para a pista de dança, como se nada tivesse acontecido. E, realmente, nada aconteceu. Eu prefiro pensar assim... Isso não é o principal aqui, o que me preocupa mesmo é o que ele disse sobre Natsu e Lissana estarem juntos agora. E que papo é esse de línguas demais!? O que ele quis dizer com isso?

Por mais que eu confie no Natsu, isso me soa estranho. Será que Lissana seria capaz de fazer algo assim? Tem gente dizendo que tá rolando algo entre ela e Bickslov... Será que é mentira? Ai que droga! Odeio ficar sem saber de nada!

Deixando isso de lado, Natsu está ocupado agora, então basta eu esperá-lo. Ele não pode demorar tanto, né? Deve estar apenas resolvendo algo com Lissana... Só isso. Vou sentar aqui e esperar.

[...]

Isso já está cansando! Quanto tempo faz que estou esperando? Ele já deveria ter chegado...

“Se você considerar aquilo uma conversa, né? Havia línguas de mais...”

Será que o que Sting quis dizer foi... NÃO! Nada disso, ele só está atrasado... Só atrasado.

1 hora. 3 horas.

Natsuuuuuuu, cade você!? Eu to exausta, já! Poxa, é muita maldade dele me deixar aqui sozinha, mesmo depois daquilo que quase fizemos...

Não sei se você percebeu, mas ele não tá aqui agora. Na verdade, ele tá lá em cima, com outra garota”

“Ele não dá o valor que você merece.”

Não. Eu não quero pensar assim, Natsu não seria capaz... Seria? Ele disse que me ama, ele não mentiria uma coisa dessas, não é? Com certeza não. Ele não é do tipo que gosta de decepcionar os outros... Deve haver algum motivo pra...

“... Você não é qualquer uma pra ser tão desvalorizada assim”

“Se fosse eu, não te deixaria sozinha nem por um segundo...”

Que droga! Eu não consigo pensar sozinha, a voz dele sempre invade minha mente... Mas... E se ele tiver razão? Nisso tudo... E se eu for a enganada, a boba da históra?

– Ahhhh, isso já está me dando dor de cabeça... – suspirei, espreguiçando-me – Bem, acho que já esperei tempo demais! Vou pro quarto.

Enquanto subia, resolvi dar uma passada no quarto do Natsu, só por curiosidade... Bati uma, duas, sete vezes e nada. Tentei a maçaneta, estava aberta. E o quarto? Estava vazio.

“Encontrei ele com aquela maga da guilda de vocês [...] ele falou pra avisar que tava ocupado.”


Então é isso, Natsu está ocupado demais. Ocupado com Lissana.



–---



– Bom dia, Laxus! – cantarolou Freed, entrando no elevador

– Bom dia – respondeu o outro, com ríspidez – Por que está tão feliz?

– E porque não estaria!? O dia está lindo!

– Está chovendo.

– A chuva também tem sua beleza, concorda?

– Pode deixar, eu falo isso pra Juvia – brincou ele, mas havia um certo desânimo em sua voz

– Sem essa... Ta indo tomar café?

– Na verdade, não. Preciso falar com a Mira

– Mirajane? – Freed indagou, desconfiado

– Sim. Algum problema?

– Não... É que eu também ia falar com ela... Sobre ontem a noite... A gente conversou, sabe?... Sozinhos...

– Entendi – respondeu em descaso – Vamos juntos então.

Freed ia argumentar, mas a porta de ferro do elevador foi aberta brutalmente e, agora, havia entre eles uma maga suada que respirava de forma ofegante. A maga era Kana.

– Eu mereço! – resmungou Laxus, que evitava olhar para ela

Ela o ignorou, enquanto praticamente rastejava para dentro do compartimento, seus olhos quase fechando-se de tamanha exaustão.

– Ér... Kana, o que houve? – foi Freed quem perguntou, preocupado.

– Eu... preciso ver... Mira – ela respondeu, a voz fraca

– Ainda tem coragem de olhar pra ela? Mesmo depois de tudo? — cuspiu Laxus

– Eu... preciso... – tornou a dizer, fitando o chão

– Kana, você está bem? Você está suando muito.

– Não liga pra ela não, Freed. Ela deve estar mentindo...

– Ela vai embora... Mira... Eu preciso...

– Não sei não, cara. Ela não parece bem, não diz coisa com coisa – falou Freed, lançando um olhar de preocupação

– Tsc

– Ah – suspirou o esverdeado – Vem, vamos tirá-la daqui.

– Por que eu?

– Não posso fazer isso sozinho né! Vai, pega as pernas.

Laxus obedeceu, por mais que não quisesse, uma parte dele ainda se preocupava com Kana.

Puseram-se a deslocar a maga quase desacordada, mas ela debatia-se loucamente enquanto exclamava:

– NÃO! EU PRECISO VÊ-LA! ME LARGUEM! NÃO VAI DAR TEMPO!

– Fica parada, caralho!

– Kana, coopere, por favor – dizia Freed, aumentando a força de seus punhos

– Não! – gritou ela, chutando Laxus – Eu preciso encontra-la agora! – soltou-se de Freed e tornou a correr para o elevador, tropeçando no vento

– Kana, espere! – Freed a segurou – Mira está bem, conversei com ela ontem, ela está no quarto descansando...

– Não...

– Sim, Kana. Se acalme, ela não está com raiva de você. Está tudo bem.

– Não... Eu tenho que...

– Você não tem nada, Mira está bem! Kana! Olhe pra mim, olhe pra mim! – ele segurou o queixo dela, forçando-a a fitá-lo – Ela está bem, só está descansando...

– NÃO! ELA NÃO ESTÁ! ELA ESTÁ INDO EMBORA, AGORA! ELA ESTÁ PEGANDO O TREM, NESSE MOMENTO! ME SOLTA, PRECISO FALAR COM ELA!

– O que? Isso não faz o menor sentido, Kana! – bronqueou Freed, confuso

– ELA ME ESCREVEU, ELA ESTÁ PARTINDO! É MINHA CULPA! ME DEIXE IR, POR FAVOR! ME LARGA!

Kana debatia-se enloquecidamente. Freed estava atordoado, não sabia em que acreditar, lançou um olhar para Laxus que parecia tão perdido quanto ele, enquanto isso Kana continuava movendo-se em busca da liberdade. Ela estava desesperada.

– Não vai dar tempo... Ela vai embora... – ela dizia, em meio a algumas lágrimas

– Vai! – finalmente Laxus gritou, mas não foi para Kana.

Ele se dirigia a Freed, que automaticamente entendeu o recado e agora já corria escada a baixo, deixando Kana sem mais apoio. Ela estava caindo, lentamente... lentamente... Apenas esperando o impacto que seu corpo quase sem vida faria ao chegar no chão. Mas o impacto não veio. Quando ela abriu novamente os olhos se viu deitada, no colo de Laxus.

– Você está queimando – resmungou ele – Deve estar ardendo em febre.

– Laxus... – ela sorriu por um segundo, mas logo voltou a expressão séria e determinada – Me deixe ir vê-la... Por favor...

– Está tudo bem, Freed já foi. Você precisa descansar – ele disse, deitando-a em sua cama

– Mas... A Mira...

– Shhh, fique quieta, ok? Vou pegar uma toalha fria* — disse, dando-lhe um terno beijo em sua testa


Kana o obedeceu no físico, mas em sua mente o caos habitava. Ela estava desesperada. Era fato consumado: Freed não chegaria a tempo.



*Mirajane pov’s on*



Eu ainda me sinto mal pelo que escrevi à Kana, como será que ela vai reagir? Não sei, talvez ela nem se importe, assim como não se importou quando mentiu. Aquela... Ah! Eu não nasci pra odiar... De qualquer jeito, estou indo embora, preciso ficar sozinha.


– Esse trem não vai chegar nunca não!? Eu estou esperando tem meia hora! – disse, enquanto sacudia o vigia pelo colarinho

– Senhora, se acalme... Deve ter ocorrido um imprevisto.

– Um imprevisto! E vocês não preveram isso!? Como assim!?

– Senhora, isso não faz sentido.

– Não importa! Eu quero meu trem! Quero agora! Eu paguei por isso!

– Senhora, vou ter que chamar os seguranças, me solte.

– Tá certo! – larguei bruscamente o homem e respirei fundo, tentando manter a calma.

Eu preciso ir, preciso ir agora... A essa altura Kana já deve ter lido a carta e

– MIRAJANEEEEEE!

Pronto! Agora mesmo que eu não vou embora, eu mereço! Me virei para ela, revirando os olhos

– Que que foi, Ka... Freed? O que você tá fazendo aqui?

– Eu que te pergunto! Onde você pensa que vai!? – ele estava do outro lado dos trilhos, na pista central da estação, enquanto eu estava na lateral.

– Eu... Eu estou indo embora! – respondi, evitando olhá-lo.

Eu não esperava por isso, não esperava nenhum pouco por isso. Achei que, se alguém viesse, esse alguém seria Kana. Mas o que ele tá fazendo aqui? Será que ele viu a carta?

[-------]

– O que? Mas por que!?

– Pra ser sincera, Freed, não tem nada aqui que me interesse, então eu vou embora! Esse lugar tá me fazendo mal.

– Mas e o que conversamos ontem!? Você disse que estava tudo bem, Mira!

– E você acreditou? Como pode estar tudo bem? Eu estou triste, tá legal?

– E só por isso você vai desistir? Só por isso você vai fugir de tudo?

– Você não sabe de nada, Freed! Não sabe da metade do que estou passando!

– Não sei porque você não me conta! Eu estava ontem pronto pra te ouvir, mas você quis fugir!

– Não é nada disso, eu só...

– Só o que, Mira? Tudo que você está fazendo é fugir, fugir e fugir! Nem parece aquela maga superpoderosa! Encare seus problemas!

Eu o observava, ele parecia cansado. Sua respiração ainda era rápida, embora sua voz estivesse alta e não falhasse de forma alguma. Provavelmente todos na estação estavam nos olhando a essa altura, mas eu só conseguia focar nos grandes olhos verde água, que me fitavam com tanto desespero.

Ele leu, eu tinha certeza, ele leu a carta. Aquela Kana...

– Vamos pro Hotel, Mira... Vamos conversar lá.

– Eu não vou, Freed! Eu vou pra casa.

– Você vai voltar comigo, está todo mundo preocupado e...

– Não!

– Você vai e vai agora! – ele berrou, irritado

– Não! – gritei rouca, algumas lágrimas já caindo – Por favor, me deixe ir pra casa! Eu não vou aguentar ficar aqui, eu não vou conseguir! – disse, ou melhor, eu pedi, implorei.

– E eu não vou aguentar se você for!

– O-o que? – perguntei, assustada

Ele bufou, deve ter se arrependido do que disse, mas eu sou curiosa, preciso saber exatamente o que ele quis dizer com isso.

– Freed, o que você....

– Que se dane! Vou falar. Mirajane Strauss, eu estou completa e perdidamente apaixonado por você!

Dito isso, tudo que vejo é o trem, passando lenta e despreocupadamente entre nós, interrompendo nossa conversa como se não fosse nada.

O que ele dissera realmente não era nada, era muito mais que isso, era... Era tudo. Freed disse que está apaixonado por mim... Ele disse que está apaixonado... Ele disse. Isso é concreto demais, é certo demais. Eu devo acreditar? Devo acreditar nele?

Após intermináveis segundos o trem finalmente passa, revelando o outro lado. Mas a parte central da estação estava vazia. Sem ninguém. Sem Freed.

Mas... o que?

Você é a primeira pessoa que eu penso quando acordo! – a voz retornara, mais alta e determinada agora – A primeira pessoa que eu lembro quando penso coisas doces! – viro a procura dele e o encontro, ele está na passarela que une as partes da estação – O primeiro motivo que eu encontro pra sorrir! – ele está correndo, correndo para mim – Você, Mirajane, é a primeira pessoa que fez meu coração bater tão depressa – agora ele desce as escadas – Eu nunca tinha perdido o controle antes, você foi a primeira que me fez agir assim – estava cada vez mais e mais perto – Se me perguntassem porque eu sou feliz, a primeira coisa que viria a minha cabeça seria o seu sorriso – eu já podia ver o brilho em seu olhar – Porque você, Mirajane Strauss, é o meu primeiro amor.

T-r-i-n-c.

Eu era capaz até de ouvir as correntes se rompendo, todas de uma vez.*

Ele me envolveu num caloroso abraço somado a um beijo apaixonado e eu me rendi. As lágrimas caindo de meus olhos. Eu podia sentir os batimentos de seu coração, eram rápidos, muito rápidos.

Eu te amo, Mira – ele disse, sorrindo – Muito ardentemente.

– Você leu, não é?

– Ler? Ler o que? – indagou, realmente confuso, fazendo-me sorrir de alívio.

Ele não leu a carta. Aquelas palavras eram verdadeiras.

Eu fui a primeira, finalmente.



Notas finais
*Toalha gelada - tratamento natural, muito usado no Japão, que visa diminuir a febre alta.
**Menção aos "primeiro"s que Freed disse enquanto se declarava, as palavras eram reais, saíram da cabeça do Freed. Ou seja, ele não tinha lido a carta, não era algo preparado, logo, era verdadeiro.

E aiiiiiiiiiiiiiiiii? -qq
Alguém gostou? Pelo menos uma pessoinha :D haha -q

Então, 100 leitores!! UHULLLLLLLLLLL , pulei de alegria quando vi isso, seria ainda mais legal se todos comentassem, sabe? rs Enfim, vocês tem algum pedido? :DDDDD hahaha

Natsu com ciúmes muito agradavel, ne? Eu sei que vocês goooooostam! haha
Sting tá querendo, ele tá querendo 66 Será que a Lucy deixa? [af, eu to meio bobinha hoje]
E essa cena, FreMira, me diz que a música deu certo, por favor! Quase morri pra achar um lugar onde coubesse certinho, tomara que tenha rolado (yn)

Leitores, dificilmente eu colocarei Yaoi e, como um amigo meu tem uma fic original homossexual ele pediu para indica-la. O nome é: Someone, Somewhere de MattSandeers :D

Espero ver muitos comentários aqui, hein. Por favorzinho, rs ...
Beijos, meus lindos.