"Me chame apenas Hansênico."
O tempo passava, os passos dos príncipes se tornaram ainda mais pesados. Só faltava um reino para viajar, o reino do misterioso rei leproso. Exatamente percorridos três dias desde sua proclamação como rei de “Firmamento”, o rei contraiu lepra misteriosamente, vive agora dento de um quarto com rede na janela que dá para sua sala do trono, o quarto fica atrás do trono e permite o rei ainda comandar seu povo. Um rei bondoso, mas ainda não tomou providencias para seu possível falecimento, enfermo mandou que os pequenos príncipes adentrassem em seus domínios, como é de veste os príncipes trouxeram presentes para o enfermo governante.
O rei estende sua mão ferida pelo buraco de um dos quadrados da rede, Danael, aparentando-se destemido estende a mão e a aperta. O cumprimento não foi longo para que não houvesse a contaminação, para que não parecesse rude Danael esfrega frenética e duramente a mão nas costas de suas vestes mas na sua voz já pode ser sentido o medo:
- Meu rei, por que vossa majestade, nos convocou?
- Ora príncipe Danael, pode se dirigir a mim informalmente, alguém com o mal de Hansen como eu não recebe muitas visitas por medo. Um “Estella Dominus”, vocês conhecem não é?
- Claro, leproso.
- Por favor não me chame assim, me chame apenas Hansênico, é menos ofensivo. As constelações estão sumindo assim como os seus “Dominus”, e “Sir P.” o “Dominus” de meu reino previu através das estrelas que o rei mal entre vocês dois será também o “Dominus” do seu reino. E antes que vá meu príncipe, — Danael sente as mãos queimarem enquanto as esfrega. – o que vocês viram ontem ao sul de Landraynor, era uma quimera.
- Quimera? – pergunta Davi sem perceber a ansiedade de seu irmão em ir embora.
- Quimera, derivado de Chimera, ou seja, um defeito na visão, uma ilusão.
- Mas eu pensei que era real.
- E era sim meu príncipe, real e criado por magia.
Rapidamente após horas de conversas, Danael leva Davi ás pressas, compra vestes na artesã mais próxima e à noite, as crema. Os príncipes foram convidados a se banhar numa pequena e abandonada casa á oeste do reino. Ao amanhecer Davi vai até a casa, tira suas vestes e antes de dar o primeiro mergulho, vê-se com lepra.
Preocupado, Entra em suas vestes e clama por seu irmão, que como um clarão aparece. Vendo que seu irmão não iria suportar a doença que se alastrava com tanta velocidade, prestes a entrar em seu leito de perecimento, grita afrontas ao leproso rei, que julga ser o culpado de tais enfermidades, mas Davi não tocou no soberano, nem ficou próximo ao trono como Danael e este, cumprimentou o rei, sentindo se culpado só lhe restava uma coisa, esperar os emissários, porta-vozes da morte em pessoa e, quando esta morreu. Eles continuaram a realizar seu sujo e necessário encargo. Frio entra em teus olhos, pela janela, corvos se juntam formando uma negra figura. Junto a ela chega nuvens de tempestades secas, sem chuva. Era ele, Danael poderia sentir. Os corvos voam para dentro daquela vivenda, e se unem novamente. O comensal para. Davi proclamava orações em voz baixa, o pequeno e sombrio ser vivente para e inclina o pescoço para Danael, uma voz rouca sopra de onde deveriam estar seus lábios.
- Então, deixe seu irmão vir comigo até os Campos Elíseos, deixe-o ir.
Um urro prolongado segue de lágrimas pesadas e de um apelo.
- Ah Punch, o senhor maia da morte, seus ossos expostos cheiram a carne. Esqueça meu irmão, tire dele essa enfermidade, se ele for o rei que trará paz me leve ao Tártaro.
- Que assim seja, eu, Ah Punch, te levarei por todo o estirão até o mais profundo de todo o Hades, o Tártaro.
Davi não viu que seu irmão se arriscou por ele, e ao acordar pega suas coisas e continua seu caminho de volta ao lar de Yllana, temendo a presciência, do oráculo.
Nada se lembrava, não se lembrava de seu irmão que agora estaria a sofrer por debaixo do castelo de Anûbis. Todos os senhores da morte, estavam reunindo-se no submundo, Precisavam do poder dos “Estella Dominus” para descer as estrelas até a terra, de fato a presciência estaria por começar, mas agora eles tinham um problema no seu plano, no fundo do Tártaro, sentado em um trono, acima de um abismo, cercado pelos frutos de Hades, sofrendo ao ver a punição das almas tortu

Notas finais
próximo capitulo: Tártaro I