As Escolhidas do Olimpo - A Cidade Perdida
7 Capitulo 6- Por Maxil
Notas iniciais
Isso sim que é um presente perfeito. Paris. A cidade da moda, do amor, da luz e que inspira os escritores. Kim passou o vôo inteiro se tremendo de medo e falando que sentia falta do Dylan (e eu estava dando graças aos Deuses, se quisesse segurar vela teria nascido filha de Hefesto), mas quando chegamos, ela conseguiu aproveitar bem a viagem. Eu também estou curtindo a cidade, passeando por todos os pontos históricos (óbvio), apesar de ainda estar um pouco desconfiada. Os Deuses não dariam uma viagem simplesmente por ser nosso aniversário, não é do perfil deles.
Bem... Já passava das duas da manhã, então achamos melhor voltar para o hotel.
– Meninas! – uma louca apareceu do além e nos abraçou
– Maxil, você conhece essa aí? – Kim perguntou
– Lógico que não. – falei, tentando me livrar de seu abraço sufocante.
Ela estava completamente bêbada, dava para notar o cheiro de álcool vindo de sua boca. Espere aí! Ela me entregou um cogumelo?
– Come pra você ficar grande! – a garota gritou
Pude perceber risos da parte de Kim. Eu já cansei de ser zoada por causa da minha altura (tenho 1,58 m, eu sou maior do que muita gente).
– A vida é bela! – a bêbada começou a ditar – A vida é bela! – e ela desmaiou bem na nossa frente
Ficamos paralisadas, olhando uma para a cara da outra, pensando no que faríamos com essa pessoa desconhecida e altamente alcoolizada. Eu sabia que precisávamos virar as heroínas.
– Você pega pelos braços e eu pelas pernas. – instruí – Vamos colocá-la num táxi e tentar descobrir de onde ela veio.
Chamei um táxi e a colocamos deitada no banco de trás, no colo de Kim. Sentei na frente e procurei na bolsa da garota alguma coisa que pudesse nos ajudar. Encontrei uma chave de um quarto do mesmo hotel que o nosso.
– Kim. – chamei – Ela está no mesmo hotel que nós, a chave do quarto dela está bem aqui.
– Que bom, assim facilita. — comentou
– Vamos levá-la para seu quarto e esperar que ela acorde. – concluí
E foi exatamente o que fizemos. Não agüentamos e dormimos no quarto da bêbada mesmo. Só espero que ela seja melhor sóbria...
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– Invasoras! – o grito, seguido do barulho de um vaso se quebrando, me despertou. Abro os olhos e vejo a garota bêbada (agora sóbria, mas eu preferia quando ela estava grogue) jogando as coisas da cômoda em cima de Kim e de mim. Só quero ver a cara dela quando tiver que pagar tudo.
– Calma! – pedi calmamente, tentado ignorar o fato de que eu posso ser assassinada com uma peça de artesanato européia. – Nós não invadimos isso aqui, nós indiretamente te salvamos. Você não é muito boa com agradecimentos. – “E eu prefiro um bolo de aniversário a um champignon mágico”, pensei em falar, mas achei melhor ficar quieta.
Ela revirou os olhos e largou o vaso (por que tem tantos vasos em um só quarto? Um já não é o bastante?).
– Então quem são vocês?
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