Eu e Maxil cantamos sim no convés do navio, rolou até pose Titanic Style, mas de fato havia uma tempestade chegando.

Três dias se passaram e já estávamos achando que a moça do tempo do canal 13 tava toda errada, só que não estava — musiquinha de suspense no ar por favor-, então aconteceu o seguinte:

– Estou sentindo algo ruim – afirmava Kim

– Você não devia ter comido tacos- brincou Maxil

– Para garota, o assunto é muito sério. Não é nada comigo, o problema é o mar! Sou filha de poseidon, esqueceu? — Kim disse com uma expressão preocupada.

– O que houve?- perguntei aflita, mas não esperei ela responder pois comecei a me sentir mal também – Por Deuses!!- Eu possuo poder de mover leite e derivados, mesmo no corpo dos seres, então senti as baleias. Encarei a Kim e ela me respondeu com os olhos: tudo estava errado ali.

Nós três corremos e pedimos para o capitão do navio mudar o curso mas ele não nos escutou.

– O senhor não entende que isso é muito sério? – questionou Maxil.

– Se isso fosse tão grave quanto você diz eu e toda minha tripulação seriamos avisados, então por favor não me ensine a comandar o meu navio- afirmou ele com um ar arrogante.

Mas isso é realmente complicado, não poderíamos ter chegado lá e dito para o capitão nos obedecer e não podíamos dizer: “com licença, é que nós somos semi deusas e sentimos que haverá uma das maiores tempestades da história e isso não só pode, como vai, provavelmente, destruir todo esse navio”.

Chamei Maxil e Kim rapidamente, ali mesmo, e comecei a explicar:

– Não podemos permitir que todos permaneçam nesse navio

– O que podemos fazer? – Maxil questionava nervosa – esse cara não vai nos escutar de jeito nenhum!- ela realmente estava muito, muito nervosa pois começou a falar com falta de ar e também a mover as mãos bemmmm rápido.

– Calma aí! Vamos dar um jeito. Bom, nós precisamos dar um jeito- falei e as duas concordaram.

E então Kim sugeriu que saíssemos daquela cabine para poder nos apresentar sua ideia.

– Vamos fugir!- disse.

– Como assim? – maxil- estamos no meio do oceano querida.

– Eu percebi- Kim rebateu- estou falando dos botes salva vida.

– Quer que a gente roube os botes salva vida?- perguntei espantada.

Esta não era muito brilhante e também não garantia nem de longe que resolveria o nosso problema, mas não tínhamos outra opção! Bom, o que mais se pode fazer quando se está correndo perigo no meio do oceano?

– Não podemos deixar essas pessoas morrerem pessoal- falou Kim

– Não vamos! – Maxil afirmou com coragem — sendo doido ou não, esse plano é o que temos que fazer!

Eu apenas concordei mesmo estando insegura.

Fomos correndo contar para a Sadie que deveria está se afundando em roupas, descobrimos que ela tinha um quarto protegido por encanto somente para as roupas dela. Encontramos ela vindo em nossa direção no convés, explicamos e a reação foi imediata:

– Como assim?- perguntou Sadie espantada – eu vou me machucar?

– Não. Já te explicamos sobre os botes, você não entendeu? – Kim

– É exatamente dos botes que eu tenho medo!- respondeu.

– Tive uma ideia genial.- gritou Maxil- Essa eu juro que é digna de Atena.

– Eu estou com mais medo agora- Sadie com um rosto bem estranho.

– Diz qual foi a tua ideia- sugeri.

– O quarto protegido pelo encanto- disse Maxil.

Nesse momento todas nós ficamos surpresas, como não pensamos nisso antes?

– É mais está cheio de roupas e é bem pequeno- interfere Sadie

– Quanto as roupas damos um jeitinho- Kim

– O que quer dizer com isso?- Sadie

– E quanto ao tamanho...deixem comigo! – falei tendo um ideia.

– O que vai fazer Aniki?- perguntou Maxil

– Temos que aumentar o poder da proteção do quarto, expandi-lo até pra todo o navio.- disse animada.

– onde conseguiremos magia para isso?- questionou Maxil- É preciso muita magia.

– Eu sei, e aí está a melhor parte. Sangue de pégaso! – ela se assustou, mas rapidamente expliquei.- calma! Eu nunca machucaria minha filhinha ou minha netinhas, mas tem sangue na roupa da Sadie e no convés do navio já que ninguém quis limpar!

– BRILHANTE!- Maxil

– Eu sei que sou BRILHANTE, obrigada.- Respondi

– Você não. Quem diria que a nossa preguiça serviria pra alguma coisa?- ela disse eu fui obrigada a concordar.

Começamos então com aquele trabalho digamos literalmente “um pouco sujo”, pelo menos na parte que consiste na retirada de sangue de pégaso no chão. Como faremos a magia funcionar? Sei lá! Somos semi deusas, tudo pode acontecer.

Notas finais
Umm beijo de Espatódea