Notas iniciais
11º cap! pessoal que comentou valeu!!! favoritem a hist tbn kkkkk please? kkk como prometido , no dia , 5º feira!! Boa leitura!!!!!!!!!!

11 – Certeza



A relação de Percy e Annabeth estava estranha. Depois daquele dia eles não se falaram. Não por raiva ou ressentimento, mas por timidez. Não eram mais “inimigos”, tampouco eram amigos. Vez ou outra ele se pegava fitando a garota pelos corredores da escola, e ela também, apesar de esconder melhor que ele.


Aquela era a semana da viagem para a reserva The Summit. Dali a dois dias a escola inteira estaria 15 dias numa competição tradicional que era disputava já a alguns anos.


O despertador de Percy vibrou e tocou a Marcha Imperial. Ele abriu os olhos vagarosamente.


Percy foi ate o banheiro e tomou uma ducha morna demorada.


Pegou um dos tênis da Nike Sb preto que haviam chegado do carregamento, jeans 501 da Levi’s e uma camiseta preta da Flip.


Foi até a escrivaninha e pegou as chaves da Kawasaki. Pendurou o wayferer na gola da camiseta e saiu do quarto. Ele desceu as escadas silenciosamente e foi até a cozinha.


–Pai – ele o chamou, Poseidon estava lendo o jornal sentado na bancada.


–Oi filho – eles trocaram o costumeiro soquinho.


–Preciso que você assine a autorização da viagem para o The Summit – ele estendeu para o pai uma caneta e o papel.


–Ok – ele respondeu e assinou rapidamente – Até quando você disse que ficaria nesse lugar?


–Até dia trinta e um – ele respondeu. Percy estava louco para a viagem, a escola não parava de comentar sobre ela. Era grande coisa, pelo jeito.


–Duas semanas sem você?! Só pode ser um sonho.


–Há-há Sr. Engraçadinho – Percy pegou uma maçã e já foi saindo da cozinha.

A moto estava parada ao lado do carro do pai, no canto. Percy colocou os óculos e deu um sorrisinho de leve.


Ele montou e ligou o motor. A moto roncou e fez o chão estremecer. Percy sorriu e acelerou. Saiu da garagem devagar só pra cortar giro na porta da casa de Annabeth.


Percy avistou a Thames Valley e seus prédios de arenito cor de barro em poucos minutos. O garoto entrou na rua giratória cantando pneu. Empinou a moto por uns metros e a parou ruidosamente na vaga dos “populares”, ele adorava os irritar.


Percy desligou a moto e desceu. As líderes de torcida o comeram com os olhos, ele se perguntou se elas sabiam que ele havia terminado com Reyna.


Percy viu Annabeth. Ela estava descendo do carro. A garota o olhou. Ela estava linda , usava jeans básicos e uma blusa amarela, havia uma corujinha desenhada na altura do peito. Os cabelos soltos balançavam com a brisa quente do outono.


Ela desviou o olhar. Percy sorriu minimamente. Ele colocou as chaves da moto no bolso e subiu as escadas até o prédio principal.


Cumprimentou algumas pessoas. Ele viu Charles e Silena se agarrando no topo da escada. Deu um tapa na cabeça do garoto e correu gargalhando. Nico e Luke estavam andando de Skate às portas do prédio.


Percy chegou zoando Nico por ter se espatifado enquanto tentava uma manobra.


— Faz melhor então.


Percy fez seu melhor olhar de “não devia ter dito isso” e montou no Skate com habilidade. Agachou e chutou um Treflip perfeito. Caiu na base certinho. Luke abriu a boca em formato de O.


–Mais alguma coisa? – foi a vez de Percy zombar.


Luke o desafiou a mandar um Hardflip na escada.


Percy colocou o Skate no chão de cimento e respirou fundo. Ele tomou distancia da escada e pediu pra avisar se não vinha ninguém. Luke deu sinal verde.


Percy remou rapidamente e se agachou próximo à escada. Ele bateu o Hardflip. O Skate girou perfeitamente embaixo de seus pés. Ele acompanhou os movimentos da manobra e juntou seus pés na base. Aterrissou perfeitamente no concreto. Continuou andando e ouviu os gritos de Nico e Luke no alto da escada.


Ele deu meia volta e pegou o Skate. Subiu as escadas e cumprimentou os garotos com soquinhos.


–Cara, você é profissional? – Nico estava assombrado.


–Sim – ele respondeu simplesmente.


–Espera aí , me empresta seu Skate – Nico pediu.


Percy o estendeu para o garoto e se sentou no chão.


–Luke, Luke , Luke! – ele gritou e apontou para o Skate.


–Que foi? – ele perguntou.


–É ele… ele é “O” Percy Jackson, da Flip Skateboards – ele apontou e Luke arregalou os olhos – Aí, é o Shape que tem o nome dele, modelo Percy Jackson.


–Cara, eu e Luke vimos seus vídeos na Thrasher Magazine, aquele Laser Flip em Santa Monica foi épico.


–Isso não é nada, sério gente – Percy riu envergonhado – Vocês podem ir gravar comigo. Eu, Shane e o Paul vamos gravar hoje à tarde em Manhattan – Percy disse simplesmente.


–Espera um segundo – Nico ficou pensativo – o Shane O’Neill e o Paul Rodriguez? – Nico arregalou os olhos e apontou para Percy freneticamente.


–Sim – ele respondeu tímido – Eles estão me ajudando com a Video Part para a Nike que sai mês que vem.


Os garotos ficaram enchendo ele de perguntas no caminho até a aula do segundo período.


Percy, Nico e Luke saíram cumprimentando todos à sua volta. Os garotos estavam sendo o assunto do momento, mesmo Percy não gostando muito disto.


Eles colocaram os Skates no armário e a expressão de espanto de Nico e Luke ainda perdurou.


Eles perguntaram mais algumas coisas sobre as marcas que patrocinavam Percy, sobre os carregamentos e sobre os atletas que andavam com ele.


Os três entraram no prédio de Arte. Foram para a sala e a professora sorriu para eles.


Percy viu Annabeth e se sentou ao seu lado. O coração dele acelerou e suas mãos começaram a suar. Nico e Luke foram para outras telas vazias.


Eles teriam que pintar algo que os agradava. Percy pegou seu pincel e mergulhou na cor vermelha. Percy tentou, sem sucesso, pintar a guitarra SG vinho que ele morria de ciúme. Ficou parecendo mais um pirulito de morango com um cabo preto.


Ele ouviu Annabeth rir baixinho ao olhar pra sua tela.


Annabeth viu que ele olhava de volta pro cavalete dela e rapidamente desviou a tela. Percy não conseguiu ver nada, ela foi rápida.


A professora pediu as telas para serem avaliadas. Com certeza Percy receberia um F. Annabeth fez de tudo para Percy não ver a tela. A garota passou por ele voando e levou a tela até a professora.


O que será que havia na pintura de Annabeth para que não pudesse deixar Percy sequer ver?


Ele foi para o intervalo com uma pulga atrás da orelha.


Annabeth estava numa mesa separada junto com Silena, Charles, Thalia e um garoto que Percy não conhecia. Ele era louro e estava rindo e conversando com Annabeth. Percy fechou a cara.


Ele se sentou com Nico e Luke. Não desgrudou os olhos do garoto e de Annabeth.


–O que foi cara? – Luke indagou, seguindo o olhar de Percy.


–Não gosto do jeito que aquele cara se joga em cima da Annabeth – ele respondeu.


–Ah! – Luke riu – Ciúme?


–Sai fora. Só não gosto do jeito dele. Todo se achando, olha lá.


–Aquele é Will Solace, as garotas piram no cara – Nico se juntou à conversa seguindo o olhar dos amigos.


Percy bufou. Os garotos riram de sua expressão de descontentamento. Durante todo o intervalo Percy não falou, apenas observou a mesa de Annabeth.


No fim do intervalo, o garoto Will se levantou e abraçou Annabeth, deu um beijo na bochecha dela e saiu.


Percy saiu do refeitório pisando duro e sem olhar para trás. A aula dupla de matemática apenas serviu para ele escutar música e tirar um cochilo.


Sua expressão melhorou um pouco quando lembrou que a aula seguinte era de música. Percy guardou todo o material escolar e saiu somente com o celular no bolso.


Ainda não havia chegado ninguém na sala de música. Ele abriu a porta e andou até o fundo.


Foi até o grande piano de armário preto no fundo da sala.


Quando ele se sentou para começar a tocar ouviu a porta da sala. Claro que seria Annabeth. Os inteligentes sempre chegavam primeiro.


–Você toca piano? – Annabeth perguntou. Percy fechou a cara.


–Sim.


Ele se levantou e pegou uma das Telecaster que tinham na sala de música. Ele a afinou e começou a fazer um solo, ignorando Annabeth propositalmente.


Ela colocou a mão por cima das cordas da guitarra para atrapalhá-lo –Pode, por favor, tirar a mão daí?


–O que está acontecendo? – ela se sentou na cadeira de frente para Percy.


–Como assim?


Annabeth se enfureceu pelo cinismo e puxou o amplificador da tomada.


–Você também não pode esconder nada de mim, sou ótima em ler as pessoas – ela retrucou.


–Leia um livro e me deixe em paz – ele pediu e tentou voltar a ligar o amplificador, Annabeth deu um tapa em sua mão.


–Ai! – ele disse.


–Agora vai me dizer o que está acontecendo? – ela olhou fundo em seus olhos.


–Não é nada, eu já disse.


–Está mentindo! – ela gritou e sorriu.


–Está louca, ou surda.


–Tem algo a ver comigo? – um calafrio desceu pelas costas de Percy. Percy se lembrou do término com Reyna. Ela havia lhe acusado da mesma maneira.


–Eu sei que tem – ela disse e os dois se olharam.


Percy queria puxá-la e beijá-la, somente essa garota pra fazê-lo salivar pela boca ao mesmo tempo em que queria fugir dali.


Uma mecha loura caiu no rosto dela. Sem desviar o olhar, Percy a colocou atrás da orelha.


O rosto de Annabeth esquentou.


Eles se aproximaram, aquela vontade incontrolável de beijá-la o dominou. Quando as bocas iam se tocar ele ouviu a porta abrir com um baque.


Eles se afastaram assustados.


Era o professor Apolo. Ele sorriu maliciosamente para Percy e Annabeth, que se afastaram num segundo.


–Jackson, seu malandrão! – ele alargou o sorriso, Percy estava igual a um


–Não tem nada acontecendo aqui – ele fitou o Janoski enquanto respondia


–Sei – ele riu e escreveu algumas anotações no quadro negro.


Annabeth foi se sentar no outro lado da sala. Ela estava tão vermelha quanto Percy.


Apolo passou alguns exercícios de canto e harmonia. Percy serviu de assistente para o professor, já que era versado na arte.


Por vezes ele passava por Annabeth mas eles não se falavam.


–Bom alunos, tenho uma surpresa! Os dois alunos que se saíram melhor farão um dueto! — os alunos não pareciam muito animados com a ideia — Percy e Annabeth.


Percy pegou um violão da Epiphone preto e se sentou numa cadeira. Annabeth ficou de pé, apoiada no pedestal do microfone.


–The Only Exception? – Percy perguntou baixinho – Já é quase a nossa música – ela assentiu.


Percy afinou a última corda e começou a melodia.


Os alunos aplaudiram estrondosamente ao ouvir a voz perfeitamente afinada dela. Annabeth sorriu tímida e continuou a cantar. Percy estava vidrado no jeito que ela cantava.


Quando a música acabou eles foram aplaudidos. Percy pegou na mão de Annabeth e eles fizeram uma reverência envergonhada.


Os dois ficaram tão vermelhos que durante o resto do dia foram chamados de casal tomate. Eles definitivamente se gostavam.


E agora tinham certeza.


Notas finais
comente! favorite!!!! :))))))