As Desventuras Sexuais de Dylan Stark

64 Capítulo 63 –Liberdade: Desatando o Nó das Amarras do Conservadorismo! É a Hora do Bacanal! –Terra 69


Notas iniciais
Gente chega mais que tá na hora de conhecer os outros deuses e descobrir quais os rumos que a história vai tomar

A vida de uma celebridade não é fácil, eu sou Dylan Stark, o maior ídolo da Terra 69. Sou admirado e invejado pelos jovens devido minha missão de viajar pelos mundos transando à vontade. Eu tinha salvado aquele mundo e mais do que isso, tinha salvado o desejo sexual de geral!

—Obrigado, Dylan! Graças a você consigo ter ereções novamente! –Me confidenciou um rapaz certa vez.

—Em palavras mais simples, você consegue ficar de pau duro. Muito bem, agora vai bater uma punheta ou arrume alguém pra transar gostoso –Disse isso e segui meu caminho deixando-o inicialmente chocado, mas o ouvi cochichar.

—Ele é tão legal!

Por onde quer que eu passasse atraía olhares, várias pessoas me cumprimentavam, no entanto as sentia muito retraídas. A Terra 69 era extremamente conservadora, as pessoas eram frustradas e sentiam-se presas. Eu tinha me decidido mudar isso! Então tive a brilhante ideia de imprimir dezenas de convites e garanti que chegassem à todos os jovens da cidade.

“Cansado de se sentir preso e frustrado? De bater punheta ou siririca e depois ficar na bad se sentindo culpado(a)? Isso tem que mudar! Chegou a hora de quebrar essas correntes, de torar esse cabresto, venha se libertar! Venha gozar a vida na primeira festa bacanal da Terra 69. Segue em anexo o endereço e dicas de higiene íntima”.

Caros leitores vocês devem estar um pouco confusos com minha atitude. Não a parte do sexo claro, pois já somos bastante íntimos para admitir que sou um putão safado. Mas o fato de parecer que estou ignorando à chegada de cinco deuses do amor. Calma, não tem como esquecer isso. Vou lhes contar o que aconteceu.

Depois de uma maravilhosa noite de sono com meus três amores, uma limusine parou em frente minha casa, um motorista que era uma versão do Doutor Logan, que se chama Leandro Lúpus, abriu a porta para ninguém mais, ninguém menos que Afrodite, a deusa grega do amor.

—Mas o que vocês cinco fazem aqui? –Perguntei a ela me referindo aos cinco deuses que logo se reuniriam.

—Não é óbvio? Estamos aqui para participar de sua ascensão.

—Minha ascensão?

—Sim, dentro de poucos dias você se tornará um deus, ou morrerá no processo.

Não gostei muito da alternativa morrer, então optei por me tornar um deus. Como isso aconteceria? Não faço ideia.

—Venha comigo em minha limusine, vamos nos encontrar com os outros.

Olhei para meu pai, ele não conseguia tirar os olhos da deusa, ela causava esse efeito em todo mundo. Pedi para que ele avisasse aos meus amores o que tinha acontecido e entrei no veículo.

—Você cresceu bastante! –Ela exclamou.

—Passei por muita coisa desde a última vez que nos vimos.

—Fiquei sabendo. Eu fico muito orgulhosa sobre sua viagem e sobre os pedaços de amor que distribuiu pelo multiverso. No entanto o Novo Mundo foi um erro terrível! Você quase destruiu toda a existência.

—Não foi minha culpa, tudo aconteceu quando a Chave Mestra explodiu.

—Foi sua culpa sim, retificando na verdade que a culpa não foi apenas sua. Os irmãos Baudelaire por terem criado as chaves, tem grande parcela da culpa. Mas você é o principal, pois aquele mudo foi modelado a partir de sua mente e desejos com uma pitada do desconhecido.

—Chegamos –Anunciou o gatíssimo motorista. Me lembrei da maravilhosa, e um pouco bizarra, foda com o Doutor Logan e Shania com seus exóticos escorpiões.

—A gente praticamente só fez virar a esquina –Comentei quando vi que estávamos enfrente à um hotel bem conhecido.

—É que não gosto de cansar minha beleza.

—Você não podia só ter teletransportado?

—Podia, mas é muito mais elegante de limusine. Agora vamos entrar –O hotel era enorme e luxuoso, mas ignoramos os detalhes e fomos direto para o bar.

—Dylan, Afrodite, aqui! –Acenava Luz Escarlate sentada num sofá circular cor de rosa, ao seu lado estavam os dois homens sempre sem camisa, Tomas, o loiro, e David, uma versão alternativa do Derek –O Martini daqui é incrível!

Ao lado deles também estava a mulata de olhos de fogo, Erzulie, a deusa africana do amor.

—Pensei que encontraríamos todos os outros deuses aqui –Comentei.

—Querido, com exceção de mim, todos os deuses gostam de fazer entradas triunfais –Disse Erzulie bebericando um drink.

Como se o comentário dela fosse uma deixa, os outros dois deuses entraram. O primeiro deles entrou literalmente voando por uma enorme janela dupla, o vitral brilhou refletindo a grandeza daquele ser. Meu queixo caiu, claro, pois era a primeira vez que via um cara musculoso e seminu voando batendo um majestoso par de asas.

—Um anjo? –Eu já tinha visto um anjo antes, o Castiel, mas eles não eram nada parecidos. Aquele ser tinha olhos azuis piscina, rosto impecável, usava apenas um saiote branco e trazia com sigo um arco e flecha.

—Sempre me confundem com um –Ele disse docemente –Sou Cupido, ao seu dispor –Ele pousou ao meu lado, pegou minha mão e a beijou.

—Adorei a sua entrada.

—Obrigado.

Ouvimos o barulho de tambores e flautas, me surpreendi ao ver um grupo de mulheres entrarem no salão fazendo a dança do ventre. Elas nos cercaram dançando sensualmente, pela porta de onde elas vieram, uma pessoa encapuzada entrou e veio até nós, as mulheres dançaram a sua volta e num momento teatral puxaram a capa revelando o quinto deus. Ele tinha olhos violetas, aos encara-los me senti embriagado como se tomasse várias taças de vinho. Ele usava roupas de couro, mas ainda assim estava seminu, pois elas mais pareciam uma fantasia erótica, inclusive seus mamilos estavam à mostra com piercings, ele usava uma cueca de couro, num certo momento pude notar que essa peça intima era aberta na parte de trás deixando a bunda do deus à mostra.

—Eu sou Eros o deus da paixão! Do erotismo! Do sexo!

—Esse aí só pensa em putaria –Acusou Erzulie bebendo mais do seu drink –Eros, achei essa entrada com dançarinas, muito brega.

—Pelo menos eu faço entradas triunfais ao invés de ficar sentada numa mesa bebendo esperando ele chegar e falar com você. Cadê o mistério, a diversão, a sacanagem? –Eu ri, pois na verdade gostei de todos eles.

Nos sentamos todos, inclusive o motorista, bebi um Martine pela insistência de Luz Escarlate, e logo perguntei:

—Como vou me tornar um deus?

—Passando pelos testes é claro –Comentou Cupido como se fosse algo óbvio.

—Isso e uma série de fatores, na verdade é diferente para cada um, querido –Disse Luz Escarlate –Um desses fatores é a adoração, você deve ser conhecido e amado por muitos, ser alguém famoso ajuda e como todos da Terra 69 o conhecem como seu salvador, essa parte já esta garantida.

—Ponto pra mim! –Disse levantando a bebida e todos me apoiaram. Meu olhar se cruzou com o de David e tive flashes de meu ménage com Derek e Scott, meu cú até piscou. Sacudi a cabeça –E a parte que corro risco de morte?

—Essa é a parte dos testes –Disse Eros comendo uns amendoins –Gosto de amendoins, são afrodisíacos.

—Adoro quando usam meu nome como uma característica sexual –Sorriu Afrodite inflando o peito.

—Você diz isso pra mim? Logo eu, o deus Eros? O Erotismo veio do meu nome.

—Como esquecer disso se você faz questão de se gabar em cada diálogo que temos?

—E então como serão esses testes?

—Estamos fazendo os preparativos, mas até lá pode fazer o que faz de melhor, goze –Disse Eros me fazendo ter arrepios entre as pernas.

Tive que partir depois de mais algumas bebidas, eles não me deram uma data, poderia começar o teste no dia seguinte ou vários dias depois, então resolvi seguir seu conselho. Aluguei um espaço de eventos nos arredores da cidade, não é permitido fazer shows ou barulho dentro do perímetro urbano, isso na verdade foi muito conveniente.

Lá estava eu, bem arrumado e cheiroso, as pessoas iam chegando e se aglomeravam ao meu redor, me sentia uma estrela do rock, só que com fãs muito respeitosos, fiquei besta que naquela aglomeração ninguém tenha apertado minha bunda. Decepcionante. Fui para o camarim onde encontrei meus três amores.

—Um bacanal com todos os jovens da cidade? Ótima ideia –Apoiou Lucy –Mas na verdade não gosto de restringir grupos, transaria tranquilamente com adultos e idosos também.

—Em nenhum momento duvidaríamos do contrário, sua rapariga –Disse Violet e as duas riram.

—Cala a boca, quenguinha inventora, por acaso já construiu um vibrador futurista hoje? –Elas haviam se tornado amigas.

—Fazer jovens quererem transar parece fácil, no entanto todos estão muito nervosos, ouçam, mal estão conversando –Comentou Henry.

—É por isso que conto com a ajuda de vocês! Vão para o meio da multidão e tomem a iniciativa depois do meu discurso –Lhes pedi.

Sendo assim subi ao palco ao som de muitos aplausos, liguei o microfone e comecei:

—Boa noite à todos. Como sabem eu salvei o mundo, mas heroísmo não é o assunto dessa noite. Por muito tempo fui como vocês, sou um filho da Terra 69, sei bem como é viver tendo que seguir as regras, ter que ter vergonha de todo impulso indecente que sentia. Por exemplo, toda a pornografia que eu via era desenhos de um dos meus amigos o Bruno! Como podemos ter uma das melhores internets do multiverso e não ter pornografia? Isso é um desperdício! –Todos faziam exclamações, balançavam a cabeça e riam em certos momentos –Mas chegou a hora disso mudar! Chega de oprimir nossos desejos! Devemos nos tocar sem medo, nos permitir o desejo, o calor, o tesão! Os vírus sapiens nos ensinaram uma coisa, temos que aproveitar a vida antes que seja tarde de mais. Por pouco todos vocês não se tornaram impotentes! E agora o que farão? Vão continuar se oprimindo ou vão soltar suas feras do desejo?

Todos se olhavam como se perguntassem a mesma coisa uns aos outros, vi casais de mãos dadas, casais que sei que tinham muita vontade de transar, mas que foram ensinadas que aquilo era errado, que sexo era um assunto a ser evitado.

—Sexo não é algo a ser temido, é algo a ser celebrado! Qual é? Vivemos num mundo chamado Terra 69! Meio Nove é uma posição sexual onde duas pessoas fazem sexo oral uma na outra ao mesmo tempo! Praticamente moramos num mundo chamado Terra do Boquete! –Aquilo arrancou altas risadas –Se você quer se libertar, tire a camisa!

Todos se olharam como se esperassem que alguém tomasse a iniciativa e foi o que aconteceu, Henry, Violet e Lucy tiram as camisas. Houve exclamações de surpresa, principalmente perto da Lucy que nem sutiã estava usando e foi logo exibindo os peitões.

—Ai meu Deus! –Praticamente gritou um virjão.

—É hora de se libertar, galera! –Gritou Lucy puxando aquele garoto e esfregando a cara dele em seus peitos. Depois que o soltou ele se apoiou nos amigos.

—Vocês viram? Vocês viram?! –Ele tirou a camisa, seus amigos o seguiram. Ao redor de Henry e Violet todos repetiram o gesto até que todos estivessem sem camisa.

Eu fiz o mesmo no palco ao som de aplausos e assobios, os surpreendi e também tirei a calça.

—Caraca, ele esta só de cueca no palco! Ele é meu herói! –Gritou um garoto admirando minha coragem.

Aquilo estava me excitando muito, todos aqueles olhares em mim, todas aquelas pessoas desejando me ter ou serem como eu! Meu pau pulsou e eu o acariciei ao som de mais exclamações. Senti meus olhos queimarem, sem dúvida estavam brilhando. Estiquei a mão para um garota de sutiã rosa e outra para um garoto de óculos. Com timidez eles subiram ao palco, não precisei dizer mais nada ao microfone, minhas mensagens agora seriam transmitidas por gestos. Abracei e beijei a garota na boca, ela relutou, seu coração estava à mil, desatei seu sutiã e ela levou um susto. Então beijei seu pescoço e ela gemeu, joguei seu sutiã na plateia e apalpei seus peitos.

—Você esta acesa –Cochichei em seu pé do ouvido –Prepare-se para incendiar.

Me virei para o garoto que estava todo vermelho.

—Sinto seu desejo, você quer me tocar desesperadamente –O desejo sexual agora que não precisava mais ser coletado, vinha até mim como se fosse um cheio.

—Estou com vergonha, eu... Eu não devia sentir essas coisas por outros garotos.

—Assim como o amor, o desejo também não deve ter regras. Esqueça tudo e todos, as proibições e os problemas e então entregue-se aos seus anseios mais profundos.

O beijei na boca e foi outro alvoroço.

—Beijo Gay! Pensei que ia morrer sem nunca ver um.

O abracei apertado pressionando minha ereção contra a dele. O beijo evoluiu ficando cada vez mais quente. Ele vinha se segurando a vida toda, eu podia sentir, conforme nossas línguas se entrelaçavam, um peso enorme ia saindo de suas costas, logo ele estava beijando sem medo totalmente entregue aos seus desejos.

Me afastei, me virei para a multidão e tirei minha cueca. Todos deram a maior exclamação da noite. Junto dos dois convidados desci do palco e a pegação começou. Parecia aqueles protestos do beijo, uma multidão se beijando, ainda com timidez foram se tocando, percebi que por onde eu passava as pessoas ao redor ficavam mais soltas e safadas, eu devia estar exalando sedução. De repente vi meu caminho bloqueado por um cara musculoso, ainda de calça, ergui o olhar e vi aquele sorriso barbudo me cumprimentando.

—Derek? Desculpa, quis dizer David.

—Olá Dylan Stark.

—O que veio fazer aqui? Não me diga que os testes começam agora? –Perguntei já temendo perder o bacanal que eu mesmo tinha começado.

—Não, não é isso –Ele respondeu rindo.

—E onde estão a Luz Escarlate e o Tomas?

—Eles estão no hotel, eu vim sozinho –Nos encaramos por um tempo –Achei seu discurso muito libertador –Ele deu um passo a frente e ergueu meu queixo, seu toque era forte e suave –Tenho que confessar desde quando nos conhecemos naquele bar, não consigo parar de pensar em você.

Meu pau pulsou e roçou na mão dele, ele sorriu e o segurou, gemi sentindo seu toque firme. Ele era muito gostoso, sua voz era sedutora e pelo que dizia estava completamente atraído por mim.

—Já ouviu falar que quando um música não quer sair da nossa cabeça você tem que cantá-la em voz alta? –Lhe perguntei, ele me olhou confuso e sacudiu a cabeça negativamente –Pois se estou preenchendo seus pensamentos, o único jeito de voltar à sua sanidade é me tendo na vida real e não apenas em sua mente –Aquilo lhe arrancou um enorme sorriso.

—Você é bom de lábia, garoto.

—Sou bom em várias outras coisas.

E então nos beijamos, se beijar o Derek era bom, beijar o David era melhor ainda, embora tivessem o mesmo rosto, por algum motivo este me atraía muito mais. Sua pegada era quente, suas mãos me apertavam ao seu corpo, o abracei e quando minhas mãos desceram me surpreendi com o tamanho de sua bunda, era enorme e musculosa, me deu vontade de morde-la. Deslizei as mãos para frente e abri seu zíper e facilmente ele se livrou das calças. Olhando para sua cueca pude notar, o contrário era impossível, sua enorme ereção. Os beijos prosseguiram quentes até a cueca já ter se perdido e nos agarrarmos pelados.

Quanto mais eu ficava excitado, mais exalava energia sexual tirando o pudor daqueles à minha volta, lhes dando o empurrãozinho que precisavam para fazer o que tanto queriam.

—Ooooor! –Gemeu um garoto ao ter seu pau chupado pela primeira vez. A garota começara a chupar sem jeito, mas conforme sua boca deslizava naquela rola ia ficando cada vez melhor.

Violet tinha puxado dois garotos e começado um ménage, ela se soltara mesmo. Lucy beijava um gordinho todo tímido, mas a garota era quente o bastante pelos dois, eles já estavam no chão e ela por cima rebolando sobre ele que gemia fazendo barulhos engraçados. Henry beijava uma garota enquanto a dedilhava. O Henry de Storybroke era só gay, mas o meu Henry era bi. Comecei a pensar em como estaria o outro Henry, será que também tinha se tornado bi ou estava liberando o cuzinho por aí?

O bacanal evoluía, eram vários boquetes e penetrações em vários orifícios. Vi o garoto que subiu ao palco gemendo loucamente dando o cu pela primeira vez. Tive vontade de gritar: “Arrasa, viado!”, mas estava com a boca ocupada. David empurrava seu enorme cacete na minha garganta, eu babava, engoiava, mas não parava de chupar, pois estava uma delícia.

—Me beije –Ele disse –Quero sentir o gosto do meu pau em sua boca.

Nos beijamos e algo aconteceu, senti como se tudo à nossa volta tivesse desaparecido e quando abri os olhos percebi que realmente tinha.

—O que aconteceu? Onde esta todo mundo? –Estávamos pelados no meio da rua.

—Acho que você manifestou um novo poder, já vi a Luz Escarlate fazer isso.

Estávamos no meio do dia, numa rua movimentada, mas ninguém olhava para nós, toda a atenção era voltada para um prédio em chamas. Ouvi o barulho de sirenes de um carro de bombeiro.

—O que exatamente é esse novo poder? –Perguntei. David parecia vidrado na cena, mas me respondeu.

—Um pré-requisito para namorar é conhecer o passado de seu parceiro, você pode literalmente conhecer a história da pessoa que beijar. Não precisa fazer isso sempre, só quando quiser, mas ainda tem que aprender a controlar.

—Eu posso ver o passado de quem eu beijar? Isso quer dizer que...

Quando o carro de bombeiros chegou ao local e as pessoas abriram caminho, o primeiro bombeiro que saiu era o David.

—Você é um bombeiro? Essa é a sua história.

—Sim, provavelmente é a história de como morri.

Notas finais
Mais um novo poder, adianto que muitos outros virão. O que acharam desse capítulo?