As Crônicas dos Defensores de Luminia
1 Prólogo
Em Luminia, planeta localizado na extremidade do braço três da galáxia de Andrômeda, próximo ao famoso hotel Glamour que inovava pela decoração baseada no Planeta Terra, vivia um garoto. Esse garoto odiava geografia e história, mas sabia muito bem como seu planeta fora povoado e como suas terras foram distribuídas.
Os elementais já existiam antes da chegada dos humanos: os insensatos vulcanos, que tinham a chama dentro de si; os justos terrestres, que tinham terra entre os dedos; os distraídos planantes, que viviam com a cabeça nas nuvens; os sinceros marítimos, que eram claros como a água; os luminosos; os negros e os dhenianos. Cada um desses elementais vive em um reino específico, tem um deus ou um líder, uma cor e um símbolo. Sobre os três últimos não se possui muitas informações, apenas que não vivem em Luminia, mas nas três luas ao seu redor.
O planeta viveu uma era muito longa na paz. Os elementais trocavam favores entre si e viviam em harmonia. Mas, há aproximadamente três mil anos humanos, Dan e os primeiros homens chegaram à Luminia através de um portal. Não se sabe até hoje quem criou esse portal e qual sua motivação, mas a presença humana naquele planeta irritou seus habitantes mais antigos. A guerra estava às portas, mas a diplomacia contida no espírito de Dan a evitou – afinal, por que os homens não poderiam utilizar os milhares de quilômetros de terras não habitadas pelos elementais? Então, estes se fecharam em seus reinos e os homens habitaram a maior parte de Luminia.
Mas isso tudo é história antiga. Não nos interessa a viagem anual da vaca guerreira, ou a ilha sagrada dos dragões, tampouco a maravilhosa tecnologia do teletransporte. O que nos interessa agora é o garoto.
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