As Crônicas do Matador do Imperador
1 Capítulo 1 - Os Comerciantes da República
—Vá! Ande seu cavalo idiota! — exclamou Bill, um dos que andava com as carroças da República.
—Calma Bill. O cavalo não é que nem sua mãe que mal consegue ouvir — disse Tom com uma carroça logo atrás de Bill.
—Ora! Seu detestável miserável! Quem és tu para falar assim de minha mãe, como tu ousa...
—Silêncio! — Gritou o homem da carroça a frente. Ele era o líder dos Comerciantes da República. Seu nome era Ahad.
—Você ouviu o que aquele idiota disse? — Perguntou Bill.
—Silêncio.
—Está bem. Desculpe senhor — disse Bill com a voz mais calma.
Horas mais tarde o grupo de 5 pessoas decidiu acampar perto de um lago próximo. Aqueles 5 eram os Comerciantes da República que operavam em Arkey. Eram chamados de Ihh-Mundlt: que significava Nova Proposta.
O grupo se reunia numa fogueira. De um lado o velho de cabelo grisalho, e com a paciência curta, Bill; Noutro lado o velho sempre disposto e amador de piadas e sarcasmo, Tom. No centro de tudo estava Ahad, quieto como a noite, sombrio como uma caverna mal iluminada, e que criava um clima lúgubre nos demais.
Uma moça de cabelos longos e lisos puramente negros como a noite que se escondiam sua testa, estava sentava a beira do lago, longe de tudo e todos, sozinha e triste como uma chuva num fim de tarde.
Dentro de uma das carroças saia um homem jovem de cabelos avermelhados, olhos azuis como o sol do meio-dia. O homem também chamado de Arliden segurava nas duas mãos duas garrafas de um vinho negro.
—Então pessoal, o que vocês acham de uma bebida? — Perguntou Arliden com felicidade em seu tom.
—Finalmente alguém que pensa por aqui! Vamos garoto! Beba com um homem velho! — disse Bill com determinação.
—E vocês? Não querem beber? — Perguntou à Tom e Ahad.
—Não, muito obrigado garoto, mas não. — disse Tom.
Ahad não disse nada. O que não foi muito estranho dado o jeito lúgubre do homem.
Assim então, beberam Arliden e Bill... Beberam, beberam e beberam... Até perderam totalmente o todo o senso de vergonha, mas continuando mais ou menos sóbrios.
—Garoto, sabe aquela menina ali naquele pequeno lago? — perguntou Bill.
—Sim, uma deusa Vienense vindo dos céus iluminadas de tão bonita! — disse Arliden sofrido já com os efeitos do vinho negro.
—Sabe, na minha época conversar com uma menina daquelas era a maior prova de coragem que um garoto da sua idade podia ter.
—Está dizendo para eu falar com ela?
—Claro! Vá lá ela não morde! Ou pelo menos não que eu saiba. — Riu com uma risada bêbada e deu um tapa no ombro direito de Arliden -Vá garoto, é uma moça bonita.
Então Arliden foi até o lago onde a moça estava e a cumprimentou.
—Boa noite.
—Boa noite — retrucou a moça.
—Qual seu nome? — perguntou Arliden.
—Elizabeth. E o seu suponho ser Arliden, certo? — Perguntou num jeito divertido.
—Sim... Seu nome e sua aparência parecem familiares. É de uma família nobre ou coisa assim? — tremeu um pouco na hora de falar, afinal, nobres do jeito são, poderiam se ofender diante desta pergunta, se não fosse nobre se sentir elogiada, afinal: quem não queria ter a aparência, poder e riqueza de um nobre.
—Sim... Eu sou... Bem... Err... — gaguejou a moça.
—Bom... Parece que minhas teorias estavam certas, não? — Riu Arliden.
—Sim, elas estão certas — deu uma pausa — o que você acha de termos que nos atrasar para voltar a República graças a Lanwre? — pareceu meio sem jeito.
Arliden deu de ombros
—Tanto faz. Mas mal vejo a hora de voltar a ver minha família na República — respondeu.
—Não... Não é disso que me referi — disse como sempre sem jeito e gaguejando — Eu... Acho que é uma armadilha... Ou... Coisa desse tipo.
Arliden riu quase como se não conseguisse parar. Depois parou e disse:
—Parece que não sou o único a estar meio bêbado aqui, não? — deu uma pequena pausa — estou com sono agora, até amanhã Elizabeth.
Ela fez um gesto com a mão e enquanto o jovem rapaz se retirava para sua cama, ela lhe lançou um olhar furioso, como se explicasse uma coisa para uma criança e a mesma não entendesse. Mas no fim das contas, ela tinha razão.
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