Quando Luca voltou, meu coração veio a boca, achei que eu fosse desmaiar denovo. Porque em sua compahia estava o centauro que eu vi em meu sonho. Olhei no fundo dos olhos de Luca pedindo socorro, mas parece que ele não entendeu o recado.

Olhei muda para o centauro, ele pecia me reconhecer tambem. Sera que ele tambem teve um sonho estranho?

Eu estva duvida entre sentir medo ou panico. Mas, optei pelo os dois.

— Alice, esse é Quíron. E Quíron, essa é a Alice.

— Oi- eu disse meio sem graça.

— Olá.- respondeu ele- seja bem vinda ao Acampamento Meio-Sangue.

Se aquilo era um dos acampamentos de meu sonho, isso significa que tem outro acampamento, e que ou o sonho já aconteceu, ou ele vai acontecer.

Naquela noite fiquei pensando se deveria ou não contar a Luca sobre o sonho. Conclusão: eu só contaria a Luca quando estivéssemos bem longe do acampamento.

No jantar eu e Luca sentamos juntos na mesa de Hermes. E disse a ele que me encontrasse apos o jantar perto da floresta, tinhamos que conversar depressa.

Alguns minutos depois do jantar, eu e ele nos encontramos onde havíamos combinado.

— Presisamos conversar! — Eu disse

— Certo, mas sobre oque?

— Sobre tudo isso. Quíron, ele sabe a verdade, sabe quem são meus pais, sabe porque estou aqui.

— Certo, mas oque isso tem de tão de mais?

— Ele não quer me contar a verdade! Acho melhor nós dois fugirmos logo daqui! Se tem algo que não podem nos contar, eu vou descobrir sozinha! Você vem comigo?

— Não sei não, Alice. E se tiver um motivo maior para ele guardar esse segredo? E se for algo além de nós. Isso se trata de Deuses.

— Francamente. Você é muito irritante! Mas, você indo comigo ou não eu vou!

E voltei para a fogueira, que era a do meu sonho.

Hoje as chamas estavam esverdeadas e o clima no acampamento era muito bom. Todos felizes e cantando alto. As chamas almentavam com a alegria dos campistas.

Todos foram para seus chalés se aprontar para o jogo a captura da bandeira. Pelo nome, deveria ser parecido bandeirinha que eu jogava quando pequena. Mas era completamente diferente. Era mais bruto, tinha mais sangue.

Eram dois times, o vermelho e o azul. Eu era do vermelho com Luca e outros chalés. Todos armados com espadas, lanças e etc. Todos deveriam usar armadura. A floresta era divida em dois campos, um para cada time. E cada time tinha uma bandeira, se escondia a bandeira, o time que capturasse a bandeira do adversário primeiro e a levasse para seu campo ganhava. Mas você sedefendia com suas armas, e muitos saiam gravemente feridos. Fora isso tudo O.K.

Eu fiquei guardando a bandeira com Luca e uns outros campistas. Minha armadura era enorme, e pesava tanto que eu fiquei corcunda. Minha faca na mão, e fui.

No inicio, eu não fiz nada. Depois, de meia hora, eu resolvi "revistar o perímetro". Caminhei um pouco em volta do campo. Quando ouvi gritos e atrito entre metais. Corri nessa direção, quando cheguei lá, havia um garoto com mais ou menos a minha idade, ele estava todo ensangüentado, de seus cabelos castanhos a seus pés, seus olhos verdes me fitaram com medo. Ele estava ferido, com um corte na barriga e deitado no chão, sobre uma pedra. Olhei para ele sem saber oque fazer. Eu não era medica.

Sentei a seu lado, e larguei minha faca. Mostrando que não lhe faria mal. Segurei sua mão, tirando-a da barriga machucada, olhei o ferimento, era feio. Tentei estancar o sangue com um pedaço de minha blusa.

— Esta tudo bem. Não vou machucar você. Meu nome é Alice. Qual o seu? — disse eu

— Rudy. — ele respondeu

Apertei sua barriga, e ele gemeu, o sangue agora saia mais devagar. Ele tremia e gemia, mas agüentava a dor fortemente. Vi uma gota escor de seu olho cortando uma mancha de sangue de seu rosto. Sofri junto a ele, aquela dor deveria ser insuportável. Apoiei o braço dele em meu ombro e caminhamos até a casa grande. Não podia deixa-lo ali.

Quíron e uns campistas o ajudaram, logo ele estaria forte denovo.

No final do jogo, contei a Luca oque havia acontecido, e ele pareceu surpreso.

Luca e eu dormimos no chalé de Hermes, em sacos de dormir.

No meu sonho, eu estava em casa, no meu quarto quando Luca chegou atirando pedrinhas na janela. Mas dessa vez eu reusei o convite de fugir, ele suplicou. Mas eu não fui. Depois que Luca partiu, minha porta de casa foi arrombada e um homem encapusado entrou em casa, corri para o quarto de meus pais e tentei os acordar, mas eles não acordaram, então me escondi no banheiro e tranquei a porta. O homem entrou no quarto deles, e eu olhava pelo buraco da fechadura, ele me procurou em toda a casa, mas não me achou. Então ele pegou meus pais e os amarrou. Os colocou em sacos de pano e os levou para longe, dizendo alto que se eu quisesse ve-los vivos novamente eu teria que encontra-lo em Las Vegas, no hotel e cassino de lotus.

Quando acordei, Luca estava sentado em seu saco de dormir me olhando. Eu estava suada e chorando, e de acordo com Luca eu gritei enquanto dormia, suplicando que não tirassem meus pais de mim.

No café da manhã contei-lhe sobre meu ultimo sonho. Ele segurou minha mão junto ao peito e pediu desculpas por ter me levado embora naquela noite. Ele chorou, eu chorei, e todos nos olharam como se fossemos estranho se mais até para semideuses.

Depois fomos até a enfermaria ver se Rudy estava melhor. Estava se recuperando. Mas já estava acordado. Cochichei em seu ouvido meu sonho, e disse que eu e Luca partiríamos brevemente, mas que só iriamos quando ele estivesse bem. Porque eu já havia me apegado de mais a ele. E que se fossemos juntos eu ficaria muito feliz. Ele sorriu, e vi que ele gostava mesmo de mim e Luca. E que éramos realmente amigos. Fiquei tão feliz que quase chorei, se algo acontecesse a Rudy eu jamais me perdoaria. Não partiria enquanto ele não estivesse em perfeito estado.

Uma lagrima escorreu pela minha bochecha. Mas segurei o choro, não podia ser fraca. Eu tinha que demostrar confiança e não ficar com um pé a traz. Tinha que decidir se ia essa noite e deixava para traz Rudy, se ia quando Rudy estivesse curado e arriscava a vida de meus pais ou se não ia e deixava meus pais morrerem e ficava aqui com Luca e Rudy aprendendo a me defender melhor para no momento certo tivesse minha primeira missão. Minha irmã estava com meus avós naquela noite, tinha que ter certeza que ela estava bem.

Olhei para Rudy dei-lhe um beijo na face e fui para o meu chalé.

Ao longo do dia eu e Luca tivemos varias atividades bizarras, como cavalgar em pegasos. Mas nada de tão especial, Quíron disse que era para descobrirmos qual era nosso parentesco com os deuses.

A noite na fogueira apos o jantar, aconteceu algo realmente surpreendente, fomos reclamados por nossos pais. As chamas hoje estavam vermelhas e baixas, os campistas não estavam tão animados quanto de costume. Eu estava ao lado de Luca e ele segurava minha mão, quando uma luz azulada surgiu sobre minha cabeça, como um olograma, formando um raio. O que isso significava eu não sabia, mas assim que o meu olograma particular sumiu, um surgiu sobre a cabeça de Luca, mas o dele era amarelo e formava um sol radiante.

Quíron nos olhou preocupado. E murmurou algo para Annabeth que estava a seu lado junto a um garoto alto com a mesma idade dela com cabelos castanhos e olhos verde mar, ele me olhou preocupado, e depois olhou para Annabeth que lhe fez um sinal para que ficasse quieto, Quíron nos olhou mais um pouco e todos ficaram em silêncio. Alguns murmúrios distantes mas nada que eu pudesse ouvir com clareza. Quíron galopou para a casa grande. Olhei para Luca, essa era nossa deixa para perguntar a verdade. Algo estava errado e eu estava envolvida nesse erro.

Puxei Luca pelo braço e corremos juntos até a casa grande, onde Quíron segurava o livro vermelho de meu sonho como se ele fosse uma bomba atômica que poderia explodir a qualquer minuto.

Me aproximei com Luca sem sermos vistos por ele. Pousei minha mão em seu ombro mostrando que eu estava ali.

— Você sabe, não é? Sabe oque esta acontecendo.- eu disse baixo e calmamente

— Suspeitava, mas agoravtenho certeza.

— Então diga-me. Por favor, eu preciso saber a verdade. Diga-me oque é isso. — mostrei-lhe meu cordão.

— Lamento, queria lhe contar, de verdade. Mas não posso, isso é algo que você terá que descobrir sozinha. Com a ajuda de Luca e Rudy. Mas não a minha.

Rudy. Pensei, ele era a chave para tudo isso. Eu o achei naquela noite, e não foi por acaso. Tinha uma razão maior para ele ter sido achado por mim. Tudo isso fazia parte de algo muito maior. Luca estava certo, isso maior que nós. É algo dos deuses. Tudo tem uma razão, dizia minha mãe. Minha mãe. Nesse exato momento ela podia estar morta, e a culpa era minha minha.

— Alice, eu lhe darei uma missão, para salvar seus pais e descobrir a verdade.

— Como você sabe de meus pais? Não lhe contei de meu sonho.

— Seu pai me disse. Seu pai de verdade, Zeus.

— Você o conhece? Como ele é?

— Ele te ama muito Alice. E pediu para eu tomar conta de você. Você, Luca e Rudy estão destinados a fazer grandes coisas juntos.

Eu não consegui esconder um sorriso. Agora eu havia começado a gostar realmente de Quíron. Ele não era mal, na verdade era como um pai para todos no acampamento. E brevemente, seria como um para mim tambem. Ele me deu o livro de fogo, e me aconselhou a não abri-lo em lugares fechados. E com um sorriso no rosto me apontou o chalé de Zeus.

Mudei-me para lá na mesma noite.

Eu e Luca fomos até o chalé de Hermes pegar nossas coisas. Cada um para o seu canto agora. Dei-lhe boa noite e boa sorte, ele me desejou o mesmo. E entramos em nossos chalés, agora separados.

Meu chalé estava vazio, exceto por uma estatua enorme de Zeus e uma beliche no canto do quarto, onde tinha coisas de meus irmãos, que de acordo com Quíron eram Thália e Jason Grace. Os dois eram irmãos por parte de pai e mãe. Eles parecem ser legais, pena que não pude conhece-los. Pelo que parece Thália virou uma caçadora e Jason era romano. E foi para um outro acampamento especifico para romanos, o Acampamento Júpter.

Durante a noite fiquei pensando em tudo oque estava acontecendo. Em Rudy, Luca, Quíron, Zeus, meus pais, Thália, Jason, Annabeth e no garoto de olhos verdes a seu lado. Onde eu estava? Parecia que todos me conheciam, menos eu mesma. É como se todos soubessem oque estava acontecendo menos eu. Tudo girava ao meu redor e eu não conseguia entender.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.