As Crônicas de Arrundall: a rainha e rei
56 O rei- Vigésimo quarto Capitulo
–Ainda não entendi por que você não quis uma festa de aniversário. — disse enquanto tomávamos sorvete na mais famosa sorveteria de Arrundall.
Hoje era o aniversário de 20 anos de Raina, minha mãe queria fazer uma big festa para comemorar mais ela não quis.
Tudo que Raina queria era que eu a levasse para passear pelo reino e foi o que fiz.
–Por que será um festa cheia de pessoas que não me conhecem direito e que só estão lá por que são “parentes reais” de alguém. Pelo menos uma vez na vida queria uma festa com pessoas que me conhecessem de verdade e não só o título que represento. — ela disse enquanto tomava seu sorvete de morango.
–Acho que nunca tive uma festa assim.- disse pensativo e ela sorriu.
–Acho que ninguém da monarquia já teve. — ela brincou e rimos.
–Que tal se fossemos ao parque? — sugeri assim que terminamos nossos sorvetes e Raina concordou.
Enquanto íamos para o carro pensava o quanto havia mudado durantes esses 8 meses em que conheci Raina, ela foi a luz quando estava nas trevas. Se não fosse por ela teria me casado com uma mulher interesseira que não me amava e sim a minha coroa.
–Amor, tudo bem? — Raina questionou e virei para vê-la preocupada.
–Sim, por que? — questionei confuso.
–Por que você estava apertando o volante com tanta força que parecia estar treinando para estrangular alguém. — ela brincou e rimos.
–Talvez. — brinquei e ela me olhou assustada antes de proteger seu pescoço com as mãos.
–Espero que não seja o meu.
–Jamais machucaria você. Nem fisicamente, muito menos emocionalmente. — disse estacionado o carro no estacionamento do parque.
–Sei disso. — ela sussurrou tirando o cinto antes de me beijar.
Meu “trabalho” hoje seria distrair Raina o máximo possível até a festa surpresa ficar pronta. Passaríamos o dia no parque antes de voltarmos para o castelo.
–Você realmente pensou em tudo não foi? — Raina questionou enquanto lhe oferecia um sanduiche de queijo e uma garrafa de suco para o seu almoço.
–Claro que sim. Você queria um dia de plebeia e estamos tendo. Mas quero que você feche seus olhos por que vou colocar seu presente em suas mãos. -pedi e ela suspirou antes de fechar os olhos.
–Lorenzo de Monpezat disse que não queria presentes. — ela reclamou enquanto eu colocava uma caixa de joias aberta m sua mão.
–Mais esse você vai gostar. — assegurei suave e pedi que abrisse os olhos.
–Quer se casar comigo amor? — perguntei e ela sussurrou um sim em meio ao choro antes de pular em cima de mim para um beijo o que me fez sorrir surpreso por sua iniciativa.
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–Cansada? — questionei assim que a vi bocejar de leve depois que entramos no castelo.
–Sim, quero apenas ir para a cama. — ela sussurrou e sorri.
–Em breve estarei com você na mesma cama. — brinquei e ela corou antes debater em meu braço de leve.
–Enzo pare, você sabe que eu fico com vergonha.
–Eu sei, mas você já viu a família maluca que tenho?! Temos tudo, menos vergonha. — confidenciei enquanto íamos em direção a biblioteca.
–Você se importa de passarmos aqui antes? Quero pegar meu livro que esqueci aqui.
–Claro que não. — ela disse e abri a porta.
Logo todos gritaram surpresa e começaram a cantar parabéns a você para Raina.
–Assopre a velinha Ra e faça um pedido. — Lyssa pediu e Raina fez, logo todos aplaudiram.
–Vou matar você por isso. — ela sussurrou enquanto cortava o bolo.
–Meu bem, você quer ficar viúva antes de se casar comigo?!- questionei brincando e ela não sorriu.
–Não gosto de festas e você sabe disso. — ela sussurrou triste e suspirei antes de
abraça-la.
Festas de aniversário sempre a faziam lembrar de Zunia, a babá que a criou desde que nasceu. Afinal, era ela quem sempre fazia um bolo para comemorar apenas as duas o aniversário da “filha de coração”.
–Não quero ver você triste, hoje é seu dia e quero que aproveite tudo dele.- pedi e enxuguei suas lágrimas e ela concordou.
–Raina. — uma mulher chamou chorando e ela virou para ver quem era.
–Zunia. — Raina disse chorando e correu para abraçar sua babá.
–Isso que você fez filho foi lindo. — meu pai disse ao meu lado. — Foi uma prova de amor verdadeira.
–Sabia que ela não seria completamente feliz sem Zunia. — assegurei e ele sorriu antes de me abraçar.
–Parabéns por seu noivado. — papai sussurrou antes de nos separarmos.
–Como você...- sussurrei confuso e ele sorriu.
–Sou seu pai garoto, sei das coisas. — ele brincou e sorrimos antes de nos juntarmos aos outros.
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