As Crônicas de Arrundall: a rainha e rei
9 A rainha- Oitavo Capitulo
–Alice querida, que bom vê-la novamente. — Geovana disse sorrindo e foi cumprimentar a rainha.
–É bom vê-la novamente Geovana, como se sente? — Alice questionou educadamente.
Por seu rosto pode perceber que ela não suportava Geovana assim com minha mãe.
–Ah estou me sentindo tão só sem Lorenzo por perto. É como se faltasse um pedaço nesse castelo. — ela disse entre lágrimas.
–Curioso, pelo que me lembre vocês viviam brigando. — Antonella disse suave enquanto cortava sua carne.
– Isso é coisa de casais querida, e você é muito nova para entender isso.
–Estranho. Eu e Raphael somos casados e nunca brigamos, e se nos desentendemos fazermos logo as pazes. O que não era o caso de vocês. — Safira disse maldosa, o que fez Geovana fechar a cara.
–Sei quando não sou bem vinda em um lugar. — ela disse superior.
–Só espero que não se arrependam de forçar um príncipe educado e refinado como Edward a se casar com a filha de uma criada rebelde.
–Olha aqui sua...- comecei a dizer me levantando da cadeira mais Edward colocou sua mão em cima da minha e me pediu para que senta-se.
Obedeci sem reclamar o que foi estranho.
–Não sou manipulável rainha Geovana, se não estivesse de acordo com a vontade de meu padrinho jamais estaria aqui. E sei que ele me conhecia suficientemente bem assim como a filha dele, para saber que nós dois jamais seriamos obrigados a algo. — ele disse serio enquanto olhava para ela.
Furiosa e humilhada Geovana saiu do salão sem dizer nada.
E eu fiquei ali chocada por ver que meu “noivo” era um rebelde assim como eu.
.................................................................
Após o jantar Alice sugeriu, ou melhor, ordenou que Edward me levasse para passear pelos jardins do castelo.
–Então alteza, em um só dia descubro que você é um ativista, um revolucionário, um vegetariano, um pesquisador apaixonado e afilhado do rei que bagunçou com a minha vida e eu pensando que você era um príncipe metido a esnobe que usa terno o dia todo. — brinquei enquanto andávamos e ele sorriu.
–Eu também tinha outra ideia em relação a você.
–O que você pensava de mim?
–Pensei que você seria alguém fácil de se conviver.
–Certo. E eu não sou?!- indaguei brincalhona.
–Não. Você é perturbadora, e isso é surpreendente. — ele disse suave e paramos de andar.
–Como assim? — questionei confusa.
–Minha mãe adorou a sua, acho que elas serão grandes amigas. — ele disse começando a andar.
Sua mudança de assunto deixava claro que ele não voltaria mais o assunto anterior.
–Minha mãe também adorou a sua. Na verdade eu amei a sua família, eles são ótimos.
–Principalmente Raphael e Safira. — ele brincou e rimos.
–Vocês são diferentes de tudo que pensei sobre a realeza.
–Eu sei, ainda me lembro de como me tratou hoje cedo. Pensei que você fosse me matar. — ele brincou e bati no ombro de leve.
Naquele momento percebe que Edward e eu poderíamos ser amigos, por que no fundo erámos tão parecidos e diferentes ao mesmo tempo, o que me intrigava.
–Como ele era? — questionei me sentando em um banco perto do chafariz.
–Ele era incrível. — ele disse com adoração e saudade que me fez sentir inveja. — Você dois se parecem fisicamente, mas a personalidade é totalmente diferente. Meu padrinho era mais doce.
–Você está dizendo que sou amarga?!- brinquei assim que ele se sentou ao meu lado.
–Diria difícil.
–E você tem medo de desafios? — questionei curiosa me aproximando mais dele.
Naquele momento senti a necessidade imediata de provar seus lábios e saber se eles eram tão macios e doces quanto aparentavam ser.
–Sou um cientista, preciso de um desafio para sentir que estou vivo. E você? — ele indagou e me levantei nervosa.
Como podia querer beija-lo?!
Em uma hora eu o via como um possível amigo e agora eu estava querendo agarra-lo? O que estava acontecendo comigo?!
–Tudo bem, você parece doente. — Edward questionou preocupado se levantando em seguida.
–Talvez eu esteja. — disse atordoada com minha confusão sentimental.
–Posso examiná-la se quiser. — ele ofereceu se aproximando de mim e eu me afastei.
–Não precisa, talvez seja o cansaço. Acho melhor eu ir me deitar. Boa noite Edward. — disse apressadamente e sai antes de ouvir sua resposta.
–Não acredito. — Mari gritou assim que lhe contei que quase beijei Edward. –Você está afim dele.
–Quem não estaria Mariana?! Ele é um gato.
–Um gato que está mexendo com você. Acho que você e ele irão se casar antes de 6 meses. — Mari disse e começou a cantarolar a marcha nupcial enquanto eu a expulsava do meu quarto.
Era só o que me faltava me apaixonar por alguém que mão era meu “tipo”.
Fale com o autor