As Crônicas de Arrundall: a rainha e rei
20 A rainha - Decimo oitavo Capitulo
Notas iniciais
Após o pedido de Edward fizemos o anuncio oficial de nosso casamento com sessão de fotos de mim usando o anel de noivado que fora de sua amada avó Anna, não podíamos estar mais do que felizes.
Nosso casamento seria realizado no mês que vem o que deixava todos as mulheres de nossa família à beira de um ataque para que tudo corresse perfeito.
A única exigência que nós dois fizemos era de nos casarmos na catedral de Sant’Ana, um desejo que foi prontamente respeitado.
Hoje era o aniversário de Mari e ela decidiu fazer uma festa em uma casa noturna famosíssima, presente do atual namorado o príncipe Albert. Só que Edward não pode vir por que foi até Sophia ver o nascimento de seu primeiro sobrinho, filho de Raphael e Safira.
Me despedir dele foi a pior coisa que fiz, parecia que faltava um pedaço de mim.
–Sentindo saudades do Eddie? — Albert questionou se sentando ao meu lado.
–Claro, não consigo me sentir inteira sem ele.
–Sei como é.- ele disse olhando para Mari que recebia os convidados.
–Veja só, o príncipe safado se apaixonou. — brinquei e rimos.
–É acontece quando menos se espera. — ele disse sorrindo.
–Vai lá ficar com ela, não se preocupe comigo.
–Vê se não vai aprontar sua louca. — ele me advertiu e revirei os olhos antes de sorrir enquanto o via ir até Mari.
–Madeleine?!- ouvi Gabriel dizer surpreso ao meu lado e sorri.
–Oi Gabriel como vai? — questionei cumprimentando-o e ele se sentou ao meu lado.
–Vou bem e você?
–Estou bem.
–Soube que você vai casar, gosta mesmo desse príncipe?! Por que ele não parece ser seu tipo.
–Edward é o homem pelo qual esperei minha vida toda. Eu o amo. — disse convicta e ele sorriu.
–Me desculpe se a ofendi, que tal se brindássemos para comemora a sua união?!
–Desculpe, mas não estou bebendo hoje. Tenho uma reunião com o primeiro ministro amanhã cedo, acho melhor eu ir. — disse me levantando da cadeira.
–Madeleine, é só uma bebida. Podemos brindar com seu suco de abacaxi. Você não me faria essa desfeita não é?!
–Não.
–Dois sucos de abacaxi com hortelã por favor. — Gabriel pediu e o garçom concordou.
Não demorou muito para o nosso pedido estar pronto.
–A vida que você terá ao lado de seu noivo, para que ela seja feliz. — ele disse e agradeci antes de brindarmos.
Antes de eu tomar o suco todo me senti tonta, como se o chão estivesse se abrindo e antes de desmaiar senti alguém me segurar para que eu não caísse no chão.
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Acordei com uma dor de cabeça insuportável e estranhando o lugar onde eu estava. Aquele não era o meu quarto, muito menos o de Mari.
–Bom dia Madeleine. — ouvi Gabriel dizer se sentando na cama e parei de respirar.
–Eu e você...- sussurrei ao perceber que eu estava nua, apenas enrolada em um fino lençol. — Isso é um pesadelo. Eu não fiz isso.
–Ah você fez, a noite toda. — ele disse malicioso e me levantei da cama enrolada no lençol.
–Isso é mentira, jamais iria pra cama com você ou outro homem. — disse me defendendo.
–Madeleine, você não acha que o fato de estar nua na minha cama não quer dizer que no fundo você não gosta do seu noivinho?!
–Isso não é verdade. Você me drogou. — disse furiosa enquanto me vestia rapidamente. — vou colocar você na cadeia pelo que fez.
–Duvido que alguém acredite em você com a fama que tem. — ele disse sorrindo e sai de lá correndo.
Peguei um taxi e fui direto para o castelo, eu precisava de Mari e Albert para me ajudarem a entender o que houve, por que eu não fazia ideia do que tinha acontecido.
Como havia parado na cama de Gabriel?! De vontade própria eu sei que não fui, mais como eu ia provar que ele havia me drogado? E por que ele fez isso?
–Mari. — solucei desesperada assim que a encontrei no corredor e a abracei forte. — Você não sabe o que houve.
–Eu sei amiga, está em todos os jornais. — ela sussurrou com pesar e parei de respirar.
–O que?!
–Edward está esperando você no escritório. — ela sussurrou entre lágrimas e me separei para vê-la.
–Ele sabe não é?!
–Está em todos os jornais dos reinos .
–Não fiz isso Mari, por favor, acredite em mim.
–Eu acredito amiga, assim como Albert. Ele está tentando convencê-lo a ouvi-la.
–Tudo bem, tenho que contar a ele. Explicar que não fiz isso, que jamais o trairia. — disse entre lágrimas antes de entrar no escritório do meu noivo.
Assim que passei pela porta seu olhar se encontrou com o meu e neles não haviam amor e sim raiva.
–Eu posso explicar Edward. — sussurrei entre lágrimas enquanto me encolhia perante seu olhar de ódio.
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