As Crônicas de Arrundall: a rainha e rei
14 A rainha - Decimo Segundo Capitulo
Notas iniciais
–Madeleine. — mamãe sussurrou emocionada assim que me viu entrar no salão onde se faziam as refeições.
–Oi mamãe. — sussurrei envergonhada e ela correu para me abraçar.
–A filha problemática voltou ao lar. — ouvi Geovana dizer e olhei feio para ela.
–Você está bem querida? Tem se alimentado direito? Está tão abatida. — ela disse preocupada enquanto me afastava dela.
–Estou bem mãe. E me desculpe por tudo que fiz, a envergonhei na frente de todos.
–Meu bem, já perdoei você. Não se preocupe por que entendo você. Sei que é uma “rebelde revolucionaria” como seu pai. — ela brincou acariciando meu rosto.
–Mãe, preciso pedir desculpas para Edward, eu o magoei muito. Onde ele está? — questionei preocupada por não vê-lo tomando café com os outros.
Será que ele havia desistido de mim?
Será que ele havia percebido que eu era um caso perdido?
–Ele está no quarto querida, Dr. James achou melhor mantê-lo de cama por causa da virose que ele adquiriu.
–Ele está bem? — questionei nervosa.
–Está querida, só que o clima de Arrundall é diferente do de Sophia, e também ele não tem descansado muito, pois está tentando reverter o que houve no parlamento. Por isso o médico achou melhor mantê-lo na cama.
–Simone, me leve até ele. — pedi e ela concordou enquanto abria a porta.
–Você está diferente querida. — mamãe disse admirada.
–Isso é bom ou ruim? — questionei insegura e ela sorriu antes de beijar minha testa.
–Isso é bom meu amor. Agora vá vê-lo, sei que Edward está preocupado com você. -ela disse me dando um último abraço antes de me soltar e eu acompanhar Simone.
–Vossa alteza não gostaria de trocar de roupa antes de ver o príncipe? — Simone questionou reprovando-me com o olhar.
E olha que eu estava com um vestido floral acima dos joelhos, uma bota cano longo e com um casaco de couro. Estava até apresentável, por que tinha vestidos mais curtos que esse.
–Ainda não Simone, preciso fazer isso enquanto estou disposta. — disse assim que ela parou em frente a porta e bateu.
Não demorou muito para ouvirmos alguém responder que eu podia entrar.
Respirei fundo e entrei no quarto de Edward.
–Enviei isso para o primeiro ministro Henrik, por favor. — ouvi Edward dizer rouco enquanto entregava uma pasta para um rapaz.
–Sim alteza. — ele disse suave. — Bom dia princesa Madeleine.
–Bom dia Henrik. — o cumprimentei antes que ele saísse.
–É bom vê-la de novo. — Edward disse suave enquanto me olhava com a sobrancelha erguida.
–Eu sei, é estranho não me ver vestida de princesa.
–Não, só não estou acostumado a vê-la assim. Você aprece “desarmada”. — ele disse e sorri envergonhada antes de me sentar ao seu lado na cama.
–Esses dias que passei longe daqui me ajudaram a entender tudo isso. E quero começar pedindo perdão a você. Perdão por ter sido tão cruel e insensível. Perdão por tê-lo magoado quando tudo que você queria era me ajudar. Eu não mereço um anjo da guarda como você, apenas me perdoe. — sussurrei chorando de cabeça baixa e Edward levantou meu queixo para ver meu rosto.
–Não precisa me pedir perdão, já a perdoei e sei que você estava assustada e insegura, afinal eram mudanças demais. Eu entendo. — ele sussurrou me olhando com seus olhos castanhos suaves que transmitiam tanto amor e devoção.
Sem ao menos pensar direito abracei Edward com força que ficou surpreso por meu gesto, mas logo o retribuiu e com a mão livre começou a acariciar meu cabelo de leve.
Naquele momento me senti a mulher mais segura e amada do mundo, como se nada pudesse me machucar. Algo que jamais senti com alguém.
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Pelo que Edward me contou os parlamentares estavam furiosos comigo e para amenizar a situação eu teria que pedir desculpas publicamente, e me comprometer em seguir à risca as leis do país e honrá-las, ou seja, nada de crises existências no parlamento.
Edward e Simone estavam me ajudando em tudo, e eu podia ver o orgulho que ambos sentiam por me ver progredindo a olhos vistos.
Todos já haviam me perdoado e aceitado que eu estava tentando aprender a ser uma boa governante, menos os parlamentares é claro.
–Quando é que eles vão acreditar que estou me esforçando?!- sussurrei magoada após ser barrada na porta as sala de reuniões parlamentares.
–Não se ganha a guerra em um único dia princesa. — Edward disse e se despediu de mim antes de entrar na sala.
A minha sorte é que antes de qualquer decisão ele pedia para me consultar mesmo que eles brigassem Edward sempre me ouvia antes de comunicar a decisão para o parlamento. O que me encantava mais nele.
Após o termino da reunião fomos para o palácio e durante o caminho Edward me colocava a par do que aconteceu hoje, assim que ele se despediu de mim para se arrumar para o jantar eu corri para o salão das mulheres, onde encontraria as três pessoas que poderiam me ajudar.
–Aconteceu alguma coisa Madeleine? — Mamãe questionou aflita assim que me viu entrar com tudo no salão.
–Preciso da ajuda de vocês. — disse olhando de minha mãe para Mari e Simone.
–Claro querida, do que precisa? — mamãe questionou nervosa.
–Preciso que me ajudem a conquistar Edward. — pedi desesperada e as três riram.
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