As Coiaas da Família Bonde

1 A Criação - Humanidade, asilo e outras coiaas


Notas iniciais
Autora: Sorenza Padron (Também conhecida como Sore, Sorry, Pardon e A Criadora)

Vez era uma... (pra começar essa história da forma menos clichê possível, porque de clichê ela não tem nada) uma Coiaa chamada Sore. Ela não fazia ideia de onde tinha vindo, só se lembrava de viver vagando pela escuridão. Sem ninguém pra conversar e entediada no infinito vazio do espaço, Sore canalizou seus poderes (que ela também não fazia ideia de onde vinham) e criou a luz. A luz combateu a escuridão e assim Sore pôde com calma criar a Terra, um lugar mais confortável para viver. Ela achou que as coisas melhorariam, mas estava enganada.

Ela continuou sozinha, a diferença é que agora tinha um planeta inteiro para aprimorar. Mas para quem? Ninguém veria o planeta e as coisas incríveis que ela criou com seus poderes. Ela nunca seria bajulada. Dá pra viver assim?

Não, ela sabia que não. Ela já estava pronta para desistir de tudo. Porém, um belo dia (ou não tão belo, porque Sore estava com a mais tarde chamada TPM) Sore estava correndo pela floresta como se não houvesse amanhã, já que afinal ela não tinha mais nada pra fazer. Durante a corrida ela tropeçou em um bambu jogado no chão (por que ela tinha criado aqueles pandas mesmo? Eles só faziam bagunça) e caiu no barro (barro era outra coisa desnecessária).

Ela ficou arrasada por ter sujado seu vestido novo, e jurou vingança aos pandas. Mas, enquanto praguejava, ainda no barro, ela percebeu que a textura daquilo poderia servir como material pra fazer mais alguém.

Ela botou a mão na massa, literalmente, e tentou moldar algo parecido com seu corpo. Ocorreram alguns erros, mas ela conseguiu um bom resultado final. Um corpo meio deformado, mas bem como ela havia imaginado. Então ela deu vida ao corpo de barro, e surgiu Juan.

Ela não sabia de onde tinha vindo nome (ela não sabia de muita coisa, mesmo), só pensou: “que nome devo dar? Já sei, Juan, porque é legal e pode se pronunciar de dois modos”.

Ela tinha acabado de decidir o nome do senhor barrento que tinha criado quando ele abriu os olhos.

-Quem eu sou? – Perguntou ele, sentando e respingando mais barro no vestido de Sore.

-Mantenha uma distância segura do meu vestido. – Disse ela, se levantando. – E você é o Juan, porque... Bom, porque eu quero. Você é um Coiaa e eu te criei pra me fazer companhia.

-Hum, entendi, mas... por que coiaa? – Perguntou ele, levantando-se também.

-Porque uma vez eu tava cantando e mordi a língua, e a palavra soou legal, daí pensei “já que eu vou criar uma raça, que seja esse o nome”. Algum problema?

-Tenho sim. Esse lugar não é muito confortável. Só tem uma extensão de nada pra todos os lados! Onde eu vou ler jornal? – Ele disse, abrindo os braços pra enfatizar.

Sore olhou em volta e percebeu que ele estava certo.

-Alguma ideia?

-Por enquanto nenhuma. Mas posso te ajudar com as criações se você me arranjar comida. Ser criado do barro me faz ter muita fome. Ah, e eu também quero um jornal, de preferência com umas palavras cruzadas maneiras.

-Eu te criei pra ser velho, fale que nem um velho!

-Sou um velho moderninho, ué!

-Não tô gostando nada disso... – Sore bufou. – Você saiu mais reclamão do que eu esperava!

-Ah, agora a culpa é minha? Você que não sabe criar Coiaas direito, sua... sua...

-SUA?

-Patricinha!

-Você não disse isso.

Sore virou-se e olhou para o céu como quem implora por piedade, mas o que ela disse foi:

-Que haja o asilo!

Notas finais
Próximo capítulo: Pedro Juan (Também conhecido como Predo, Juan, ou vô)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.