As Aventuras de Tomas, o Pato: O Pão da Vida
1 Capítulo 1: Tomas, o Pato
Notas iniciais
Pão-chan: Vai lá, Tomas, não seja tímido... Faça pelo menos uma introdução!
Tomas: ... eu sou um pato, eu não posso falar... *murmura*
Pão-chan: Para de graça, Tomas...
Tomas: Ok... Caham... Olá, eu sou Tomas, e essa é Pão-chan! Bem vindos à história, e espero que curtam o máximo, deem boas risadas, se divirtam e que possamos levar vocês à comentarem e a acompanharem a saga!
Pão-chan: Viu? Não foi tão difícil!
Tomas: Shesh...
Pão-chan: Boa leitura! *sorriso fofo*
E então, ele morreu. Atropelado por um caminhão de carga. Uma morte trágica e um tanto dramática para um pato. Seria, se não fosse “aquele” pato. Tomas não era um pato comum... Definitivamente. Quando bebê, Tomas era o único de seus irmãos a ter penas azuis, não, pelo azul, em sua cabeça. Seus pais nem esperaram ver as próximas anomalias dele, e o abandonaram perto do lago. O coitado cresceu, cresceu, e a cada dia ia ficando mais estranho. Ele, de todos os patos, tinha uma curiosa habilidade: ver seu próprio mundo, de maneira física e totalmente real, mesmo que fosse apenas algo de sua imaginação. Calma, ele não é um pato esquizofrênico, ele só tem o incrível poder de ver realidades alternativas em sua própria realidade. É, tanto faz.
Quando Tomas atingiu a idade adulta de patos, ele encontrou-se com humanos em um parque, todos o acharam o pato mais descolado do pedaço, é claro, e resolveram deixa-lo com todos os pães que podia-se comer no parque. Na vida boa, Tomas observou que humanos tinham sua própria língua, sua própria maneira de se comunicar com outros humanos, e até com animais, e, ele também percebeu que humanos, diferentes de animais, usavam coisas para cobrirem suas partes íntimas.
Bem, até aí, é um tanto estranho um pato ter a capacidade de analisar tudo isso, mas isso é porque Tomas não era um pato comum. Além de seu poder, e “cabelo” azul, Tomas também tinha um cérebro maior do que a maioria dos patos, e provavelmente animais... Não, só patos mesmo. Tomas possuía discernimento para reconhecer que algumas coisas eram diferentes de outras, e, por ser curioso, ele sempre acabava por investigar o porquê disso.
Mas, enfim. Tomas reparou nessas coisas, e foi-se em uma pequena aventura em busca de coisas que podia usar como “vestimenta”. Achou uns óculos escuros do lado de um mendigo e pegou para si, depois, uma gravata borboleta no lixo, e por fim, meias coloridas no supermercado. Agora sim, Tomas era o pato mais...
...estranho de toda a face da Terra. Óbvio.
E, para ficar ainda mais estranho, Tomas, com suas incríveis capacidades intelectuais, conseguiu aprender, finalmente, a língua dos humanos! Sim, o pobrezinho do pato esquizofrênico... É... Tomas, aprendeu a falar!
Ok, ok... Agora já chega.
Depois disso tudo, blá, blá, blá... Tomas chegou a ter um vício. É, vício. ( crianças não usem drogas) Vício por pão.
É, isso mesmo, vício por pão. Tomas não podia viver sem provar um pedacinho de pão pelo menos... Por mais de 12 horas.
Se ele não conseguia, ele surtava. Começava até a falar outras línguas meio misturadas... Tipo, alemão com francês, português com japonês... Bem, até que isso não é tão difícil quer ver?
“Eu sou Hirato-san-desu! Eu daisuki ramen-desu! É sugoi-desu-nee!” Viu? Arrebento nos improvisos.
Enfim... Tomas surtava se ele não conseguia um pedaço de pão. E, quando percebeu que ninguém estava no parque, ou no bosque para oferecer à sua pobre alma um pedacinho de pão, ele arriscou e pôs os pés, patas, tanto faz, na estrada!
E foi assim que ele morreu atropelado por um caminhão de carga. Porque, todos nós sabemos que quando animais atravessam a rua, ainda mais sem olhar para os dois lados, é sempre atropelado ou por um carro, ou uma moto, ou um caminhão de carga, como foi o caso de nosso amiguinho Tomas.
Depois disso, no entanto, bem, ele foi jogado a quilômetros de distância pelo caminhão monstro (VEM MONSTRO! PODE VIR MONST—e morreu), mas, depois disso, ele parou, finalmente, do outro lado da rua! Onde estava o tão precioso pão que ele queria...
Mas, infelizmente ele estava mortinho da silva. Tadinho do pobre Tomas, era tão jovem...
O pão estava lá, deitado no chão. Sem nenhuma mordidinha sequer.
Mas Tomas não podia nem cheirar o pão. Já não tinha mais vida. Suas asas de pato estavam quebradas. Seu crânio de pato estava rachado, suas pernas de pato estavam todas tortas, ai que horror, e o pior! TOMAS HAVIA PERDIDO SEUS PRECIOSOS ÓCULOS!! NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!!!
Mas que horror, que tragédia! Ó, calamidade! Leve tudo, menos os óculos do pobre coitado...
Mas a vida é tão cruel, ó meu Deus, como ela é cruel e injusta...
Tomas estava ali, deitado. Todo esculhambado. Sangrando, parecendo que uma bolsa de sangue de 134 litros havia estourado. E o pior de tudo, bem, segundo pior, era que o bendito pão estava do seu lado.
No final, parece que Tomas, a anomalia, não era tão esperto assim... Mas! Não vamos o julgar, meu povo... Porque todos nós já nos sentimos ou agimos como essa pobre criatura agiu! A ansiedade para conquistar algo, a tolice que nos cega porque queremos aquele algo agora! Imediatamente! SIM, MEU POVO! Tomas era humano! Um pato mais humano que muitos humanos! Tomas havia se infectado por tanto conhecimento... Tomas havia se contaminado com a ingenuidade humana...
E isso, meu povo, levou-o à morte!
Pobre Tomas, com tanta ânsia para conquistar seu maior son—não, ainda não... Para conquistar uma mordida daquele pão rechonchudo... Morreu miseravelmente, acertado por um caminhão de carga. Coitado de Tomas, o pato. Que o Paraíso dos Patos tenha sua pobre alma de pato. Amém.
Notas finais
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