As Aventuras de Ame e Vic
4 Salvando a donzela dos aliens – Parte II
Notas iniciais
+Victor
Pikachu na pokebola, katana afiada, uniforme vestido e lanchinho pro caso de levar muito tempo pra achar a senpai, agora é só ir… ir pra onde?
Droga, ela não podia me dar um ponto de referência, talvez dizer o nome de algum restaurante que desse pra comprar umas chimichangas, digo, um lugar que ajudasse a achá-la mais rápido. O tempo estava passando e não tinha nada em mente, então me lembrei que ela estava com meu poncho. Poderia pedir, tentar fazer aquela cobra me teletransportar pra perto dele, já que estávamos ligados pela magia ancestral dos lobisomens, ai corri até o quarto dela (quero deixar claro que estava divando com o uniforme do Deadpoul), abri a porta e entrei no banheiro, a cobra me encarou já se preparando pra me teleportar de novo:
— Calma, não é o que você pensa!
— Queresss dizeer que você não é o messsmo garoto que invadiu o quarto da minha messstra com uma roupa diferente?
— Ok, talvez você não esteja tão errada… mas eu preciso da sua ajuda.
— Essqueça, a pizzaaria fica perto e não vou te teleportar pra lá!
— Quero que me teleporte pro meu poncho, a senpai foi raptada e está com ele, mas segundo as leis de roteiro você não pode me teleportar pra ela, porque seria fácil demais.
— Você esstá louco, não exissstem roteiross na vida real…
— Se me teleportar pro meu poncho eu te dou este rato. — disse enquanto chacoalhava a pequena criatura que havia caçado mais cedo, porque sou tão preparado quando o Batman e naquele momento me perguntei se ele se sentiria ofendido, considerando que morcegos possuem certo grau de parentesco com os ratos. Aposto que quase ninguém sabia disso, tem algo a ver com aquele papo das motos serem como lanchas e as chimichangas serem como coxinhas mexicanas que a Ame-chan contou outro dia.
— Então era pra te teleportar pro seu poncho, não posso te mandar exatamente pra onde ele está, mas chegará perto, agora me dê o rato. — disse ela com um estranho brilho nos olhos.
A cobra mágica disse algumas palavras em uma língua que não pude entender e então lá estava eu em um grande refeitório de aparência metálica e futurista, tinha uma porção de aliens felpudos ali, eles me cercaram, mas não podia parar pra matá-los agora, tinha que salvá-la primeiro, então puxei minha carta trunfo do baralho:
— EXÓDIA OBLITERAAAAAAAAAR!
— Eu anulo. — disse um deles com um sorriso besta.
— Tolos, nenhuma carta pode anular o Exódia, agora que estou aqui o jogo virou!
Todos eles explodiram em espuma, morte e fofuração, aquele turno estava acabado, agora tinha que seguir o cheiro do meu poncho. O cheiro dele com um leve aroma de senpai misturado, acho que também rolava um aroma leve de grama molhada, meu poncho possuí aromas complexos. Sai correndo pelos corredores da nave e os ursinhos continuavam aparecendo e antes que pudessem invocar qualquer carta mágica, eram obliterados pela minha espada que estava tão rápida quanto aquele maldito espadachim do corte rápido. Corredor após corredor, aquela nave era estranha, não tinha nenhuma loja de conveniências, me senti feliz por ter trazido meu próprio lanche. Corri mais um pouco, podia sentir meu poncho logo a frente, então aproveitando o impulso da minha corrida, pulei e arrebentei a porta com um super dead chute e lá estava minha senpai amarrada enquanto ouvia funk, então invoquei o pikachu e ele explodiu todos os alto-falantes antes de ser anulado por um dos malditos aliens fofos que havia brotado do chão. Após chutá-lo, simplesmente por estar no espírito do chutador de bundas, desamarrei Ame-chan apenas para levar eu mesmo um chute furioso, enquanto ela gritava — POR QUE DEMOROU TANTOOOOO!?
+Ame-senpai
Não sabia exatamente o que estava acontecendo do lado de fora, porque eu só conseguia ouvir berros, coisas explodindo e afins. Aparentemente meu aprendiz inútil havia caído em uma ilusão de mim mesma (quem esses E.T.s miseráveis pensam que são pra ficarem fazendo cópias menos fodas de mim?). Se ele não conseguia chegar até mim como o bom herói que deveria ser, eu ia me virar pra sair sozinha.
Bom, ao menos Vic tinha chamado a atenção da nave inteira pra cima dele, o que me deu tempo para me livrar das amarras, praticando um tipo de contorcionismo que nem eu sabia que conseguia fazer. Dai, foi relativamente simples ajeitar meu poncho e sair chutando a porta da cela em que eu estava até fazê-la voar longe.
Só pra constar, demorei bastante para conseguir estourá-la, levando em consideração a grossura e a qualidade do material. Também sai com meu pé todo esturricado e com o dedo mindinho quebrado, o que não ia demorar muito pra regenerar, mas, mesmo assim, era frustrante.
Meu poncho (aliás, o poncho do Victor, que havia pegado emprestado e não esperava devolver tão cedo) aparentemente tinha dado um bug e eu sentira a porrada que dei contra a porta do mesmo jeito, resumindo, andar estava difícil naquele momento.
Foi enquanto eu mancava em direção ao local em que Vic estava que eu vi… bom, algo não muito agradável de se ver.
Era uma garra gigantesca, manipulada por alguns dos aliens cor-de-rosa e fofinhos, que me fazia lembrar algo muito familiar. Repassei milhares de possibilidades na cabeça até chegar a conclusão óbvia: era uma garra de pegar brinquedos.
Manjam, aquelas maquininhas de parque de diversões, aquelas que nós nunca conseguimos pegar brinquedo nenhum indo nelas, porque as garras são mal feitas? Pois bem. Como a tecnologia alienígena é muito melhor que a nossa, obviamente que a dita garra era perfeita. Logicamente, também, ela conseguiu segurar o alvo e puxá-lo em direção ao seu manipulador.
E o alvo em questão era a mochila do Vic com todo o arsenal dele. Incluindo um pikachu ninja.
Bem, a mochila em questão não sobreviveu ao ataque, foi despedaçada (oh, céus, vou ter que escutar chororo do Victor por causa disso também… será que ele vai querer que eu ressuscite ela como fiz com o Ches?). Caiu Pikachu pra um lado, armas pro outro, e até mesmo um deck de Yugi-oh no meio. Antes que o estrago estivesse completamente feito, bati contra o vidro que me separava do ambiente em que todas essas coisas aconteciam e quebrei-o, cruzando os braços logo em seguida e olhando para baixo, na direção de meu aprendiz. — Ei, projeto de Herói. Aqui em cima!
— Ame-senpai! — eu não sabia se ele estava frustrado por ter ido até ali a toa, feliz em me ver ou apavorado com a morte de sua mochila e a bagunça feita por todas as suas coisas. — Você está bem!?
— Aparentemente estou melhor que você. — murmurei mais pra mim mesma do que por outro motivo, e logo vi uma porta gigantesca ser aberta do outro lado do salão. Até agora eu não sabia porque aquela nave e todos os recintos dentro dela eram tão altos, mas nesse exato minuto eu entendi o porquê.
A razão era um coelho fofinho rosa gigante com olhar homicida e segurando uma foice que dava dois dele e sei lá quantos de nós. Fiquei muito tentada a roubar aquela foice, ela ficaria ótima no meu arsenal – caso eu conseguisse andar por ai com ela, levando em consideração seu tamanho.
— Servo! Digo, Victor, atrás de você!
Bom, meu grito chegou meio atrasado, ele já havia levado uma patada da coisa e ido parar longe. Desviei de uns três coelhos-aliens normais que estavam a fim de me recapturar e me preparei para dar minha mais alta voadora-pontapé de todas.
Então…
A questão é que eu havia esquecido que meus pés estavam detonados, o pulo não saiu tão alto como eu queria, nem com a força que eu queria. Quando consegui acertar a coisa, acabei acertando sua mão em vez da cabeça e como eu fiz isso com o outro pé estorricado, acabei com uma senhora dor nos membros inferiores. Além de descobrir que agora a coisa gigante me segurava com uma das mãos de cabeça para baixo, e pelo jeito que ela me olhava, estava meio implícito que eu seria o lanchinho da madrugada.
Mais do que depressa, procurei o Vic com o olhar e gesticulei para ele. — Estou retirando seu selo por hora, Victor. Vou deixar que você me salve.
Eu pude ouvir os resmungos vindos lá de onde ele havia parado com a porrada do aliem. — Vou deixar que você me salve, vou deixar que você me salve… ela acha que sou o que, um criado?
Oh… só agora que ele percebeu?
Nesse meio tempo, o alien gigante já começava a me levar para sua boca. E nossa… tinha muitos dentes cariados, ele devia sentir uma dor danada pra mastigar… — Victor! EU TE LIBERTO DE SEU SELO. Agora vem até aqui e me salve de ser comida por um alien gigante com dentes podres, pode ser?
+Victor
Bump… babump…
Eu podia sentir novamente as chamas do inferno fluindo em minhas veias enquanto minha donzela fail estava para ser devorada… qual é, isso nunca teria acontecido se a Baka Ame tivesse sido paciente e me esperado na cela, confesso que naqueles dois segundos que usei pra lembrar como eu fazia aquilo, fiquei tentado a largar ela pro monstro só de zoas, mas seria divertido invocar minha arma secreta novamente e caramba, isso ia me render tanta pizza, então estendi a mão. — Hyperion venha a mim!
BUUUUUUUUM (finge que sua mente explodiu enquanto surgia uma katana de fogo).
No segundo seguinte estava indo totalmente deadputo pra cima do monstro quando um cara qualquer passou pelo salão gritando que tava saindo da jaula o monstro, mas isso não importava porque eu tinha saído de casa e comi pra cara###. Então em meio a uma velocidade alucinante arranquei o braço do coelho gigante e em meio a um frenesi de fúria ele jogou minha senpai longe e girou a foice pra me atingir, porém foi lento demais e eu arranquei sua cabeça fazendo-o cair morto.
Caminhei até onde ela estava caída, parecia tudo bem, tirando toda aquela baba de monstro que a cobria e um pé totalmente esturricado, parecia que ela tinha feito uma ponta no Alien X Predador junto com o Colossus e tentou chutar a cara dele, porém o rosto dela era outra coisa, estava emburrada como nunca.
— É campeã, parece que esse mês você não vai correr a maratona… se bem que esse cheiro vai derrubar os outros corredores com certeza. — disse eu, aproveitando a chance.
— Se fizer mais uma piada, você vai correr a maratona comigo nas costas!
— Então é melhor não perguntar se você vai a pé pra casa, né?
Ela estava com pressa, então usei minha velocidade de demônio pra reunir minhas coisas que estavam espalhadas pelo chão e coloquei no portal junto com a espada, aquela mochila era ótima, dá vontade de chorar, pois agora, ela estava morta. Acabei de pegar as coisas no chão (inclusive minha senpai/donzela/pessoa fedida) então quebrei uma parede, sai da nave, explodi ela com a Hyperion e vivi feliz pra sempre, até fazer outra piada com o fedor de baba alien e levar um cascudo.
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