Notas iniciais
Ola, pessoas o/ Espero que gostem deste novo capítulo xD Boa leitura ^^

Antes de continuar essa história, gostaria de fazer uma proposta a vocês. Não pedirei para que fechem os olhos, caso contrário esta narrativa se tornaria inútil, logo, apenas imaginem conforme forem lendo estas palavras. Pense em um castelo, qualquer um... Agora pense como ele deveria ser: torres altas, janelas grandes, pense em cada detalhe como você quiser... Ele é bonito? Possui muitas flores no jardim? Ou ele é cercado de água repleta de crocodilos?

Talvez os crocodilos até cairiam bem se estivesse falando do castelo governado por um rei tirano, mas como todos já sabemos Sir Carter II não é uma pessoa desse tipo. Claro que seu castelo não deixa de ter diamantes em algumas peças de louça, assim como também não deixa de ter móveis e decorações muito elegantes, porém tudo isso é em menor quantidade, já que como também já vos disse Sir Carter filho gosta de se aproximar de seu povo o máximo que puder. Na verdade a única coisa que o impede de morar em uma casa comum é o seu conselheiro que o tenta convencer de que um rei deve ser tradado como tal, caso contrário não mereceria este título. Enfim, o castelo do Reino de Outrora pode ser comparado apenas com uma casa extremamente grande, justamente pelas elegâncias não serem uma das coisas mais importantes que a compõe.

Relembrando um pouco a infância de Philip e Guilherme, onde ambos são amigos desde sempre, me lembro que todos os dias, depois de visitarem o relógio central, eles passavam em frente ao castelo e sonhavam em um dia poderem adentrá-lo, logicamente ainda não conheciam Lara. E então ficavam horas em frente ao portão de entrada, apenas observando o belo jardim e as esculturas feitas com arbustos, onde apesar de serem poucas como já expliquei, não era comum ver algo do tipo em qualquer lugar.

Voltando ao tempo real, vemos que nossos dois amigos ainda se entusiasmam com a paisagem. Os mesmo arbustos, porém com o acréscimo de algumas flores e uma fonte, a qual jorrava água do que parecia ser uma estátua de alguma pessoa segurando uma espada.

Ao chegarem do lado de dentro, seus olhos brilharam ainda mais ao verem os belos quadros que enfeitavam as paredes. Os móveis de madeira eram muito bem lustrados e pareciam ser feitos de marfim. Até mesmo os lustres, os quais chegavam a ser tão grandes que apenas um deles sozinho poderiam iluminar uma boa parte da cidade, claro que isso eram apenas frutos da imaginação de Guilherme e Philip.

Quando pararam de caminhar, notaram que estava em uma grande sala com apenas uma mesa desproporcional ao tamanho do ambiente, mas a toalha que a enfeitava era muito bonita: algumas flores rodeadas por beija-flores, os preferidos de Lara.

– Como temos mais algumas visitas, vamos ter uma mudança de planos – disse ele olhando para os dois jovens e então se virando para uma empregada – Por favor Lisbeth, providencie algo de comer para os convidados – disse sorrindo.

A empregada, a qual estranhamente também parecia muito feliz (digo estranhamente pois não era comum um rei tratar bem seus empregados), e rapidamente saiu em direção a cozinha com a promessa de que rapidamente estaria de volta.

Depois de se acomodarem ao redor das mesas e conversarem sobre assuntos aleatórios durante alguns minutos, foram interrompidos por um cheiro muito bom que parecia se aproximar cada vez mais. Guilherme, Lara e Philip que já estavam sentados de frente para a cozinha puderam notar rapidamente o que se tratava: a comida finalmente estava pronta para ser servida. E assim foi feito, diante de todos em cima da mesa estava um peru muito grande e muito bem assado, uma salada que parecia reunir diversos legumes e verduras além de parecer ter um ótimo tempero, um pouco de arroz e algumas frutas. Para os adultos foi servido vinho, já para os mais jovens, suco, que mesmo assim não deixava de ser saboroso.

– Obrigado Lisbeth, tudo parece estar muito gostoso! – disse o rei com o mesmo sorriso de antes – Porque não tira o resto do dia de folga? Acredito que seus filhos e seu marido vão ficar mais felizes em vê-la chegando mais cedo em casa.

– Sim, obrigado vossa majestade – respondeu a empregada se curvando para o rei e então indo embora.

Guilherme olhou para as ações do rei e logo após o encarou muito alegre. Ele não parecia ser muito velho, para Guilherme parecia ter uns quarenta anos, apesar de saber que fora os descendentes da linhagem sanguínea da realeza, normalmente os guerreiros mais habilidosos também podiam viver por muito mais tempo do que o comum, e este rei parecia ser os dois.

– Você é muito bondoso! – disse todo empolgado.

– Ele é mesmo! – confirmou Philip enquanto arrancava um pedaço de coxa do peru e a enfiava em sua boca quase sem mastigar.

– Você não tem bons modos! – disse ela suspirando em direção ao jovem mago.

– Não tem mesmo! – disse Guilherme ao mesmo tempo em que devorava outra coxa do peru e bebia suco.

Eles comiam como alguém que estivera sem refeição durante muito tempo, onde apesar da falta de educação, parecia muito engraçado a forma com que eles pegavam um alimento atrás do outro e o colocavam em suas bocas que mais pareciam um aspirador de pó, se isso existisse naquela época.

– Não tem problema algum nisso, filha. – disse o rei – Eles devem ter passado por muitos apuros dentro daquela floresta, assim como você. Eu também entendo se você esquecer seus bons modos – disse rindo.

Antes que seu pai terminasse de falar, Lara já estava com todo o resto do peru em sua boca, apenas a alguns passos de engoli-lo inteiro.

– Obrigada, pai! – disse ela com dificuldade para falar, devido ao obstáculo em sua boca.

Enquanto nossos três amigos comiam livremente como em uma terra sem leis, Sir Carter estava pronto para o principal objetivo de ter convidado nossos três professores.

Notas finais
Qualquer erro por favor deixem nos comentários assim como suas dúvidas rs Se estão gostando da história até aqui não esqueça de favoritar e quiçá uma recomendação... Enfim, até o próximo capítulo o/