Arremedo
1 único
Eu encaro o papel, meus dedos tamborilando sobre a superfície lisa e branca. Eu vejo o que há ali, apesar de mais nenhum olhar ser capaz de ver o que vejo.
Com o lápis eu contorno traços frágeis e suaves, aos poucos gravando a imagem, trazendo a vida e incorporando características marcantes.
Os olhos no papel me encaram de volta, a boca imóvel e inanimada.
― Fala! ― exijo expressando meu descontentamento com a realidade, mas não há resposta sensata. Era apenas um desenho.
São seus traços no papel, mas não é você. São só devaneios, um arremedo de você.
Notas finais
Obrigada por ler!
Até breve!
Até breve!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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