Eu encaro o papel, meus dedos tamborilando sobre a superfície lisa e branca. Eu vejo o que há ali, apesar de mais nenhum olhar ser capaz de ver o que vejo.

Com o lápis eu contorno traços frágeis e suaves, aos poucos gravando a imagem, trazendo a vida e incorporando características marcantes.

Os olhos no papel me encaram de volta, a boca imóvel e inanimada.

― Fala! ― exijo expressando meu descontentamento com a realidade, mas não há resposta sensata. Era apenas um desenho.

São seus traços no papel, mas não é você. São só devaneios, um arremedo de você.

Notas finais
Obrigada por ler!

Até breve!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!