Around U
1 They Just Don't Know
Notas iniciais
Boa Leitura!!!
Marinette ia animada para a escola, era um dos poucos dias que a garota não se atrasava. Inclusive até havia chegado mais cedo. Mas obviamente tinha um bom motivo para isso.
— Milagre! Achei que não fosse acordar. – Adrien brincou assim que a azulada entrou na biblioteca.
— Engraçadinho! – riu e sentou ao lado do loiro. – Você disse para mim estar aqui mais cedo e cá estou.
— Só porque eu disse você está aqui?
— Acredite se quiser, mas sim. – Adrien riu, olhou para os lados e deu um rápido beijo nos lábios de Marinette.
— Vai lá pra casa hoje?
— O trato era você ir pra minha casa. Meu pai até fez aquela torta de nozes que você adora. – os olhos do garoto chegaram a brilhar.
— Já que você insiste. – os dois riram.
— O objetivo principal de eu estar aqui a essa hora não era pra te ajudar com a lição?
— Eu já fiz a lição.
— Então porque me chamou pra te ajudar? – Adrien fez uma careta e Marinette havia entendido. – Não acredito que me chamou mais cedo só porque queria ficar comigo!
— É algum crime por acaso?
— Sim! Eu poderia estar dormindo agora.
— Como você é preguiçosa!
— E você um chato!
— Chato que você ama. – os dois iniciaram um beijo calmo até que pararam ao ouvir o barulho de alguém adentrando a biblioteca.
— Caramba Agreste, não sabe nem fazer um conta? – Marinette ficou de pé e esbravejou.
— Eu saberia se você dissesse a fórmula certa! – o loiro rebateu.
— Brigando a essa hora da manhã? – Nino e Alya chegaram rindo.
— A maior pergunta é: Marinette, você aqui a essa hora da manhã? – o casal riu mais ainda.
— Vim fazer o trabalho de história, mas o Adrien me pediu ajuda com uma conta que ele não sabe fazer.
— Você diz a fórmula errada e eu que não sei? Que bela ajuda a sua!
— Não precisaria da minha ajuda se soubesse fazer.
— Aí gente, calma! Vocês vivem brigando, credo! – Nino resmungou.
— Será que não podem ao menos fingir que são dois seres humanos civilizados? – os dois cruzaram os braços, se dando por vencidos.
— Eu e Alya vamos apenas pegar um livro e vamos deixar os dois sozinhos para pensarem no que fizeram e se desculparem.
— Tá legal, pai. – Adrien brincou e uns minutos depois Alya e Nino saíram, deixando os dois sozinhos novamente.
— Me sinto mal em não contar pra eles. – Marinette descruzou os braços e encarou o loiro com um olhar triste.
— Pois é, mas sabe que eles não são nada discretos, então por enquanto é melhor manter segredo deles também. Agora será que você pode me ajudar a pegar um livro ali atrás?
— Mas que livro, Adrien? Se você já fez a.... – assim que a azulada olhou para o garoto e viu a expressão que ele fazia, havia entendido.
— Você é meio lerda de vez em quando, sabe disse não é? – Adrien levantou e foi em direção aos corredores de livros, enquanto Marinette o seguia rindo.
— Não tenho culpa que você faz trocadilhos subliminares difíceis de entender. – assim que terminou de falar, Adrien segurou Marinette pela cintura e colocou contra a prateleira de livros.
— O que disse?
— Você vai derrubar os livros, Adrien! – ela riu enquanto o loiro aproximava os lábios dos seus, iniciando um beijo urgente. – Vai com calma gatinho! – Marinette afastou o garoto que se aproximou mais devagar dessa vez.
— É difícil fingir que te não te suporto quando na verdade quero te beijar na frente de todo mundo.
*
Marinette e Adrien entraram na sala de aula um pouco antes da professora chegar e logo que o loiro sentou, Chloé Bourgeois chegou perto dele e começou a flertar.
Como sempre.
Mas o fato de ser algo normal de acontecer, não deixava Marinette mais tranquila.
— Oi Adrien, o que você vai fazer depois da escola? Porque meu pai me deu um carro novo e eu pretendia estrear ele hoje. O que acha? – falou num tom malicioso, fazendo com que Marinette desejasse profundamente pular da mesa e atacar a loira.
— Sinto muito, Chloé, mas já tenho planos. – a filha do prefeito fez careta e foi sentar com sua amiga/escrava, Sabrina.
— Toma essa! – a azulada comemorou.
— Ué, ciúmes do Adrien? – Alya perguntou em um tom de brincadeira e Marinette riu nervosa.
— Claro que não! Apenas não gosto da Chloé, você sabe disso. Ver ela levando um fora não tem preço. Mesmo que seja do Adrien.
— O que tem eu? – o loiro virou para trás.
— Nada que te interesse.
— Simpática como sempre. – Adrien virou para frente e logo a professora entrou e iniciou a aula.
— Tô dizendo, esse ódio todo um dia vai ser transformado em amor. Se bobear vocês até vão acabar se casando! – Alya brincou.
— Deus me livre! – Marinette falou, mas na verdade estava pensando que não seria uma má ideia.
*
— Me encontra no meu carro atrás da escola. – Adrien sussurrou e passou por Marinette. A azulada se despediu do amigos e foi até o local que o loiro disse, porém tentando ser o mais discreta possível.
Assim que avistou a Land Rover preta, apressou o passo e logo adentrou, sentando ao lado de Adrien.
— Querido, cheguei! – brincou.
— Aquela garota está com uma revista minha, acho que ela ia me esperar sair da escola pra pegar um autógrafo. – apontou para uma garota com cabelos castanhos que estava ali sentada com uma revista nas mãos e uma expressão triste — Pena que fui mais rápido.
— Você precisa ser atencioso com os seus fãs.
— Tá, mas o que quer que eu faça?
— Vai lá e finge que acha que deixou cair algo e dá o autógrafo.
— Mas se ela te ver?
— Eu vou me abaixar. Agora vai lá. – Marinette praticamente expulsou Adrien do carro, recebendo um olhar de indignação do mesmo.
A azulada se abaixou e depois de uns cinco minutos, o loiro havia voltado para o carro.
— Prontinho.
— Posso levantar?
— Espera eu dar a volta. – o garoto manobrou o carro e eles seguiram pela estrada — Agora pode. Até que ela era legal.
— Ótimo, vai lá ficar com ela então! – Adrien riu — A propósito, se a Chloé continuar dando uma de engraçadinha pra cima de você, acho que vou atacar aquela loira metida.
— Para com isso, você sabe que só tenho olhos pra você.
— Me convenceu. Enfim, aonde nós vamos?
— Almoçar.
— Aonde exatamente? Porque não seria nada bom pro nosso disfarce que nos vejam almoçando juntos.
— Relaxa, estamos indo para fora da cidade. Mais especificamente, Fontainebleau. – respondeu simples.
— Certo. Desde que eu volte para casa, está tudo bem. – os dois riram.
— Gosto de passar o tempo você.
— Eu também gosto. Queria poder dizer à todos sobre nós, mas eu sei que não podemos por enquanto.
— Mas isso não quer dizer que não possamos ter bons momentos. Quando chegar a hora certa, vou gritar ao mundo que estamos juntos, não se preocupe.
Notas finais
*Aos leitores de Alias, o próximo capítulo está em produção.
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