Aron Wormior,o Melhor...dos Piores!!!
36 Capítulo 33: O Lendário Tesouro de Silver Joe
Notas iniciais
Desculpem a demora, muito trabalho na faculdade. Farei o possivel para não repeti-lo! o/
E assim o duelo pessoal entre as duas aventureiras começou. Francine deixava pistas no caminho, que eram desarmadas facilmente (Ou não...) por Silph. As vezes, a caçadora que era pega de surpresa, errando o caminho várias vezes através de pistas falsas deixadas pela templária quando esta passava a frente.
Só pararam de se enfrentar quando chegaram aos pés da montanha. Enorme e cheia de reentrâncias, parecia difícil de se dar uma volta nesta. Enquanto mandava seu Condor voar a procura de pistas, Francine utilizava o mapa e a dedução para encontrar a entrada onde o tesouro estaria escondido, Silph contava apenas com a sorte. Finalmente depois de um tempo, Silph andava por um corredor estreito talhado entre as reentrâncias da montanha, quando finalmente avistou uma entrada nas rochas. Acima desta havia uma caveira sobre dois ossos cruzados.-Finalmente encontrei!!! -Disseram Siph e Francine ao mesmo tempo, saindo de dois locais apertados e próximos um do outro.-Sai Francine, eu vi primeiro!-Não mesmo, eu tenho o mapa, fui eu que achei! -As duas corriam juntas e coladas na tentativa de empurrar a outra contra o chão. Quando já estavam chegando perto da entrada, Francine tropeçou num rochedo enorme e caiu.-HA HA HA, toma sua metida! Grande caçadora, quem mandou não prestar atenç... -ria histericamente Silph, até se chocar contra a parede. A entrada ficava a alguns centímetros a esquerda. Meio tonta, reiterou o seu curso.\"Droga!\" Pensou Francine, enquanto se levantava e retirava a poeira do corpo. \"Não acredito que perdi para a insuportavel da Silph...\" Olhando para o simbolo acima da entrada, a caçadora derrepente teve um lampejo e saiu correndo atrás da templária.-xxx- Silph ia correndo toda feliz sem se preocupar com o caminho.-Hahaha, eu sabia que era a melhor! Eu ganhei, eu ganhei, eu... -Nem percebeu quando o chão abaixo de sí terminou bruscamente. Tomada pela surpresa, percebeu o enorme buraco negro a sua frente, e o contorno de pontas afiadas logo abaixo. sentiu o vento atingir seu rosto rapidamente e o frio na barriga da vertigem. Mal teve tempo de pensar quando sentiu algo prender a sua mão, atirando-a com força contra a parede do abismo.Olhou para cima, assustada. Francine Lorellay segurava sua mão.-Vou te puxar...-Disse, arfando.-xxx- As duas sentaram-se frente a entrada da caverna. Francine esperou Silph recuperar o folêgo para explica-la do ocorrido.-Antigamente, os grandes piratas deixavam o simbolo da caveira espalhado por vários lugares perto de seus esconderijos ou de seus tesouros. As pessoas que iam atrás deles imaginavam que haviam encontrado o que procuravam, sem imaginar que na verdade se tratava de um truque, uma isca para tira-los do caminho.-Por que não me avisou logo? -Perguntou Silph, olhando pro chão.-Eu havia me esquecido disso. Ouvi essa historia há muito tempo, me lembrei derrepent...-Mentira! -Interrompeu a templária, levantando-se alterada. -Você queria era livrar-se de mim para conseguir o tesouro! Você queria, você queria...As duas trocaram olhares por um bom tempo.-...Por que você me salvou, Fran? -Perguntou Silph, com a voz engrolada. Lorellay não ouvia esse apelido desde que eram amigas.Escolhendo as palavras, respondeu:-Um rival não é alguem que se quer ver morto, mais sim alguem que se deseja superar. Deixar você morrer daquele jeito não teria a menor graça -Disse, dando um sorriso, mais não de deboche: Era puro, o tipo de demonstração de afeto que não se dá para qualquer um. Silph sentiu vontade de retribuir o sorriso, mas o fez de forma convencida (A marca registrada da ruiva) e, encontando o pé no pedregulho que fizera Lorellay tropeçar anteriormente, fitou o simbolo pirata acima da entrada falsa. Lorellay a fitou, imaginando o que estaria se passando na cabeça da templária.-Mas têm uma coisa que não faz sentido -Disse, por fim. -Há uma inscrição no Mapa que diz:\"Procure-o sob o olhar da caveira\". Se ela não se referia a essa entrada, então a quê?-Esse mapa pode ser falso, ou então a pessoa que o fez não teve coragem o suficiente de se certificar. É uma pena, mas...-Francine percebeu que Silph não estava ouvindo que ela dizia. A templária encontrava-se atônita, olhando novamente para o simbolo. Uma caveira sob dois ossos. As orifícios negros que um dia já tiveram olhos pareciam fita-la de volta. Foi então que, com o coração dando um salto, finalmente Francine percebeu:-A rocha! -Decifrou Silph, referindo-se a pedra em que estava apoiada com um pé. Ela virou-se e a chutou, no sentido inverso ao que Francine fizera anteriormente ao cair. Esta então tombou para o lado, como uma tampa de boeiro, e então uma outra entrada abriu-se a esquerda das paredes do corredor estreito por onde vieram.-Wííí, nos Conseguimos! -Festejou Silph, pulando toda feliz: -Realmente conseguimos! Poxa Fran, tenho que admitir, não teria chegado tão perto sem... -Quando deu novamente por sí, Silph percebeu que Francine não estava mais lá. Então olhou para o lado e viu a caçadora correndo a toda em direção a entrada.
-...SUA LACRAIA!!! -Bradou Silph, correndo atrás da rival.-O mundo é dos espertos querida, Al Hevoir -Disse Lorellay, colocando a mão na boca e soltando um beijo para a \"amiga\" enquanto entrava no esconderijo.-xxx-Não precisaram correr muito: As duas rapidamente chegaram juntas a uma pequena câmara rústica.Tochas acesas entre as paredes levavam até o outro lado desta, onde uma urna de pedra repousava sobre um altar talhado na parede. Acima destes haviam antigas inscrições.-Chegamo... -Tentou dizer Silph, mas...-Finalmente, finalmente...O lendário tesouro do maior de todos os piratas, Silver Joe! -Empolgou-se Francine, correndo em disparado em direção a urna, empurrando a templária.A caçadora subio os dois lances da escada de pedra, certificou-se de que não havia nenhuma armadilha e então retirou cautelosamente a pesada tampa com as duas mãos, jogando-a para trás (E quase acertando Silph).Uma nuvem espessa de poeira subiu: E quando dispersou-se, tanto a caçadora como a templária puderam deslumbrar o famoso tesouro, completamente...decepcionadas...-Não...Acredito... -Gaguejou Lorellay, com um tique no olho direito, retirando um diadema de orelhas de coelho velho e gasto, com o nome \"Anna\" borrado.Siphia não tinha nem palavras.-Mas que droga! -Ralhou a caçadora angustiada, jogando o acessório no chão com força, despedaçando-o. -Não acredito que vim de tão longe para descobrir que o tesouro do maior pirata de todos os tempos não passava de um diadema velho! Que raiva...Olhando mais atentamente, Silph percebeu que as escrituras na parede, embora antigas e gastas, eram o idioma da lingua geral do mundo de Midgard, e enquanto uma estressada Lorellay dava murros no chão de joelhos, em voz alta começou a ler:\"Muitos devem se perguntar qual foi o maior tesouro daquele que já foi considerado o melhor pirata de todos os tempos. Ouro, jóias, riquezas... Hoje eu repudio todos, pois nenhum deles será capaz de me trazer de volta aquilo que perdi... É difícil um coração aventureiro como o meu se apaixonar, mas acontece que isso ocorreu da forma mais inusitada que alguém poderia imaginar: Eu, o capitão de um navio pirata determinado a me tornar o Rei do mundo; Ela, uma sacerdotisa com uma fé imensa, que não era capaz de desistir nem de uma alma tão corrompida quanto a minha. Seu nome era Anna Rockford. A conheci nos primeiros anos de minha vida como espadachim. Eu fazia parte de uma tripulação de bucaneiros. Numa batalha no meio do mar contra outros aventureiros fui o único sobrevivente. Anna me encontrou no cais e me trouxe para o convento onde morava escondido, onde cuidou de mim. Quando no outro dia me contou toda a historia e perguntei porque havia feito tudo isso, ela me respondeu \"Porque era o certo a se fazer\".Voltamos a nos encontrar nas poucas vezes em que voltava a cidade. Ela não queria, emburrava, dizia que jamais se encontraria com um perigoso pirata procurado, mas no final das contas sempre nos amavámos. Então ela me dizia que retrocedia sempre em sua decisão porque nunca perdia a Fé de que um dia eu deixaria a vida de corsário e se entregaria \"Ao senhor\", pois me achava um bom homem. Eu ria... Não queria saber de mais nada quando estava junto a ela, e tudo parecia ser feliz e agradavel.O prêmio por minha cabeça era grande. Eu não devia ter me dado ao luxo de ter um relacionamento, qualquer que fosse, a menos que fizesse parte da minha tripulação, mais imaginei que ela jamais aceitaria isso sendo quem era. Então, com uma grande dor no peito, decidi deixar de procura-la... Apenas para descobrir, dois meses mais tarde, que ela abdicara do sacerdócio e viera atrás de mim, morrendo numa noite tempestuosa que destruiu completamente o porto de Prontera.Sei que a culpa foi minha. Talvez não a conhecesse tão bem quanto ela me conhecia. Se tivesse feito aquela proposta talvez estivéssimos juntos, mas agora nunca saberei.No desespero de encontrar alguma coisa que pudesse traze-la de volta encontrei esse diadema, seu favorito e que, por algum motivo, só não o estava usando no acidente. Quando olho para ele lembro de seu sorriso, de seus olhos, seus cabelos... Quase posso sentir como se estivesse tocando-o novamente.Mas isso não irá mais acontecer. Eu nunca mais verei seu sorriso, nunca mais sentirei a ternura de seu olhar nem o aroma de jasmim de seu cabelo. Ironicamente, o mar que eu considerava tanto e tinha como melhor amigo me tirou aquilo que eu mais amava.Desfiz a tripulação. Doei todo o meu tesouro a instituições, o que pude devolvi. Nada disso a trará de volta, nem a mim. Eu morri junto naquele desastre.Tudo o que me sobrou foi essa recordação. Como não pude enterrar meu grande amor, pois o mar o fez primeiro, decidi fazer essa câmara e guardar o diadema nesta urna como se fosse seu túmulo. Venho sempre que posso para orar por ela.Para um homem em que mais nada importa, esse é o meu maior tesouro. Se alguém o encontrar, por favor guarde-o novamente no mesmo local, pois ele é tudo o que tenho.\"Francine ainda encontrava-se de joelhos fitando o nada. Por trás da lenda, não imaginava que existia um homem tão torturado. Silph recolheu os pedaços quebrados do diadema e colocou-os novamente dentro da urna, fechando-o com a tampa (Que estava meio trincada por causa de Francine). As duas aventureiras prestaram alguns minutos em silêncio em respeito a memoria da mulher, e então sairam da Câmara.-xxx- A Templária e a caçadora retiraram seus amigos das armadilhas e passaram o dia inteiro conversando e se conhecendo melhor. Enquanto Serenity levava uma animada conversa sobre magias de suporte e marcas de uisques com Einster, o Bruxo do clã de Lorellay, Bulk tentava uma conversa mais \"íntima\" com Sally, a gatuna, só levando revez, mais não desistindo, e enquanto Aron bricava de \"Pega-pega\" com o Condor, subindo nas arvores que nem um macaco para tentar pega-lo e tropeçando nos próprios pés sempre caindo, Mace brincava de \"Pega-porrada\" com Bastion, o outro gatuno.Ao final do dia, Silphia e Francine apertaram as mãos, reafirmando o pacto de rivalidade que fizeram a tempos e prometendo que, no dia em que uma das duas se tornasse a maior aventureira de Rune Midgard, voltariam a ser grandes amigas, e os dois clãs se despediram. Silphia voltava de mãos dadas com Aron (As vezes tropeçando junto, quando este pisava na própria capa) sentindo um grande bem estar, até descobrir que ouve um engano no quarto em que seu clã alugou, e que teriam que dividi-lo com o clã de Francine. As duas ficaram horas discutindo na recepção do hotel flutuante, enquanto que os membros de ambos os grupos (Exeto Aron, que tentou inutilmente apartar a briga) exaustos demais, murmuraram um \"meia noite\" para suas líderes e foram dormir.
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