Notas iniciais
Queridos leitores, primeiramente queria pedir desculpas por demorar tanto pra postar esse novo capítulo. Tive algumas problemas pessoais que prefiro não comentar aqui.

Enfim, espero que vocês curtam essa nova parte da história.
Boa leitura =)

Parte I – Alice Ivanov

Já era noite quando uma figura com formas humanas olhou por entre a neve para Alice, que permanecia intacta num extremo estado do choque. Quando o anônimo se aproximou da garota ruiva, ela pode perceber quem era.

“Não pode ser, é Charlie”, pensou ela, ainda surpresa. Por um instante, Alice ainda ficou duvidosa. A pessoa que ela via em sua frente, acompanhada de um enorme lobo branco, estava muito madura para ser seu amigo.

Charlie vestia uma jaqueta preta dos anos 60, acompanhada de uma blusa suja do Metallica. Suas calças jeans estavam todas rasgadas, enquanto seu calçado era um all star preto sujo de sangue.

— Não pode ser... É você Charlie! — Gritou Alice num tom completamente surpreso.

— Sim, sou eu! — Confirmou o menino correndo e abraçando-a.

Os dois ficaram lá abraçados por pelo menos cinco minutos, até que um latido canino os atrapalhou no momento de afeto.

— Então, o que aconteceu com você? Porque desapareceu por tanto tempo, pensei que tivesse... — A menina ruiva não ousou completar a frase.

— Depois daquela explosão, eu fui sequestrado por um cara louco. Ele me apreendeu numa sala e pediu para eu procurar meu irmão Tom, e então eu o achei. — Respondeu Charlie apontando para o enorme lobo ao seu lado.

— Hã, você só pode estar brincando comigo...

— Não, é sério ruivinha! Esse, hã... Cachorro é meu irmão.

Alice queria acreditar nas palavras de seu amigopor mais que elas parecessem mentira. O que ele não sabia é que a caçadora era companheira de caça do seu, então, irmão Tom e o conhecia melhor do que ninguém, embora sempre tenha existido certa rivalidade entre eles.

— Você tá maluco! Precisa se tratar, olha Charlie... — Quando ia completando sua fala, a garota da capa vermelha teve mais uma de suas surpresas.
O enorme lobo branco, que ainda permanecia quieto em seu canto, levantou-se sob suas quatro patas. Mordeu o polegar de Charlie delicadamente até sair sangue e com suas enormes patas escreveu sobre a neve: “Sou Tom”.
Alice estava surpresa, em estado de choque. Não podia acreditar que seu companheiro de caçada virara um lobisomem como todos os outros. E que mesmo que ele tivesse virado, Tom não tinha o mesmo comportamento sanguinário dos demais lobos, o que deixava as chances nulas.

— Eu posso ouvir os pensamentos dele na minha mente. É uma coisa meio estranha, não sei explicar... — Ele deduzia tentando dar coerência a suas palavras.

— Ah, entendo... — Foi tudo o que a menina ruiva proferiu, pasma.

Por pelo menos trinta minutos, os dois adolescentes ficaram conversando sobre como tem sido difícil os últimos dias. Tom ficou brincando com Zeus, o tigre branco de Alice, que foi chamado há pouco tempo por uma flauta.

O silêncio imerso da noite foi quebrado por sons de tiro.

Parte II – Silena Bouvier

Silena estava zonza, cansada, e ainda indignada por não ter conseguido achar comida. Estando fraca demais, a garota resolveu entrar em uma pequena loja de roupas para descansar, onde se deitou num grande balcão roxo. Não demorou muito para que a garota adormecesse, porém fortes ruídos a fizeram despertar imediatamente.

— Hã, o que?! — Gritou Silena, acordando assustada.

Quando olhou por entre os cabides de roupa, percebeu que a vitrine havia sido quebrada por algum tipo de pedra. Antes mesmo de esboçar uma reação, uma figura encapuzada e vestida de preto tampou a boca dela, sussurrando em seu ouvido:

— Fica quietinha, por favor. Eles tão lá fora, e qualquer barulho pode nos matar...

Do lado de fora da loja havia por volta de vinte homens em trajes militares, com um capacete sob a cabeça. Carregavam fuzis e metralhadoras, enquanto seus diálogos eram sempre: “achou ela?”. Silena não demorou a deduzir que eles estavam perseguindo ela e Alice, provavelmente a pedidos da Capital.

Logo após o barulho ter sido cessado, o estranho homem encapuzado acendeu a luz da loja revelando sua identidade. Era um rapaz loiro e jovem, de pelo menos vinte anos. Tinha cabelos cor de bronze espetados para cima num topete, que combinavam completamente com sua pele bronzeada. Vestia um moletom preto sem nenhuma roupa por baixo, que deixava seu peitoral malhado à mostra.

— Oi, qual o seu nome? — Perguntou o garoto, com seus olhos azuis brilhando.

— Hã, é... Meu nome é Silena. E o seu? — Foi tudo o que ela disse, aparentemente acanhada pela extrema beleza do rapaz.

— Leonardo. Mas todos me chamam de Léo, então fique a vontade.

— Ok.

Os dois jovens ficaram conversando por um bom tempo dentro da loja. Léo ofereceu um pedaço de pão para sua nova amiga, que faminta, aceitou. Logo depois Silena ficou atenta a como era a vida do garoto loiro antes do massacre, e aparentemente se interessou. Ele tinha vinte anos e trabalhava entregando pizzas para pagar um cursinho de enfermagem. O mesmo veio da Califórnia para Times City somente para visitar uma tia doente, porém nunca mais pode retornar ao seu lar, devido a grande catástrofe que aconteceu.

Quando já caia no sono novamente, Silena e Léo despertaram com vários lobisomens babando em seus pés. Só houve tempo para correr.

Parte III – Charlie Manson

Charlie não demorou muito para reagir ao barulho dos tiros, e logo se sentou nas costas do seu irmão, junto a Alice. Quando os dois já estavam atravessando a avenida principal, avistaram dois jovens atirando sob a neve atirando em alguns lobos. Um deles era loiro de porte atlético, enquanto a outra era uma menina morena.

— Silena! — Gritou Charlie, percebendo que a garota se tratava de sua amiga.

— Charlie! — Correspondeu a garota, com um grito de mesmo tom.

“Quer que eu pule encima deles, maninho?”, sussurrou Tom nos pensamentos de Charlie.

— Se não fosse pedir muito.

Dessa vez, o enorme lobo só respondeu com um violento rosnado.
Dentro de poucos segundos, os olhos azuis serenos de Tom ficaram psicóticos e sanguinários, tempo suficiente para que suas garras mortíferas atravessassem pelo peito dos dois humanoides. Não deu tempo para que outros lobisomens se aproximassem de Silena e Léo, pois todos estavam no chão, mortos e encharcados de sangue.
Silena parecia um pouco assustada e confusa, por não entender muito bem o motivo de Charlie estar nas costas de um lobo. Mas ao mesmo tempo estava feliz por ele estar vivo.
Os dois se abraçaram por longos minutos, até que Silena se permitiu dar um beijo melancólico em Manson, que só assentiu vermelho de vergonha. Alice também parecia não estar gostando muito da ideia, mas mesmo assim disfarçou, acariciando os pelos de Zeus.

— Pensei que tinha te perdido! — Disse a menina com olhos cor de chocolate, que não parava de chorar de emoção aos braços de Charlie.

— Hã, também senti saudades... — Correspondeu Manson, vermelho de vergonha.

— Com licença, mas se eu não estiver atrapalhando muito os pombinhos:, estamos no meio de uma luta e precisamos matar lobisomens. — Advertiu Alice.
Não demorou muito tempo para que o momento de afeto entre eles fosse rompido.

Logo em volta do grupo, havia pelo menos vinte lobisomens atacando Tom, que impressionantemente ainda lutava melhor que eles. Léo havia acabado de estourar a cabeça de cinco humanoides, o que despertou a atenção de Charlie e Alice.

— Quem é esse loirão que tá matando vários lobos? — Perguntou a menina ruiva, curiosa.

— Bom, é um cara forte que me salvou na cidade. Ele luta muito bem e vale por um exército. — Explicou Silena.

— Melhor do que eu, não é. — Retrucou Alice.

— É sim.

— Bom, dá pra vocês pararem de ficar brigando? — Advertiu Charlie.

Não deu tempo para obter uma resposta de Alice e Silena, pois quando se virou para trás, Charlie viu uma longa dinamite explodir bem ao seu lado. Depois, outras dez também estouraram.
E então, começou o início do fim.

Notas finais
E aí, o que acharam do Léo? Ele ainda vai ser muito importante pra história...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.