Notas iniciais
Oi meninas (os). Mais uma vez chegamos ao final de uma fic e eu como autora só tenho que agradecer muito a vocês. A cada um (a) que comentou e a cada um(a) que fez questão de recomendar. Vocês são super hiper mega ultra, especiais para mim. Moram no meu coração. Desta vez tivemos mais de 700 leitoras(es) e 146 recomendações até o momento. Agradeço com todo o meu coração e alma. São o carinho e a atenção de vocês que me fazem não desistir de continuar escrevendo. Sem poder deixar de agradecer é claro a KIKI, amiga e Beta fantástica. Esperando cada uma de você na minha nova fic Orgulho e Sedução onde o nosso Edward também será um cowboy fazendeiro. Ela começará a ser postada no final desse mês de outubro. Um milhão de beijos especiais e calorosos para vocês e até breve. Tiih/Paula.

Dois dias depois...

–Mãe, eu posso dormir lá na Tia Angie? Minhas amigas vão andar de pedalinho amanhã à tarde no lago, perguntou a menina com os olhos ansiosos.

–Hum, deixe-me ver...

Falou Bella fingindo que estava pensando no assunto, enquanto Edward atrás da filha esforçava-se para não desatar a rir, sabendo de antemão que Bella concordaria com o pedido da menina.

–Por favor, por favor...

Disse começando a dar pulinhos de inquietação na frente da mãe.

–Claro que pode, meu anjinho.

–OBA!!!

Gritou animada, atirando-se nos braços da mãe, beijando-lhe o rosto com o entusiasmo típico das crianças.

–Mas lembre-se: comporte-se, obedeça a sua tia e ao Seth. E já sabe que não vai para o lago se não houver um adulto responsável com você.

–A mãe da Claire e a da Heidi vão, disse Renesmee balançando a cabeça, concordando com tudo que a mãe falava.

–Ok, então agora pode ir arrumar suas coisas.

–Já estão arrumadas, respondeu Edward levantando o braço esquerdo mostrando a esposa, a mochila Pink da filha. Bella estreitou os olhos.

–Como assim?

Questionou fingindo estar zangada, seu olhar indo da filha apara o pai e retornando para Renesmee, que colocou as mãos para trás, desviando os olhos para o chão.

–Ela tinha quase certeza de que você concordaria, então para não perder tempo, achou melhor deixar tudo preparado antecipadamente, ele respondeu dando um amplo sorriso, piscando um olho para a filha em seguida.

–Por que eu estou com a nítida impressão que isso aqui é um complô?!

Falou abrindo os braços e apontando para os dois com um gesto abrangente.

–Pode ter certeza de que é, amor.

Ele respondeu lançando a cabeça para trás e dando uma sonora gargalhada. O som rasgou o ambiente familiar. Renesmee riu junto, acompanhando o pai e Bella rolou os olhos.

–O que vou fazer com vocês?!

Perguntou levantando e sentando subitamente, levando uma mão ao ventre. Edward, em segundo estava ajoelhado diante dela.

–O que foi?

Perguntou assustado com a reação dela.

–Nada...

–Bella!

–Senti uma pontada leve aqui no lado esquerdo, falou fitando-o fixamente. Edward arregalou os olhos ao ouvir aquilo, sentindo seu corpo inteiro retesar.

–Vou desmarcar o dentista, vamos ao médico agora mesmo, bradou impaciente com uma enorme preocupação. Bella estendeu o braço e segurou a mão do marido com a sua.

–Calma, Edward, não foi nada demais, disse tentando acalmá-lo.

–Como nada?! E se o bebê nascer antes da hora?! E se for uma contração?! Se nosso filho estiver entrando em sofrimento?!

Gritava olhando fixamente para ela. Bella então o empurrou para o lado, ficou de pé, pôs as mãos na cintura e o encarou.

–Quer se acalmar?! Já senti isso outras vezes e falei sobre o assunto com o médico a semana passada. Os olhos dele quase saltaram das órbitas.

E escondeu isso de mim?!

Bradou magoado. Renesmee olhava de um para o outro sem saber o que fazer.

–Não Edward. Eu não escondi nada de você. O doutor me garantiu que isso é normal em casos como o nosso. A criança é grande como Edward Júnior e a mãe tem a bacia estreita como eu. Ele até usou um termo que eu não lembro agora para descrever a sensação.

–Tem certeza disso?!

A desconfiança estava estampada nos olhos verdes.

–Sim, tenho. Eu não brincaria com algo tão sério. Pode ir sossegado. Eu jamais colocaria minha vida ou a do bebê em risco, respondeu sem deixar de fitá-lo.

–Pai, mãe, não briguem, pediu a menina visivelmente tensa. Edward relaxou um pouco quando escutou a voz da pequena.

–Não estamos brigando princesa. Eu e sua mãe estamos tendo apenas uma pequena discussão.

Bella aproximou-se da criança, afagando-lhe carinhosamente os ombros.

–Filha, às vezes os casais discordam, discutem ou até mesmo brigam, mas isso não quer dizer que não se amam, Bella emendou envolvendo a menina num abraço carinhoso.

–Tá bom, ela respondeu mais tranquila.

–Cuidado na estrada, falou erguendo o rosto para ganhar um beijo de Edward.

–Tudo bem. Eu vou, Bella, mas você vai ficar com a Alice, completou enfatizando a frase.

Bella sorriu em resposta.

–Certo. Eu iria chamá-la para fazer algumas comprar mesmo...

Edward beijou a testa da esposa enquanto ligava para Alice e explicava a situação.

Pdv Isabella Swan.

–O que acha deste Alice? Eu adorei!

–É lindo Bella, disse a amiga olhando demoradamente o macaquinho verde escuro de malha fria com a gola branca de tecido.

–E se ele tiver os olhos do Edward...

–Vai ficar perfeito, Alice emendou.

A vendedora nos olhou sorridente. Era a quinta peça de roupa que eu escolhia para o meu bebê naquela loja. Tudo ali era de qualidade, desde os móveis até os sapatinhos e meias para recém nascidos.

–A senhora vai querer mais alguma coisa?

Perguntou a moça de cabelos ruivos e olhos azuis, muito solícita.

–Acho que não, respondi satisfeita com tudo que havia escolhido. Alice havia sugerido que eu fizesse um chá de bebê ou simplesmente um chá de fraldas descartáveis, mas como Edward havia gastado muito com o casamento, achei melhor não. Nós tínhamos comprado um número razoável de pacotes de fraldas de tamanhos variados, e o bebê certamente receberia muitas visitas e presentes assim que nascesse.

–Que tal um bom conjunto para a maternidade?

A moça perguntou ansiosa por vender mais algumas coisas.

–Já comprei um, obrigada, falei entregando-lhe a pequena peça que tinha nas mãos, pedindo para que tirasse a nota. Ela fez o que eu pedi e me entregou a nota. Me preparei para ir até o caixa pagar quando ouvi a voz de sino de Alice soar atrás de mim.

–Como são os conjuntos para a maternidade que você tem?

Minha amiga perguntou curiosa. Os olhos azuis da vendedora brilharam com a pergunta.

–Eles são lindos, senhorita. A roupinha do bebê vem acompanhada de uma manta combinando com a camisola e o robe de seda para a mamãe. São confeccionados à mão, um trabalho maravilhoso.

E caro, eu quase falei. Com a explicação da moça, Alice sorriu amplamente.

–Eu gostaria de vê-los, por favor, pediu.

–Por aqui, chamou a vendedora.

–Ah, não Alice, protestei.

–O que foi?

Perguntou fingindo inocência.

–Não precisa me dar mais presentes. E eu já tenho um conjunto assim. A Sue me mandou de Londres, falei fitando-a fixamente.

–Bella, nós só demos o esterilizador para mamadeiras e três pares de sapatos, rebateu seguindo a moça e me ignorando.

–E isso é mais do que suficiente, concluí cruzando os braços sob os seios. Ela deu-me um olhar cético.

–Não para o Jasper. E muito menos para mim, disse por sobre o ombro.

–Você é muito teimosa, desabafei.

–Olha só quem fala...

Ela emendou e eu então resolvi desistir de argumentar. Se seria presente, ela que o escolhesse sozinha. Perguntei a moça onde havia uma cadeira para que eu pudesse me sentar e ela me indicou um sofá confortável próximo ao caixa. Esqueci de Alice por um momento, paguei minhas compras, recebi os pacotes e as sacolas e sentei-me confortavelmente decidida a esperá-la.

PDV Edward Cullen.

Fiz a curva na estrada com 140 KM/h, acelerando o volvo. Correr para mim era um grande prazer. Eu estava louco para voltar para casa. A consulta havia sido um sucesso. Eu ainda ria deliciado ao lembrar a cara de espanto do almofadinha loiro ao me ver. Ele me olhou de cima a baixo. Era uns cinco centímetros mais baixo que eu, com vincos ao redor dos olhos azuis e uma discreta barriga que começava a despontar contra o jaleco branco que vestia. Nessie fez uma festa quando o viu e logo em seguida nos apresentou cheia de orgulho ao dizer “esse aqui é meu pai, Caius”. Ele sorriu polidamente, apertou minha mão e perguntou por Bella meio que casualmente. Sorri com discrição quando minha filha explicou que ela não havia ido por causa da gravidez. Que a mãe estava pesada, com um barrigão e que o seu irmãozinho nasceria em breve. Ele ficou completamente desconcertado. Depois ofereceu-me uma cadeira que fiz questão de recusar, encostando meu corpo de forma displicente junto à parede, observando o seu trabalho. Renesmee comportou-se muito bem, fazendo tudo o que ele dizia. Em menos de uma hora nós já estávamos livres. Agradecei, paguei a consulta e saímos em direção a Pousada Weber onde Ângela e Seth nos esperavam.

Deixei minha princesa aos cuidados dos dois e resolvi voltar para casa o quanto antes. Eu não conseguia ficar longe de Bella muito tempo. Vendo que outra curva se aproximava acelerei o carro um pouco mais, a adrenalina correndo livre por minhas veias, a sensação de liberdade aumentando.

Mas o destino o é incerto e a vida muitas vezes nos pega se surpresa. Ao virar o volvo a toda velocidade na curva seguinte, deparei com duas crianças pequenas no meio do asfalto. Parecia que tudo acontecia em câmera lenta. Uma senhora com a expressão aterrorizada no acostamento, a boca aberta como se gritasse. Os pequenos fitavam o carro com os olhos quase saltando das órbitas, apavorados, paralisados pelo medo súbito. Era uma fração de segundos. Ou eu matava os dois ou puxava o carro e despencava num barranco. Meus reflexos falaram mais alto. Meus instintos fizeram minhas mãos girar a direção para a direita. Num piscar de olhos o carro rompeu a divisória de proteção e desceu declive a baixo. Eu fechei os olhos com força, segurando firmemente na direção, esperando que Deus não me faltasse naquele momento, clamando o auxílio dos céus, vendo o rosto lindo de Bella em minha mente.

O carro deslizou para baixo, descendo pelo terreno acidentado e íngreme, mas por milagre não capotou. Abri os olhos quando ouvi a morte sussurrar para mim, mas tentei ignorar. O veículo bateu violentamente em alguma coisa. Senti uma dor lancinante na perna. Minha cabeça tombou para trás com o inflar do air bag, minha visão ficou turva. Vi toda minha vida passar diante dos meus olhos com um flash gigantesco e rápido. Ouvi o estouro e logo depois senti o rasgo agudo de vidro no couro cabeludo, a umidade e o cheiro de sangue se espalhando numa velocidade alarmante. Pude sentir que o líquido quente e viscoso ensopava minha nuca, meu ombro, a manga da camisa. Fechei os olhos novamente, sentindo que minha consciência era sugada para outro mundo. Meus olhos se fecharam mais uma vez. Clamei a Deus que me desse mais uma chance. Implorei. Uma última chance. A de ver meu filho nascer, de tomá-lo em meus braços, carregá-lo em meu colo e viver um pouco mais ao lado da mulher que eu sempre havia amado. Depois disso não vi nem senti mais nada.

PDV Isabella Swan.

Eu continuava sentada no interior da loja observando Alice, estava no caixa agora, pagando por um conjunto de maternidade azul escuro lindo. Eu tinha que dar o meu braço a torcer, ela realmente sabia como escolher um presente. E que presente. Eu até já podia me imaginar usando aquelas peças, com o bebê nos braços, recebendo a primeiras visitas. Sorri discretamente. Meus devaneios foram interrompidos quando meu telefone começou a tocar. Abri a bolsa vermelha de couro e tateei em busca do objeto que vibrava com insistência. Atendei no quinto toque.

–Alô.

–Bella?

–Oi Emmett.

–Você está bem? E o bebê?

A voz dele soou estranha.

–Está tudo bem, Emm. E você?

Ele pigarreou.

–A Nessie está com você?

–A Nessie está em Lexington com a Ângela. Ela foi ao dentista com o Edward e depois ele a levou para lá. Angie me avisou assim que eles chegaram à Pousada.

Ele pareceu dar um suspiro de alívio.

– E... E onde você está?

Perguntou ansioso.

–Fazendo compras com a Alice, porquê? Emmett você parece ansioso, aflito... Não sei bem... Aconteceu alguma coisa?!

Perguntei começando a sentir um aperto em meu peito.

–Bella, eu quero que passe o telefone para a Alice agora, ok?

–Emmett, você está me assustando, falei nervosa.

– Bella, se acalme e passe o telefone para a Alice, disse com firmeza e autoridade. Ignorei totalmente.

–Não. De jeito nenhum. Eu quero saber o que está acontecendo!

Esbravejei atraindo a atenção de todos, principalmente de Alice que havia chegado ao meu lado. Ele bufou do outro lado da linha.

–O quer foi Bella?!

Perguntou Alice confusa. Neguei com um gesto de cabeça, esperando que ela entendesse que eu não sabia. Ainda.

–Bella, escute...

–Fale logo, Emmett. Aconteceu alguma coisa com o Edward?!

Alice me olhou aflita e segurou minha mão que estava livre entre as suas. Os cinco segundos que se seguiram foram angustiantes. O silêncio era mórbido e aterrorizador. Eu não conseguia respirar direito.

–Edward sofreu um acidente.

Eu gelei. Senti meu estômago revirar. Minha visão escureceu e eu desabei sobre o sofá, sentindo o aparelho escorregar pelos meus dedos. Edward. Edward havia sofrido um acidente. Um acidente... Meu Deus, ele estava morto. Meu marido estava morto! Não! Ele não podia morrer! Não o meu Edward! Mas porque o Emmett estava tão tenso em me dizer a verdade?! O que aquilo significava?! Ouvi a voz de Alice distante. As pessoas na loja correndo em minha direção, me segurando, me dando água, pedindo que eu tivesse calma, que me deitasse. Minha cabeça vagava num caos completo. Eu sentia as mãos me segurando, me tocando, mas nada ali agora parecia real.

Não!!!!

Não percebi que estava gritando até ter todos os olhares em volta vidrados em mim. Meu corpo todo tremia incontrolavelmente. Lágrimas grossas escorreram pelo meu rosto, meus olhos buscaram Alice.

–Eu preciso vê-lo, falei estendendo minha mão na direção dela.

–Ele foi levado para o Hospital de Urgência e Emergência, ela respondeu branca como um vampiro. Ele estava no hospital. No hospital. Então ele estava vivo. Edward ainda estava vivo. Sacudi a cabeça banindo os pensamentos mórbidos que começaram a me atormentar.

–Por favor, me leve até lá, supliquei esforçando-me para levantar. As vendedoras e outros clientes da loja apressaram-se em me ajudar. Agradeci com um sorriso frio e trêmulo, orando de forma incessante, pedindo a Deus que não o deixasse morrer. Tivemos dificuldades para dar a partida no carro. As mãos de Alice tremiam tanto que ela quase não consegue colocar a chave na ignição.

A um quarteirão do hospital avistamos um reboque com o volvo prateado sobre ele. O carro estava disforme, todo amassado, parecendo lâminas de metal retorcido. Meu peito se contraiu dolorosamente, minha respiração ameaçou faltar, meu ventre doeu. Alice me olhou com os olhos rasos d’água. Seu pensamento foi absolutamente igual ao meu. Ninguém poderia ter saído vivo daquele desastre. O carro falava por si só. Alice acelerou e em menos de quatro minutos chegamos ao Hospital Geral de Urgência. Saltei aos tropeços, minhas pernas bambas. Alice me amparou e juntas entramos, parando na recepção, onde Jasper e Emmett já se encontravam. Os dois me fitaram apreensivos. Jasper correu para abraçar a mim e a Alice. Seu abraço era um calor, um conforto, mas eu estava anestesiada contra tudo.

–Como ele está?! Onde ele está?!

Gritei sentindo minhas palavras ecoarem nas paredes brancas e insípidas do ambiente.

–Foi para a cirurgia, anjo. Agora por favor, procure se acalmar, pediu Japer colocando as duas mãos sobre os meus ombros.

Ele estava no bloco cirúrgico e aquilo significava que ele ainda estava vivo, Graças a DEUS! Ele era a minha vida e eu não podia permitir que ele me deixasse, que deixasse os nosso filhos. Eu não conseguiria viver sem ele outra vez. Meu ventre doeu. Apertei os lábios com força, sublimando a dor. Eu não queria que ninguém percebesse.

–Não há nada que possamos fazer agora, Bella. Temos de esperar. Pense no bebê, por favor, pediu Emmett tirando seu chapéu e sentando numa cadeira da recepção. Ele parecia carregar o mundo inteiro em suas costas.

–O que houve Emmett?

Ouvi Alice perguntar baixinho. Não ouvi a resposta do meu cunhado. Eu estava aflita demais para me concentrar em alguma coisa. Pouco depois chegaram Seth, Paul, outro policial e uma senhora que eu não conhecia, de cabelos negros e olhos vermelhos. Paul apontou para o Emm e a senhora foi até ele.

–Seth?

–Oi Bella, respondeu aproximando-se.

–Minha filha...

–Não sabe de nada. Nem a Ângela sabe. Achei melhor não preocupá-las sem antes saber mais notícias, ele explicou. Fiquei momentaneamente aliviada. A senhora então veio na minha direção e ajoelhou-se diante de mim. Todos se aproximaram.

–Eu só queria agradecer, minha filha.

–Agradecer?!

O que estava acontecendo ali?!

–Meus meninos correram para o meio da estrada, sem que eu pudesse evitar. O carro do seu esposo fez a curva na hora errada. Ele poderia ter matado as minhas crianças, mas não o fez. Ele puxou o carro e despencou no barranco, ela disse com o corpo sendo sacudido pelos soluços.

Eu não conseguia me mexer ou mover um músculo que fosse.

–Ele salvou minhas crianças e eu nunca vou poder pagar o que ele fez. Vou rezar para que Deus proteja seu esposo, minha filha e lhe preserve a vida.

–Todos nós estamos rezando por isso, respondeu Emmett com a voz embargada.

As palavras dela rasgaram meu coração ao mesmo o tempo em que me deram um pouco de paz. Edward havia se sacrificado para não matar duas crianças inocentes. Eu balbuciei qualquer coisa para a mulher em resposta. Ela então levantou e retirou-se logo depois.

–Emmett!

–Rose!

Os dois abraçaram-se e em seguida Rose voou em cima de mim, me abraçando, me dando conforto e dizendo palavras de carinho e solidariedade. Dois motociclistas chegaram feridos e as famílias passaram por nós desesperadas. Eu tentava ignorar a náusea e a repulsa que aquele cheiro tão característico de hospital provocava em mim. O tempo congelou e depois passou sem que nós percebêssemos.

–Xerife Cullen?

Uma voz estranha irrompeu no saguão do Hospital.

–Sim?

Virei-me ao som daquela desconhecida voz. Um médico com roupas de cirurgias, máscaras e luvas de procedimento nos encarava. Ele parecia exausto. Me aproximei imediatamente.

–Como está o meu marido, doutor?!

Perguntei sentindo que a angústia me engolfava por completo. Ele fitou meu ventre crescido antes de responder.

–Está vivo, senhora Cullen, disse deixando-nos aliviados.

–Eu sabia! Meu irmão é forte como um urso!

Emmett bradou com sua voz de barítono. Paul e Seth gritaram alguma coisa. Jasper deu um murro no ar. Rose sorria nervosa. Eu, Alice e Emmett começamos a chorar de alegria e alivio. Meu Deus, Obrigada! Obrigada por salvar o Edward. Meu marido estava vivo! O amor da minha vida havia escapado com vida daquele terrível acidente. Era um milagre. Uma bênção de Deus. Vivo! As s do médico ecoavam em meus ouvidos como uma música festiva. Eu não cabia em mim mesma. A felicidade era imensa, demasiada. Edward não iria me deixar. Nunca.

–Oh, Senhor, Muito Obrigada!

–Mas foi por pouco. Ele teve diversas escoriações, algumas fraturas e uma grave hemorragia interna. Alguns órgãos foram seriamente danificados. Tivemos de fazer duas cirurgias seguidas e quatro transfusões de sangue. Seu fêmur esquerdo está quebrado e têm arranhões por todo o corpo, mas ele vai viver, concluiu.

E eu o ajudaria no que fosse preciso para que ele se recuperasse.

–Posso vê-lo?!

Perguntei sendo consumida pela ansiedade. O médico pensou um pouco antes de responder.

–Ele deve ir para o CTI em breve. E lá apenas dois de vocês poderão vê-lo por quinze minutos cada um.

–Obrigada, doutor.

–Muito obrigado mesmo.



Notas finais
Mais uma historia chegando ao fim meninas,..... bem ainda temos o Epílogo. que deverei postar amanha ok. Beijos Kiki