Armadilha Do Destino.

44 Capítulo 44– Corações abertos.


Notas iniciais
Olá garotas...

PDV Edward Cullen.

-Uma história?

Ela perguntou com a respiração pesada, toda atenção focada em mim. Eu podia ver os pêlos de sua nuca eriçados, sentir a nossa conexão sexual, a química poderosa das nossas peles, os arrepios de eletricidade sexual.

-Sim. Andei pensando muito sobre nós e no que me disse anteriormente.

Fiz uma pausa proposital. Ela me fitava com muito interesse.

-Bella, você tinha razão quando falou que eu joguei nossas vidas fora. Agi como um idiota, um verdadeiro imbecil quando acreditei nas palavras do seu pai e saí da cidade sem procurar você, sem lhe dar uma chance de se explicar.

Ela prendeu a respiração, os olhos castanhos ansiosos em expectativa. Continuei:

-Mas não foi por não confiar em você ou por não acreditar no seu amor por mim. Foi por minha causa. Por causa do que eu sentia por mim mesmo.

-Como assim?

Sua ansiedade transpareceu na pergunta.

-Vou explicar. A vida inteira sempre fui tratado como inferior por ser pobre, filho de costureira e morar na periferia. Sempre fui menosprezado pelos outros, não importava o quanto eu me esforçasse para fazer as coisas direito, para trabalhar dignamente, ser honesto. Isso era a minha realidade, Bella. A realidade da minha família. Mamãe podia confeccionar vestidos maravilhosos para as mulheres da alta sociedade, mas jamais seria uma delas.

-Edward...

-Deixe-me terminar. O seu pai não precisou se esforçar muito para me convencer de que você havia me usado, por que lá no fundo eu não me achava digno do seu amor. Você era uma princesa, o sonho de qualquer rapaz. Linda, rica, jovem e inocente demais. Eu não acreditava que a vida havia me dado um presente como aquele. Como você. Minhas dúvidas eram uma constante. Sofri como um condenado, me senti um tolo, idiota, enganado, traído. Fui magoado até a alma, mas acreditei em todas as coisas que o seu pai me falou.

-Sinto muito, respondeu umedecendo com a ponta da língua os lábios rosados.

-Também sinto, mas isso aconteceu muito tempo atrás, como você mesma disse ainda há pouco. Nós mudamos. Sou uma pessoa completamente diferente agora. Tornei-me um empresário de sucesso, transformei minha vida e fiz todos os que me desprezaram um dia, reconhecerem meu valor. Entretanto, ao longo dos anos, descobri que sempre tinha me esforçado mais do que era necessário. Não sou mais o rapaz jovem e imaturo que você conheceu. Sou um homem. Um homem que sabe exatamente o que quer. E não quero mais mal entendidos ou inseguranças entre nós dois. Chega. Fomos vítimas de uma armadilha do destino, mas este mesmo destino se encarregou de nos dar uma nova chance. Quero me casar com você, Bella.

Ela suspirou.

-Por causa de Renesmee e do bebê, rebateu baixinho.

-Quero que formemos uma família de verdade. Quero ser seu amigo, seu marido, seu companheiro, seu amante. Seu confidente, assim como o Jasper, continuei.

-Está tentando me subornar com isso?!

Perguntou. A mágoa refletida nos lindos olhos escuros. Eu sabia que ela nunca havia tido uma família de verdade em sua vida.

-Não, respondi com veemência, colocando a mão no meu bolso.

-Edward, eu não sei.

-Encontrei isto numa caixa de jóias no banheiro. Você a guardou durante todos esses anos?

Eu disse mostrando a corrente, sentindo meu coração se aquecer vendo-a corar.

-Guardei, respondeu prontamente.

-Por quê?

Insisti. Ela desviou os olhos dos meus por um instante.

-Essa corrente era especial para mim, respondeu.

-Por que?

Insisti, mas ele não respondeu. Em vez disso, mordeu o lábio inferior, levando-o entre os dentes.

-Edward...

-Sabe o que eu estive pensando nas últimas horas? Porque razão uma mulher guardaria uma coisa assim durante dez anos se não sentisse nada pelo homem que deu isto de presente a ela. E por que esta mesma mulher nunca disse uma única palavra ruim a respeito deste homem para a filha deles dois. Você disse que me odiou quando descobriu que eu fui embora achando que eu a abandonei, mas veio morar aqui comigo sem nem ao menos tentar garantir a guarda da Nessie.

-Você não me deixou escolha, retrucou num sussurro.

-Bella, quando estamos juntos na cama somo dinamite pura. Posso ser um bom marido e um bom pai para os nossos filhos. Isso é muito mais do que diversos casais tem por aí. Por que você reluta tanto em ser minha esposa?!

-Por que isso não é o suficiente, Edward.

Falou nervosa.

-E o que seria suficiente para você?

-Amor, falou desviando seu olhar.

Achei que meu coração não pudesse bater de forma tão veloz. Parecia que ia explodir de tanta felicidade. Minha intuição estivera certa todo esse tempo.

-Você guardou por anos a fio um presente que lhe dei na noite em que você disse que me amava. O que isso significa então?

Pressionei.

-Ok, eu me rendo. Eu ainda te amo, Edward! Está satisfeito?! Eu nunca pude deixar de te amar, nunca consegui esquecer você! Mesmo quando minha consciência gritava que era errado e que você tinha me abandonado.

Poderia um coração machucado e sofrido como o meu renascer das cinzas?! Sim! Era o que estava acontecendo naquele exato momento. Foi tomado por uma mistura de alívio e felicidade. Era tão magnífico quanto doloroso, o banho que veio a mim com o som de suas palavras. Bella me amava. Sua voz se repetia com o um eco em meus tímpanos. Inspirei um pouco sentindo a queimação que latejava na minha virilha. E dei as boas-vindas ao desejo in suportável que estava surgindo.

-Tive vários encontros ao longo dos anos, mas nunca deixei que outro homem me tocasse. Era como se a lembrança da sua imagem voltasse e me assombrasse. O máximo que fiz foi dar alguns beijos. Somente isso.

Ela nunca havia conhecido outro homem. Aquela frase reverberava em minha mente como um letreiro luminoso. Ela não percebeu a minha felicidade e continuou falando angustiada:

-Mas e quanto a você? Um casamento de verdade não se baseia apenas no fato de você amar os nossos filhos, providenciar um belo lar para nós ou nos sustentar de tudo. Amor unilateral não é suficiente pra manter uma relação, não é bom para ninguém. Também não é bom um casamento apenas para formar uma família, pelo bem dos filhos ou para corrigir um erro do passado. E eu não me casarei sem amor, Edward.

Fitei-a maravilhado e comecei a rir um riso profundo que brotava do interior do meu ser áspero e quase incontrolável.

-Não posso acreditar no que estou ouvindo! Meu Deus! Você não quer se casar comigo por que acha que eu não te amo?! Como pode ser tão obtusa?! Por que acha que corri atrás de você como um cachorrinho desde que te encontrei em Lexington?! Por que acha que eu exigi a sua presença nesta casa junto com a da nossa filha se nós poderíamos compartilhar a guarda como tantos pais fazem hoje em dia?! Por acha que eu me ofereci para lhe emprestar dinheiro para a reforma de Twilight quando todos os bancos da região concordam que o projeto não vale a pena?! Por que acha que eu não consigo ficar longe de você nem da sua cama?!

Os olhos castanhos marejaram repletos de esperança e luz.

-Eu te amo, Isabella Marie Swan. Eu nunca deixei de te amar e por isso não consegui dar certo com ninguém. Nenhuma outra mulher conseguiu me satisfazer plenamente. Nunca senti vontade de passar dois meses seguidos com a mesma garota. Nunca encontrei uma mulher que me fizesse desejar um casamento, laços afetivos, um compromisso mais sério. Eu queria você. Só você. E me punia por isso. Mesmo te odiando por achar que tinha me traído com o Jasper, eu te queria.

As lágrimas escorriam soltas por sua face de porcelana.

-E quanto a Jéssica?

-Ficamos juntos algumas vezes, mas nada sério.

Respondi prontamente.

-Você a elogiou muito ontem à noite. Prestou atenção ao vestido dela... Disse insegura.

Meu sorriso alargou.

-Por que achei ter visto um lampejo de ciúmes nos seus olhos e me agarrei a isso com unhas e dentes. Jéssica nunca significou nada. Ela poderia estar usando lingerie ou um vestido de grife ontem à noite. Pouco me importa.

Só então vislumbrei a sombra de um sorriso em seus lábios.

-Eu queria provocar você, fazer com que admitisse que se importava comigo, que queria ficar comigo. Não sabe quanto tempo eu esperei por isso. Tinha de ser você. Sempre foi você. Quando te vi dançando com aquele loiro imbecil num barzinho novo em Lexington, eu quase surtei. Senti que jamais havia te esquecido. Ainda te amava da mesma forma. Mais até do que antes. E dei um jeito de te seguir aquela noite, descobrindo onde você morava, mas Ângela chamou a polícia e eu tive que ir embora.

-Oh, Edward! Estou tão feliz em saber disso... Mas, espere aí. Você me viu com o Caius?

-Até o nome é imbecil.

Resmunguei sentindo um ciúme ímpar.

-Quer dizer... Foi você na Pousada?! Angie achou que era um ladrão, respondeu sorrindo por entre as lágrimas.

-E quando nos reencontramos, morri de ciúmes do homem que tinha feito uma filha em você. Meu coração quase parou quando dei banho em Nessie e vi que era minha filha. Quando descobri que eu havia plantado minha semente em você e não um outro homem. Você estava mais forte, com uma postura profissional, decidida. Muito mais desejável também. Mulher, você fez com que eu me sentisse um rapaz de vinte e um anos novamente. Eu te amo ouviu? Eu te amo e quero me casar com você por isso, embora todas as outras razões venham juntas acompanhando o pacote. Quero te abraçar, te levar para cama e fazer amor com você todas as noites até que nenhum de nós consiga se mexer, entendeu?

Ela jogou-se nos meus braços, beijando com desespero e sofreguidão, selando a nossa conversa, dando início a um novo começo em nossas vidas. Deslizei minhas mãos pelo seu corpo, reacendendo o desejo crescente. Ela gemeu contra os meus lábios quando minhas mãos buscaram os seus seios sobre o tecido sedoso da blusa macia.

-Por que não disse logo que me amava, perguntou afastando-se alguns centímetros.

-Por que eu não tinha certeza dos seus sentimentos até hoje. Mas deixei meus sentimentos muito claros, várias vezes.

Respondi envolvendo seu rosto com as mãos, beijando-a novamente, meus lábios e língua exigindo tudo dela. Ela estremeceu excitada e cheia de desejo, como eu.

-Edward, eu quero você, disse baixinho fazendo aumentar a chama que queimava dentro de mim. Segurei com firmeza levando-a nos braços até o tapete na frente da lareira, deitando-a sobre o mesmo, desabotoando sua blusa com rapidez.

-Que tal tomarmos um banho primeiro?

Provocou sorrindo.

-Não temos uma banheira aqui perto sua sedutorazinha. E saiba que vou fazer você me dar outro banho daqueles. Fiquei viciado depois de hoje cedo.

-O que seria de um banho sem um toque feminino? Você quer outro?

-Sim. Vários.

-Darei com prazer, respondeu quando deslizei a blusa pelos seus braços sacudindo-a fora do seu corpo. Ela então ergueu os quadris para que eu desabotoasse o short, o que fiz imediatamente. O sutiã foi a próxima peça a ser retirada. Beijei delicadamente o pescoço alvo, enquanto ela pendia a cabeça para trás, deixando-se beijar. Olhei para os seios livre, maravilhado. Eles eram perfeitos para caber em minhas mãos, os bicos clarinhos como botões cor de rosa. Sua respiração estava mais acelerada, assim com a minha. Friccionei os mamilos com os dedos arrancando um gemido baixo de sua garganta.

-Edward...

-Sim?

-Quero sua boca.

Senti uma carga eletrizante de luxúria e excitação me percorrendo. Um som quase animal saiu de minhas entranhas. Com Bella tudo se tornava mais forte, mais intenso. Baixei a cabeça passando a língua em um dos mamilos já túmidos, vendo ela arquear as costas expondo-os ainda mais. Suguei, mordisquei devagar e mais depressa, um de cada vez. Ela gemeu alto, emaranhando os dedos em meus cabelos, segurando forte.

-Linda, preciso que você me toque, falei sentindo que seria capaz de gozar apenas acariciando-a.

Ela enfiou as mãos por entre os n ossos corpos, chegando até o zíper de minha calça, abrindo-o com urgência, deslizando as mãos quentes no meu pau.

-Hum... Ao natural, Edward?

Perguntou sorrindo ao perceber que eu estava sem cueca.

-Completamente, respondi dando um sorriso devasso, me erguendo para tirar o restante das roupas. Olhei para Bella que estava linda e nua sobre o tapete. Os olhos semicerrados, a boca entre aberta, os lábios inchados pelos beijos, deitando-me sobre ela outra vez.

-Não estou aguentando mais, você me deixa maluco Isabella Marie Swan. Preciso de você, agora! Enlace minha cintura, pedi sentindo as pernas torneadas envolverem minha cintura, tendo respirar fundo algumas vezes, para não perder de vez todo meu controle.

Beijei-a apaixonadamente, passando minhas mãos por todo aquele corpo feminino, macio e cheio de curvas, introduzindo um dedo dentro da fenda úmida, apertada e quente, enquanto sugava ritmadamente um mamilo. Bella estava pronta, tão excitada quanto eu. Retirei o dedo inalando o cheiro da excitação dela, o cheiro da essência, cheiro de mulher. Me alinhei sobre ela e investi devagar. Bella suspirou languidamente ao sentir a cabeça do meu pau entrando em sua vagina, gritando em seguida, quando me enterrei de uma só vez, sentindo um calor delicioso em torno do meu pau.

-Espero que essas paredes sejam a prova de som. Senão daqui a pouco tenho quase certeza que teremos companhia.

Ela falou divertida.

-Não sei como você adivinhou, mas todo esse cômodo é a prova de sons.

-Devasso!

Retrucou sorrindo.

-Só com você, amor.

Rebati com pura malícia, começando a movimentar meus quadris de encontro aos dela. Pelas frestas da cortinas o sol do fim da tarde banhava parcialmente o ambiente, emoldurado com a luz alaranjada, transformando-o na imagem de um refúgio perfeito para amantes apaixonados e ansiosos. Devagar começou a aumentar os movimentos dentro de Bella. Minhas arremetidas eram ora lentas, ora mais rápidas e mais profundas, fazendo-me suar, devido a grande concentração e controle, para não atingir o clímax antes dela.

Eu nunca havia imaginado que o ato de amor com Bella poderia ser mais intenso do que era, causando um prazer físico tão latente que beirava a dor. Tudo era mais intenso agora que nós sabíamos a profundidade dos nossos sentimentos. Eu sentia que Bella me tomava por inteiro. Que ali estavam o seu corpo, o seu coração, sua mente e sua alma, por isso a entrega era tão única e especial.

-Quero estar olhando para você quando você gozar... Goze para mim, Bella, liberte-se, goze para mim...

Provoquei levando minha mão entre nossos corpos, meu polegar massageando seu clitóris. Ela gemeu alto.

-Edward, Ohh...

- Sim, amor, sim...

Respondi acelerando o ritmo das investidas, sentindo o corpo dela apertar meu pau duro, sabendo que ela estava na borda e que agora eu finalmente podia poderia soltar o animal enjaulado dentro de mim, que clamava de forma incessante pelo alívio do orgasmo. Com mais duas estocadas, vi o momento que Bella lançou a cabeça para trás, sendo dominada por espasmos incontáveis, seu corpo sendo sacudido contra e sob o meu. Dei um grito gutural, no instante em que o meu pau explodiu de gozo em sua cavidade macia e úmida, liberando todo meu desejo, toda minha loucura, todo amor represado em meu coração há dez anos por aquela mulher. E eu estava feliz demais por amar e saber que era correspondido. Suspirando aos arquejos, cai sobre Bella exausto e plenamente satisfeito, como nunca na vida antes havia me sentido. Uma entrega mútua e total.

Sexo, Luxúria. Suor. Tudo parecia estar impregnado no ar. Eu precisava levantar e abrir um pouco as janelas, mas não tinha vontade. Tudo o que eu queria era permanecer ali com Bella nua nos meus braços.

-Edward?

-Sim?

-Acho melhor levantarmos.

-Também acho, respondi preguiçosamente. Ela deu o primeiro passo, dando um beijo no meu ombro, pondo-se de pé e vestindo suas roupas. Em seguida, jogou minha calça e a camisa na minha direção. Foram não mais que alguns minutos antes que batidas leves e infantis fossem ouvidas. Nessie estava a nossa procura.

-Mãe? Posso entrar?

Nossos olhares se cruzaram e dois sorrisos surgiram. Bella respondeu que sim, enquanto eu caminhava até as largas janelas do cômodo preparando-me para abri-las e arejar um pouco o ambiente.

Notas finais
Em Fim estes dois se acertaram de vem nê, o Amor e lindo.
Ja vou postar o cap. de hoje.