Are u crazy?

5 Who we are


"It’s who we are
Doesn’t matter if we’ve gone too far
Doesn’t matter if it’s all okay
Doesn’t matter if it’s not our day"

(Julie)

Danny é o pior idiota do mundo, eu fui direto para o chalé três. Quando eu abri a porta Percy me encarou.
– Julie, temos que conversar. — disse Percy.
– ah! O que você quer?
– que você pare de fazer merda!
– mas eu não fiz nada!
– ah, não? Os ovos nos garotos de Apolo, o chalé de Ares com arco- íris, pó de mico na maquiagem das meninas de Afrodite e a guerra de comida.
– ok, talvez eu tenha feito algumas dessas coisas.
– vá para o seu quarto. — mandou Percy.
– não.
– vai, agora. — ele disse, eu continuei parada e ele me arrastou pelo braço e me jogou dentro do quarto e trancou a porta.
– Percy! Quando eu sair vou te matar! — eu gritei esmurrando a porta. — Percy!
Eu soltei um grito. Esse acampamento é uma grande merda. Eu me joguei na minha cama, eu preciasava ir para Fort Summer, fazer alguma coisa para ajudar o Leo.
Eu peguei a minha mochila e comecei a colocar o maior numero de coisas possivel, eu peguei meu cartão de credito, um punhal, algumas dracmas que eu peguei "empretadas" de Percy.
Eu abri a janela, joguei a minha mochila e depois desci por um cano. Eu andei cortando caminho pelos campos de morango. Quando saí dos campos de morango eu passei por uma parte onde tinha uma plantação parecida com pradarias, que eram o caminho mais curto.
Eu me encontrei com Danny.
– Julie, pra onde você vai?
– ahn... pra lugar nem um.
– e por que a mochila? — ele peguntou.
– eu to brincando. — falei, aí eu percebi que tinha inventado a desculpa mais bosta do mundo.
– brincando, é? Posso brincar também?
– não! O... limite da brincadeira é uma pessoa no máximo, foi mal, pode brincar sozinho se quiser. — falei e saí andando antes que eu falasse mais merda.
– você é uma péssima mentirosa Julie Grey. — ele disse.
Eu me virei pra ele e revirei os olhos.
– o que você quer? — perguntei.
Ele se aproximou de mim e olhou nos meus olhos com aqueles olhos furtacor que de algum jeito me deixavam confusa.
– quero ir com você. — ele disse.
– Danny, um de nós la fora já é suficientemente ruim, não precisamos de merda vezes dois.
– se você for sozinha você vai morrer! E eu não quero que isso aconteça.
– como se você se importace Danny. — eu falei. Ele me encarou.

– mas eu me importo. — ele disse me olhando daquele jeito, que só ele olhava.

– você tem três minutos pra arrumar as suas coisas.
– a gente se encontra na fronteira, não pense em sair sozinha. — ele disse.
Eu suspirei e fui para a fronteira, quando cheguei lá eu olhei para trás e vi Danny correndo, eu me virei para a passagem.
Danny chegou atras de mim ofegante, o loiro usava uma camiseta branca, uma calça jeans e um par de tênis.
– você esta com medo? — ele me perguntou.
– não.
Eu disse e atravessei a fronteira. Eu e Danny andamos até a estrada.
– o que você ta pensando em fazer? — ele me perguntou.
Eu não sabia o que responder, ai passou um carro e eu estendi o braço. O carro parou e um cara abaixou o vidro.
– oi gatinha, quer dar uma volta? — ele me perguntou.
Eu dei um sorriso gentil. Danny me passou o punhal e eu mostrei pro cara.
– sai agora, ou você morre. — eu falei.
O homem saiu do carro e me deu a chave.
– obrigada. — eu falei.
Danny entrou no banco do passageiro. Eu liguei o carro e pisei no acelerador.
– você esta louca? — ele perguntou.
– só um pouco. — eu disse.
– Julie a cerca! — gritou Danny.
Eu soltei um grito. Eu passei por cima da cerca de uma fazenda com o carro, e depois eu vi varios pontos brancos do outro lado.
– As ovelhas! — ele berrou.
Eu larguei o volante e fechei os olhos.
– Julie! — ele gritou.
Eu senti Danny tomar o volante, ele abriu outro buraco na cerca e retomou a estrada, eu abri os olhos, eu pisei no freio e suspirei.
– você tem carteira? — ele me perguntou.
– não. — eu disse.
– então, você nunca dirigiu antes?
Eu fiz não com a cabeça. Do nada eu escutei algo cair em cima do teto do carro, e ele amaçou. Eu e Danny nos voltamos para o banco de trás.
– o que é isso? — eu perguntei sussurrando.
– uma fúria. — ele respondeu.
O teto amaçou mais um pouco.
– a gente tem que sair daqui. — ele disse.
Eu simplesmente enfiei o pé no acelerador, o monstro caiu na estrada. Eu peguei um caminho estranho, e em mais ou menos duas horas chegamos em Nova York.