Notas iniciais
Pois é, 3.5.. Acontece que eu esqueci de postar esse capítulo inteiro, sou lesada mesmo. Então, aí vai, dividi o que sobrou em mais duas partes, ficou realmente grande ç-ç

A noite se tornava mais fria e escura. A miko já havia se preparado, vestindo sua roupa de caçar yokais, e esperava pela amiga num ponto da cidade, uma grande escadaria que levava até o alto de uma escola abandonada por conta das férias. Não demorou muito para Anna aparecer, tropeçar e rolar escada abaixo.

-Nossa, que entrada triunfal, ahn?

-Que foi? Você queria que eu descesse rolando escada abaixo gritando meu próprio nome?

Ela se levantou, batendo a mão na roupa para tirar a poeira da queda. Ryno esperou ela se recompor para seguir em frente.

-E então, o que você descobriu? -disse

-O nome da irmã kawaii da garotinha não-tão-kawaii é Flandre Scarlet. — Anna abria a caderneta em seu bolso. — Bem... o resto são informações desnecessárias.

Enquanto isso, Ryno enrolava uma fita em torno da entrada da escadaria. Queria ter certeza de que ninguém entraria ali. De fato, não havia nenhuma pessoa na rua neste horário, porque estava frio, muito frio.

-Ah,vamos acabar com isso e voltar pra casa, ta ficando frio. — E começou a andar escada acima.

O caminho ate a escola abandonada era bem longo. A jovem sacerdotisa não conhecia aquele lugar, quase não ia ali. Já Anna conhecia bem. Ela andava por toda a cidade, e por isso era fácil localizar tudo e todos. Possuía uma boa noção de espaço e raciocínio rápido, ma só para algumas coisas.

-Aliás, como você chegou aqui tão rápido?

-Ahn... vim...de.. blicicleta! — A garota engasgou um pouco antes de responder. -Há,sou a mais rápida daqui!

E colocando a mão na cintura,começou a rir alto. Ryno continuou a andar deixando a amiga para trás, e essa saiu correndo ao ver um esquilo saindo de uma moita perto dali. O vento forte e frio que batia dizia que a chuva iria começar, e isso preocupava um pouco a sacerdotisa.

-Ahn... Ryno... você deixou a Remilia sozinha no templo? — Anna parou pro um minuto, um pouco assustada.

-Deixei. Tem algum problema? – Ryno olhava sem entender para a amiga, que agora realmente estava muito assustada.

-Sabe... ela não é normal... ela é uma vampira, mesmo assim você deixa ela sozinha?

Os pássaros se assustaram com o grunhido de raiva e ódio da miko. Esta caira no chão logo depois da manifestação de raiva, enquanto a outra recuava lentamente escadaria a cima.

-Anna....VOCE SO ME FALA ISSO AGORA?! — Berrou, abaixando a cabeça. Se levantara devagar, seu corpo emanava uma aura terrível de ódio e desprezo, e Anna sabia que isso resultaria em sua “morte”. — Estou com você ha praticamente duas horas, e vem me disser isso agora? – Disse, segurando na gola da amiga, a sacudia de um lado para o outro fora do chão.

— A-achei que já tivesse percebido — A garota tentava se desculpar sem jeito.

— Claro, eu percebi que ela era uma vampira, tanto que eu deixei ela sozinha entre um bando de humanos deliciosos cheios de muito sangue vermelho e quentinho correndo pelas veias. É como se eu tivesse colocado um lobo entre um bando de ovelhas obesas e falasse “pega lobinho, pega!” Só que em vez de um lobo, eu estivesse dizendo ”Pega Remilia, pega!”. — Ryno parou por um momento.

-Hei, espera, se a piralha é uma vampira, isso quer disser que a irmã dela... também é uma?

Anna concordou com a cabeça, sendo solta no chão logo depois. A sacerdotisa recuou alguns passos, tomando a distancia que precisava. A outra, tentava desesperadamente se arrastar escadaria acima, enquanto Ryno ria de seu desespero com o olhar supremo de desprezo e ódio.

— ~Ne, acho que você vai adorar encontrar a Flandre primeiro. Vai chegar lá rapidinho, que tal...VOANDO?

Ouve-se um estrondo, junto com uma espécie de torpedo que cortava as árvores. Anna voara escadaria acima, batendo de costas contra a parede do colégio. Pouco depois, a sacerdotisa aparece no pátio limpando as mãos, satisfeita. Mas sua satisfação logo acaba ao ver a imagem a sua frente: As portas de todas as salas estavam quebradas, janelas destruídas e à frente do colégio, além da marca do corpo da amiga, havia uma fissura atravessando a frente de fora a fora. Essa cena, acompanhada pela lua escarlate que começava a surgir, pintava o céu de vermelho, deixando a noite mais medonha e fria do que antes.

-Mas que... infernos aconteceu aqui? — Ryno não conseguia acreditar no que via. Não aceitava que uma garotinha menor do que ela provocaria aquele estrago todo.

- Quando eu conversei com a Remilia e a Sakuya, elas me disseram que a “senhorita” havia sido trancada no porão, e ali estava até fugir para cá — Disse Anna, que já havia recuperado a consciência e estava sentada no chão olhando séria para dentro do colégio. — Consegue imaginar o porquê, Ryno-chan?

- Porque ela era forte demais?

- Exato. -Abriu um sorriso de ”ta certo”, que logo foi quebrado pelo punho de Ryno.

- Ayaya! Ta, ela não consegue controlar os poderes que tem, por isso causa essa destruição toda.

-Entendi. — O olhar de Ryno era distante, mas sério. Não tinha certeza do que iria encontrar. Tinha que admitir, estava assustada, mas logo um sorriso surgiu em seu rosto, e seu olhar mudou totalmente. — Vamos lá então.

Segurando a lança sobre o ombro, correu para dentro do colégio. Logo depois, ao sair da visão da miko, Anna foi para o lado contrario numa velocidade inacreditável.

O corredor escuro que Ryno percorria logo foi clareado pela lua vermelha que pairava no céu. A miko entrara em todas as salas à procura da vampira, mas nada. Sua mente estava em outro lugar, seu olhar se concentrava na lua vermelha que pintava as nuvens negras ao redor de vinho.

— Lua escarlate, porque isso me é familiar? — Rapidamente Ryno se virou para a sala a suas costas. Havia uma melodia bela e triste vinda de um erhu tocado por uma garota de curtos cabelos loiros e um laço vermelho, que, sentada na janela quebrada, observava a mesma lua vermelha.

— Quem é você? — A sacerdotisa encarava os olhos alaranjados da menina, que calmamente tocava o erhu, sem se importar com a presença da sacerdotisa.

-Sou Satsuki Rin,o kirin que se perdeu nas trevas. — Sua melodia triste transformava a noite fria a cada nota. — E você, tem algo haver com essa lua vermelha?

— Sou Rynosuke, sacerdotisa do templo Hakurei, estou aqui para encontrar a irmã de Remilia Scarlet. Não tenho nada haver com isso.

Rin observara a noite sem olhar para a garota encostada junto à porta, que a encarava esperando alguma resposta. Não demorou muito para o kirin fixar seu olhar em Ryno.

— Então você é a nova sacerdotisa hakurei... tem um grande mundo pela frente, sabia? -E com toque de seu erhu, varias luzes surgiram brilhando ao seu redor, o que tirou a atenção da sacerdotisa.

Antes que Ryno pudesse perguntar alguma coisa, houve um estrondo alto, seguido por uma imensa rajada de vento, que levantara poeira para todos os lados. A sacerdotisa correu para o corredor. Sabia que só poderia ser que estava procurando. Voltou-se para a sala, procurando o kirin que havia encontrado, mas Rin não estava mais lá.

O barulho vinha do pátio, aonde logo a sacerdotisa chegou. Havia uma criança de aparentes 6 anos, com roupas vermelhas e olhos escarlates iguais aos de Remilia voando baixo. Tinha cabelos loiros e curtos, com apenas uma pequena mecha presa de lado. As asas não eram orgânicas, mas sim vários pêndulos brilhantes de diferentes cores. Olhava de forma insana a garota que estava correndo do outro lado do pátio, Anna, e seu sorriso era amedrontador.

— Ryno-san, abaixe-se!

Anna vinha correndo pelo pátio em sua direção. Havia arranhões em boa parte de seu corpo, e estava aparentemente muito cansada. A vampira a seguia com o olhar e com uma lança maleável flamejante que cortava o chão. Anna jogou-se sobre a sacerdotisa, caindo juntas no pátio, desviando da imensa lâmina que passou sobre suas cabeças.

— Mas o que....waah! — Ryno se levantara, mas logo a amiga a empurrou para abaixo vendo a lamina voltar.

— Há, acho que se estivéssemos num jogo de pokémon, o nome seria “tourroumon” — Anna tentava segurar a cabeça da amiga contra o chão.

— Por que?

— Por que se aquilo encostar em você, tourrou geral. — A sacerdotisa apenas arremessou a amiga longe com um soco na cara.

Ryno correu pátio afora, recuperando sua arma. Lançando dois ofudas ao chão, Ryno ganhara impulso e rapidamente acertou a garota com a lança, que despencou no chão levantando uma cortina de poeira. Antes que pudesse investir de novo, foi surpreendida por varias balas saindo simultaneamente da nuvem de poeira.

— Eh~, danmaku? — A sacerdotisa desviava dos tiros, enquanto recuava. – Há quanto tempo...

A sacerdotisa lançava seus ofudas, enquanto desviava de algumas balas, sendo acertada por outras. Anna a acompanhava correndo do outro lado.

— Anna! — Ryno também começou a correr,fugindo das balas.

Rapidamente, a garota tirou a caderneta do bolso, se escondendo atrás de uma pilastra. Folheou-a até achar o nome Flandre scarlet e a spell card –Taboo ”cranberry trap”. Rabiscava o chão com um graveto, analisando o ataque da menina.

— Certo.. — Saiu de seu esconderijo gritando para a amiga — Atrás é o ponto cego, suba e depois vá para a esquerda.

Assim fez a miko. Passando por todas as balas surgindo atrás de Flandre, Ryno abriu um sorriso largo e murmurou algo como ”agora”, tacando vários ofudas em suas costas. Porém, Flan desviou numa velocidade incrível, e atacou a Miko por cima com a laevateinn. Esta ,despencara até o chão, caindo de costas conta o pátio. antes que Ryno pudesse se levantar, sua lança fincou do lado de seu pescoço, e a laevateinn do outro, a prendendo no chão. Anna via aquilo de longe,apertando o punho.

-Porque vocês querem me matar? — Flandre arrastava as duas lanças para decapitar a garota.

Essa ,num movimento rápido,conseguiu se afastar da vampira, rolando para trás.

— Então, porque você não volta para casa? — Ryno tentava ignorar a dor enquanto recuava.

O olhar da criança era faiscante de raiva e ódio, que apertava os dentes, mas no fundo era bem triste. A garota sentiu um aperto no peito. Aquela criança estava sozinha, se sentia sozinha. Lembrava alguém que Ryno conhecia muito bem. Mas a vampira ainda queria matá-la, e ela não podia ignorar aquilo. Pegou a maior quantidade de ofudas que seu bolso permitia, enquanto Flandre vinha em sua direção empunhando as duas lanças, seguida por uma cortina de balas.

— Porque a minha irmã me odeia.

Antes que Ryno pudesse perceber, aquelas palavras já ecoavam em sua mente. Sem ação, soltou todos os ofudas no chão. Frandre arremessou-a longe, a acertando no estomago com uma das lanças e as costas com a outra.

— RYNO-SAN!

-- Continua --

Notas finais
Ta ai a continuação do 3 :3 Mas vai ter outra, er, 3.8 o/ (que que tem GFW? *w* /apanha) Enfim, reviews? :3