Aquilo que os Sonhos dizem.
47 Turma 202.
Notas iniciais
–Não fui eu que te matei. Ou melhor... Tentou. – Falei confusa. – Não era pra você estar morto?
–Eu sei que não. Lembro muito bem o que aconteceu por incrível que pareça. O antes e também do que aconteceu depois. Sem contar que nem sempre uma queda de escada resulta em morte. – Falou com desdém — Tudo está diferente. Muito diferente. – Disse frisando a palavra muito.
–...
–Sabe... Eu sempre te achei bobinha, mas depois que soube que assumiu a culpa sozinha, você me provou o contrário. A princípio nem acreditei quando me contaram. Você sempre estava lá... Encolhida atrás do Blaker com medo da própria sombra.
–Não tinha medo da sombra. Tinha medo de você. – Disse. E ele riu pelo nariz. – Teve graça?
–Não! Não é isso! É que você está... Diferente. Mais madura.
–Lógico! Não temos mais seis anos de idade.
–Eu sei, eu sei. Não quis dizer isso. Quis dizer que não esperava por isso. Não esperava que você fosse se tornar assim um dia.
–Como você mesmo disse Peter... As coisas estão muito diferentes. – Disse frisando a palavra muito assim como ele tinha feito.
–Respondona.
–O que disse?
–Que chegamos à sala de aula! Foi isso que eu disse! Ta ai! Sala 202. Bem-vinda ao Colégio Stevie Madson Alice! – E se separou de mim entrando na sala e indo se sentar numa das últimas carteiras.
Respirei fundo e entrei na sala também. Imediatamente a classe toda virou para olhar a aluna nova parada na porta.
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