Aquilo que os Sonhos dizem.
29 Primeiro sonho.
Notas iniciais
Depois que convenci papai de que devo frequentar uma escola em vez de estudar em casa, não consegui mais parar de pensar sobre isso. E principalmente não consegui deixar de achar estranha a reação de papai quando falei sobre isso. É como se ele não contasse com essa pergunta... Mas é normal, não? Eu tenho dezesseis anos! E não é porque fiquei cinco anos em coma que não posso mais ir para a escola, oras!
•••
A noite chegou rápido. Já é meia-noite e ainda estou acordada, deitada em minha cama e olhando para o teto, pensando sobre o mesmo assunto de horas atrás.
Escola.
Nada me tira da cabeça a reação de meu pai e o questionamento dele. Ele realmente tentou me convencer de desistir da ideia da escola ou é impressão minha?
Deve ser impressão minha afinal... Por que papai tentaria mudar minha opinião em relação a isso?
Esse questionamento todo me fez lembrar da pergunta que Phill fez. Aquela pergunta sobre eu ter tido um amigo na infância. Que amigo era esse? E de novo minha cabeça está doendo!
Tento espantar isso de minha mente, mas não consigo! No final, este pensamento me venceu e cai no sono com ele junto a mim.
•••
Abro meus olhos e dou uma olhada ao meu redor... Onde estou? Não reconheço este lugar.
Acho que estou em um corredor. Um corredor de escola...
Estou sozinha... Não há nada ao meu redor a não ser uma névoa fraca.
Sinto como se estivesse sendo vigiada ali. Tento andar mas não consigo. É como se estivesse presa ali. E foi tentando sair dali que escutei uma voz fraca sussurrar...
–Alice... Alice...
–Quem está ai? – Indaguei – Pare de se esconder e apareça! – Desafiei.
–Alice... Alice... O que eu faço Alice?
Quando abri a boca para responder, uma outra voz se sobrepôs a minha me fazendo calar. Uma voz também fraca, parecia ser de criança como a primeira que escutei. Então vi que a voz não estava falando comigo e sim com outra pessoa que também está aqui em algum lugar.
–Jack... O que você fez? — A segunda voz perguntou.
–Alice... Alice... O que eu faço Alice? — A primeira voz, desesperada, suplicou novamente.
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