Aquilo que os Sonhos dizem.
56 Lucy dorme na minha casa.
Notas iniciais
Apreensão.
Medo.
Ansiedade.
Esses são os sentimentos que me dominam de novo.
E se eu tiver um sonho nesta noite que vai me fazer sangrar pelo nariz, sujar minha roupa e fazer parecer que eu acabei de matar alguém? E se Lucy acabar me vendo assim, qual vai ser a reação dela? Vai ficar do meu lado e me ajudar ou vai sair correndo e deixar de ser minha amiga? A segunda opção é bem mais provável que a primeira, afinal quem vai querer ser amigo ou amiga de alguém problemática como eu?
Já eram 20h quando Lucy chegou aqui. Então conversamos um pouco mais, jantamos e subimos para o meu quarto onde eu arranjei uma roupa que coubesse nela, que foi difícil, pois ela tem mais corpo que eu, e também uma escova de dente para que usasse. Depois, Madame Blue nos ajudou a arrumar o colchão ao lado de minha cama onde Lucy vai dormir e quando finalizou nos deu boa noite e foi dormir.
Agora só resta eu, minha melhor amiga, sonho e possivelmente sangue.
•••
Os olhos azuis de Peter que me acusavam de assassina sumiram quando o reencontrei. Seu lugar foi substituído por uma forma perfeitamente humana só que sem olhos que está me perseguindo neste momento pelo corredor sem fim daquela escola.
–Aliccccce... Fique longe da Alicccce... – Sibilava
A voz de criança de Peter havia sumido totalmente assim como qualquer forma de sua presença.
–Fiiiique... lonnnnge... deeela... – Falava a voz tremula.
Isso acontece em todos os sonhos agora.
Fico presa nesses sonhos sendo perseguida por essa coisa até que eu acorde.
•••
Acordei sem gritar nomes ou qualquer coisa. Já estou acostumada. No lugar dos gritos vem a respiração forte de quem acorda assustada.
–Rose... Você acordou? – Perguntou Lucy, sonolenta como quem foi obrigada a acordar
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