Aquilo que os Sonhos dizem.
54 Lucy descobre parte da/ a verdade.
Notas iniciais
Lucy em menos de uma semana se tornou minha grande amiga. Ela é aquela pessoa para quem eu conto tudo e vice-versa. Eu sei de todos os seus segredos, mas ela sabe apenas parte dos meus.
–Acidente. Tive um acidente de carro e ‘dormi’ por cinco anos. É isso. – Disse rápida e direta.
–... – Lucy não disse nada. Apenas arregalou seus olhos verdes. – Tá falando a verdade?
–Tô. Perdi minha mãe nesse mesmo acidente em inclusive.
–Caramba Rose! Nunca ia imaginar isso. Desculpe. – Disse desesperada.
Lucy e Adam começaram a me chamar de Rose a partir do segundo dia de aula e o motivo que usaram era que queriam me dar um apelido. Assim como Peter, que parece que transformou o ‘respondona’ num apelido também.
–Calma! Não tem problema. Foi o que aconteceu. Ninguém tem culpa disso. – Acalmei ela.
E ela correu para me dar um abraço. Lucy é bonita, simpática, romântica e sentimental.
–Ta bem! Então vamos mudar de assunto.
–Boa ideia! Que tal me contar sobre você e Klaus?
Vi que suas bochechas coraram como sempre acontece quando falam do garoto.
–Falar o que? — Perguntou timidamente.
–Sei lá... O que você mais gosta nele?
–O sorriso. — Respondeu com rapidez. — O sorriso dele é tão lindo... — Falou docemente. — Gosto dele desde o jardim de infância.
–Já falou com ele ou você só fica espionando ele todos os dias?
Digo isso porque, literalmente, Lucy me leva com ela quando quer ver o Klaus.
–Você é má Rose! Muito má! Só para você saber, já falei com ele sim, ok?
–Quando?
–Quando ele e os seus amigos estavam jogando futebol na aula de educação física e a bola me acertou na cabeça. – Então comecei a rir descontroladamente e Lucy tacou uma almofada que acertou meu rosto em cheio.
–Foi assim que aconteceu? – Perguntei sarcástica
–Má, sarcástica e como Peter diz... Respondona. – Ao ouvir isso foi a minha vez de tacar a almofada em Lucy.
– A. I! – Disse pausadamente para dar mais drama. – Doeu. Agora é má, sarcástica, violenta e respondona – Disse frisando a palavra respondona.
Taquei a almoçada nela de novo. Lucy gritou, mas seu grito foi interrompido por uma batida na porta.
Tapei a boca de Lucy e permiti que abrissem a porta. Então uma moça vestida de azul passou pela porta.
–Madame Blue essa é minha melhor amiga Lucy. Lucy essa é minha professora particular Louise Moon.
–Prazer... Srta. Louise? – Perguntou de forma apreensiva, pois não sabia se era senhora ou senhorita. Sorte é que acertou.
–Prazer é todo meu, jovem Lucy. – Disse Madame Blue com seu jeito doce. – Desculpe interromper a conversa, mas imaginei que tivessem com fome e vim chamá-las para lanchar.
–Beleza! – Disse Lucy eufórica. – Desculpe. – Quando percebeu que respondeu animada demais. Eu e Blue rimos.
–Vamos. – Eu disse.
–Não sabia que ainda tinha aulas particulares Rose! – Disse Lucy quando já estávamos na cozinha lanchando.
–E não tenho! Mas depois de fazer chantagem emocional e implorar, consegui que Blue continuasse aqui comigo! – Falei.
Terminamos de lanchar e lembrei que Lucy pediu para ir ao jardim que tinha visto apenas pela porta de vidro do meu quarto.
–Tá ai o jardim!
–Uau! É enorme Rose! Não cuida dele sozinha né?
–Não! Mas apenas Madame Blue me ajuda. Este jardim era de minha mãe.
–Isso é tão mágico, Rose! Que sorte é sua de ter uma vida tão mágica!
–Nem tudo que aconteceu comigo foi bom Lucy.
–Você é tão cheia de segredos! Tão misteriosa. Queria ser assim como você, mas a verdade é que eu não consigo guardar meus segredos só para mim e a sua chegada me ajudou. Agora eu tenho uma amiga para desabafar e contar segredos. Obrigada Rose!
–De nada! E o mesmo vale para mim então obrigado também Lucy! Você é tipo minha primeira melhor amiga. Nunca tive amigos, pois sempre estudei em casa.
Sempre fui solitária.
Neste momento o laço da amizade que estava sendo formado entre mim e Lucy foi finalizado.
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