Notas iniciais
To sendo atacada por um mosquito. Mosquito chato. Avisando que esse capítulo tem drama como base.

Então, fiz o que minha mãe pediu. Troquei a roupa, penteei meus cabelos e deixei que ela fizesse uma trança lateral em meus cabelos negros e picotados que deixava a trança mais bonita ainda. Saímos de meu quarto e quando cheguei na enorme escada, parei. Quando mamãe viu que parei do nada logo percebeu o motivo e me virou para que ficasse de frente a ela e me abraçou sussurrando em meu ouvido palavras que me deram força para encarar a escada e enfim descer.

Assim que desci o último degrau, deparei com meu pai que me viu e desviou o olhar rapidamente. Vendo o meu pai recusando-se a me encarar, meu estômago embrulhou mas mesmo assim ergui a cabeça e andei até a mesa onde ele estava sentado lendo o jornal e já tomando o seu café. Sentei-me a mesa, mas um pouco distante de meu pai e logo depois mamãe se juntou a nós e sentou-se ao meu lado. Olhei para papai de novo na esperança que ele tirasse os olhos do jornal para me encarar e foi ai que me deparei com envelopes de cartas, alguns rasgados outros ainda fechados, e muitos papeis espalhados pela mesa. Peguei uma carta ainda inteira e entendi o porquê de meu pai não conseguir me olhar.

Bruxa, assassina e também frases eram o que estavam escritos naquelas cartas com letras de forma e recortes de jornais.

Por incrível que pareça não chorei. Não consegui. Acho que acabei com o restante de lágrimas que ainda restavam em mim. Também... Chorei tanto... E não estou falando somente de ontem. Choro praticamente a minha vida toda e mais precisamente na época que entrei para a escola e as crianças descobriram o significado do meu nome.

Notas finais
Chato de novo. Sem diálogo. Desculpe para quem leu, mas é que não foi possível dessa vez, até tanto que foi curto. Mas digo que depois que ela começar a ter os sonhos (melhor parar por aqui se não vou dar spoiler) e algo mais acontecer, a fic vai deixar de ser só texto e vai ter diálogos longos.