Aquele que Juntava

25 Capítulo 25 – Exploração no Castelo do Assimilador


– Putz, eu sou muito inútil!

Dudu não se lembrava direito das coisas. Só sabia que estava dentro de alguma construção escura, úmida e de aparência antiga. A poeira, as paredes e o piso de pedra e as tochas que pouco iluminavam o local quase que confirmavam que o lugar era antigo.

– Eu sou inútil! Não consigo ajudar ninguém em nada!

Estava em uma cela estranhamente aberta. Poderia sair e explorar, mas o medo do Assimilador o impedia. “E se houvesse mais alguma criança ali por perto?”.

– Nada aconteceria – Dudu aborreceu-se. – Mônica e os outros bobocas também não conseguiram fazer nada! Ah! Se eu encontrasse o Assimilador, eu juro que iria bater...

Ouviu passos. Imediatamente se calou e foi até a porta da cela, olhando para os lados. À esquerda, o corredor se estendia até uma curva, e só Deus lá sabia para onde esta curva levava. À direita... Bem, à direita, Dudu não queria nem saber, afinal, o Assimilador caminhava em sua direção, e parecia tê-lo visto.

– Ei! Moleque! – Gritou o vilão com voz autoritária. – Venha aqui já!

– Nem por um milhão de reais! – Gritou Dudu saindo da cela. – ÔE!

O menino realmente não sabia a hora de parar de brincar e levar as coisas a sério. Continuou correndo e virou na curva, deparando-se com mais um corredor gigantesco. E agora?

– Eu não quero morrer! – Gritou Dudu ao ver a sombra do Assimilador se aproximando da curva do corredor.

Um braço irrompeu da escuridão de uma cela, puxando Dudu. O menino em seguida foi jogado num canto da cela, e teve seu corpo coberto por um lençol. Dudu estava em choque. O susto foi grande, a ponto de fazê-lo perder a voz e os movimentos.

– Fique calado! – Disse uma voz, tranqüilizando-o de alguma forma.

Passos passaram pela cela.

– Viu um menino passando por aqui? – Perguntou a voz do Assimilador.

– Não – Respondeu a voz masculina e infantil.

O Assimilador suspirou e foi embora.

– Pode sair de baixo das cobertas – Anunciou a voz.

Dudu jogou os lençóis longe e agarrou o seu salvador pela gola da camisa. Apesar de ter sido salvo, sentiu um súbito de raiva pelo susto que levara.

– Quer me matar do co...