Aquele que Juntava
20 Capítulo 20 – O ANJO E O DEMÔNIO.
Ângelo segurava uma espada com sua mão direita. A Turma escoltava o anjo, protegendo-lhe uma retaguarda que era quase impossível de ser atacada, a não ser se o Assimilador possuísse algum parceiro escondido.
– Vão embora – Exigiu o vilão. – Não há nada que vocês possam fazer agora. O melhor é que voltem à suas casas e se preparem para o novo mundo.
– Assimilador, qual seu plano? – Gritou Ângelo cruzando a ponte. – O que pretende?
– Um anjo? – O Assimilador finalmente virou-se, encarando o Anjo que se aproximava. – Eu nunca acreditei em anjos.
– Mas agora acredita. Afinal, está vendo um.
– Não. Ainda não acredito – O Assimilador ergueu sua mão na altura da cabeça. – Só acredito em demônios.
– Como disse? – Ângelo parou. Estava pasmo.
– Demônios existem por toda a parte – O Assimilador começara a ficar visivelmente bravo. Seus cabelos eriçaram, e seus olhos agora dirigiam um olhar assassino ao anjo. – E vocês anjos não fazem nada para contê-los! Mas eu farei! Eu farei o trabalho que nenhum de vocês conseguiu ou conseguirá! Eu livrarei esta terra dos demônios que a habitam!
Um círculo roxo surgiu no chão, em frente aos pés do Assimilador. Logo, o cabo de uma espada surgiu no meio deste círculo. Sem hesitar, o vilão segurou o cabo desta espada e a puxou da terra: Era uma longa e afiada espada japonesa, de cabo negro e lâmina perfeitamente polida. Tão perfeitamente polida, que chegava a brilhar.
– Ele tem uma arma! – Gritou Franja se afastando e tentando afastar os outros.
– Eu tamém! – Gritou Chico correndo em direção ao vilão, passando por Ângelo.
– Não vá! – Gritou o anjo tentando segurar Chico, mas sem sucesso.
O caipira não pensou duas vezes em erguer sua espingarda contra o já preparado inimigo. Chico nem ao menos mirou, apenas atirou. O Assimilador não teve trabalho ao desviar do tiro e erguer sua arma contra o jovem.
– Você já me perturbou demais! – Gritou o vilão descendo a espada contra Chico.
Por um momento, o caipira pensou que iria morrer. Que a espada iria cortar-lhe no meio. Entretanto, a esperança voltou ao ver Anjo bloqueando o golpe do inimigo com sua espada. O Assimilador – Que segurava a espada com a mão esquerda, surpreendentemente – não hesitou em acertar um chute no rosto do anjo, que caiu de costas no chão, e acertar outro chute no rosto de Chico, também jogando-o no chão.
– Isso não vai incomodar mais – O Assimilador cortou a espingarda caída ao meio. A arma agora era inútil. – Saibam que meu estilo favorito de luta são aqueles que envolvem espadas. Kendô, por exemplo. Dediquei alguns anos de minha vida a este estilo.
– Você é uma pessoa escura, Assimilador – Disse Anjo com um sorriso. Ele fazia um sinal para que alguém viesse ajudar Chico, semi-inconsciente. – Precisa de luz!
Ângelo ergueu sua mão livre em direção ao vilão, e um relâmpago branco saiu desta mão, acertando o rosto do Assimilador em cheio. O Jovem inimigo foi atirado para trás. Mãos nos olhos, o Assimilador chorava com sua espada caída em seu lado.
– Eu não vejo nada!
– Acabou Assimilador! Este raio cegou-lhe, e irás permanecer cego até minha segunda ordem! – O Anjo levantou-se. – Desista!
– Desistir? – O inimigo sorriu. – Não faz parte do meu vocabulário.
E assim, o inimigo mais ardiloso de todos colocou sua mão contra o “Centro”. “Assimilar mundos!”, gritou ele. Um olhar repleto de desespero e desesperança tomou o rosto de Anjo, enquanto o inimigo sorria.
Notas finais
Melhorarei na próxima.
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