Aquele que Juntava
16 Capítulo 16 – TENSÃO
– Me solta – Cochichou Rosa, sem forças. – Por favor.
– Não posso – O Assimilador suava muito. Cambaleava, enquanto ficava inconsciente aos poucos. – E não posso parar. Não posso cair aqui. NÃO AGORA!
De súbito, o Assimilador franziu o cenho e começou a andar aumentando gradativamente a velocidade. O empenho deste homem era incrível. Algo fenomenal. Se fosse um ser humano qualquer, talvez já haveria desistido.
E lá estava! O imponente local da misteriosa ação do Assimilador! A caverna escura, fria, cujo final nunca havia sido alcançado. O Assimilador agora corria. Já em frente à boca da caverna, seus olhos brilharam.
– Esperei por tanto tempo!
– Nem tanto...
O Assimilador olhou para os lados e nada viu. Ele riu e entrou na caverna, a passos largos. Repetiu o truque da bolota de luz que fizera com Magali e continuou a andar. Em meio caminho, ocorreu a última tentativa:
– COELHO! – Gritou uma voz feminina à frente.
O Assimilador ergueu uma sobrancelha, e logo viu um coelho azul vindo em toda velocidade em sua direção. O vilão largou Rosa e acabou atingido no rosto, sendo derrubado.
– ORA! – O Assimilador pegou o coelho e atirou de volta, sem tanta força. – Que foi agora?
De repente, ele viu uma espécie de prato caindo em sua direção. O prato atingiu-lhe no peito: Era a mina elétrica de Franja. Ao ser tocado, o Assimilador começou a ser eletrocutado. Hábil que só ele, repetira o truque do chão, o que foi um sucesso. Entretanto, as descargas elétricas abriram ainda mais seus ferimentos na mão direita.
– Canalhas!
De repente, o Assimilador foi surpreendido por uma rede que envolveu seu corpo, prendendo-o. Cascão logo surgiu correndo com a arma “Laser” na cintura, tentando erguer Rosa.
O vilão logo pegou um pedaço do tecido queimado de sua camisa e tocou-o na rede, assimilando o material já bastante danificado da camisa com a matéria da rede, transformando-a numa rede com tecido bem vagabundo, que acabou sendo rasgado pelo Assimilador em poucos instantes.
Cascão, ao ver terrível cena, puxou a arma, mas nem teve tempo para atirar. Um forte chute entre as virilhas fez o jovem gritar e cair – Com lágrimas nos olhos – no chão.
– Em certas ocasiões, temos que jogar sujo – Disse Assimilador colocando Rosa novamente no ombro.
O jovem mal terminara de falar e efetuara um novo chute. Desta vez, mirara num lança-chamas portátil que Mônica carregava. A menina se afastou ao ter a arma destruída.
– Sorte não? – Perguntou o Assimilador passando ao lado de Mônica. – Eu não bato em mulheres.
O Assimilador pisou sobre Sansão, que Mônica queria pegar do chão.
– Mas eu posso abrir uma exceção hoje, não acha?
– PARE! – Gritou Magali, surgindo ao lado do inimigo. – Você não é assim!
O jovem encarou a menina com seriedade. Os dois ficaram um tempo se encarando, até que Magali continuou:
– Você quer ajuda, né? – Magali falava num tom triste.
– Precisa mesmo de um psiquiatra! – Enfatizou Mônica.
– Não quero ajuda para nada! – Bufou o inimigo. – Nunca precisei de ajuda em tudo o que fiz! E nem quero!
Logo, uma cortina de fumaça subiu, cegando Magali, Mônica e um Cascão que ainda sentia os efeitos de um perverso chute. Quando a fumaça baixou, o Assimilador já havia sumido. A tensão tinha acabado.
Melhor: A Tensão iria começar.
Notas finais
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o_o
O_o
O_O - TENSO
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