Aquele que Juntava

15 Capítulo 15 – MOTIVOS.


Finalmente, sentara. O Assimilador, após muito correr e suar, estava à meia hora de distância da caverna. O jovem sentara sob a sombra de uma árvore para descansar. Deixou Rosa, grogue por causa da droga, ao seu lado.

De fato, era até penoso olhar para o inimigo: As roupas estavam um pouco queimadas e levemente rasgadas. Ele ofegava com uma mão no lado esquerdo do peito. A mão direita estava totalmente vermelha por causa do sangue que agora jorrava em menor quantidade. Seus longos cabelos amarrados no rabo de cavalo praticamente pediam para serem soltos.

Após alguns minutos descansando – E até mesmo quase dormindo –, o jovem levantou-se e colocou Rosa novamente sobre seu ombro. A menina, agora já mais sã, perguntou:

– O que ocê vai fazer comigo?

– Te explicarei mais tarde, na caverna – O jovem parecia impaciente. Não demonstrava o mesmo carinho que demonstrara com Magali. – Não se preocupe, você não vai se machucar. Não doerá nada.

– Ocê percisa mesmo faze isso?

– Eu...

O inimigo não soube responder. Ele baixou um pouco a cabeça e continuou a correr. Após um tempo, ele respondeu:

– Mais ou menos. Fique quietinha, ta?

– Por quê? O que quer fazer?

– O mundo vai ficar melhor. Certo? Vai ficar bom. Tenho certeza.

– COMO VAI FICAR BOM? – Gritou Franja.

Não que o grupo estivesse próximo ao Assimilador. Mas, esta foi a resposta de Franja para Cebola. “Calma. Tudo vai ficar bem.” , foi o que Cebola disse ao ver que o carro de Franja havia sido transformado num “Carro de Grama”.

– O DESGRAÇADO ASSIMILOU MEU CARRO COM A GRAMA!

– I assim o carro não anda? – Perguntou Zé Lelé.
Todos olharam abismados para Zé Lelé. Mudando bruscamente de assunto, Chico Bento sugeriu:

– O pai da Rosa compro um carro faz um tempo. Será que dá?

– Dá! – Gritou Franja. – Vamos! Vamos!