Aquele que Juntava
11 Capítulo 11 – CONHECIDO.
– Meu pai vai me matar quando voltarmos para casa! – Gritava Franja enquanto dirigia. – O carro vai estar uma sujeira só!
– Isso se nós voltalmos pla casa – Gritava Cebola abraçando seu taco de beisebol. – Por que se o Assimilador não nos matar, VOCÊ NOS MATA NO VOLANTE! OLHA O BURACO.
O carro então pulou após passar pelo buraco, fazendo os jovens gritar. A estrada desregular não ajudava muito o péssimo, porém genial, motorista Franja. Cebola já havia vomitado uma vez, talvez de medo, talvez por causa dos movimentos, talvez por causa dos dois. De qualquer maneira, ele não conseguia segurar alguns vômitos de vez em quando, e logo, vivia com a cabeça para fora da janela.
– Lá se vai meu almoço – Cebola colocou a cabeça pra fora da janela.
– Não suja o carro hein! Não suja o carro!
– DILIGE ISSO DILEITO ENTÃO!
– EU ESTOU TENTANDO!
– OLHA! ESTAMOS CHEGANDO! – Franja apontou para uma casa amarela à frente.
– NÃO TILA A MÃO DO VOLANTE POR FAVOR!
– Desculpe!
Franja voltou a pegar o volante, diminuindo progressivamente a velocidade até parar. Os dois saíram do carro. Cebola beijou o chão, agradecendo a Deus por ainda estar vivo. Franja olhou ao redor e – Com exceção de uma vaca pastando e uma plantação grande à direita – nada viu. Franja ajudou Cebola a se levantar e os dois rumaram em direção à casa amarela.
– Deixa que eu bato à porta – Franja deu três socos fracos na porta, esperando resposta.
A porta imediatamente se abriu. Franja até teve que recuar para não ser atingido pela porta que abrira tão velozmente. Com uma calça xadrez azul, uma camisa amarela abotoada, uma jaqueta verde feita de algodão e um inconfundível chapéu de palha, Chico Bento olhou para os dois conhecidos e deu um leve sorriso.
– Ara, pensei que fosse o doutô! U que ôceis tão fazendo aqui nesses canto?
– Longa história, o médico não virá – Disse Cebola rodando o taco de beisebol entre os dedos. – Temos uma má notícia.
Notas finais
;)
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