Aquele que Juntava
10 Capítulo 10 – HUMANO
Estava correndo em meio às arvores, longe da estrada. Suava pouco, parecia ter uma força interior que superava a física em vários momentos. “Quase chegando”, pensava ele a cada momento, “Só falta meia hora”.
O Assimilador parara de correr há poucos instantes. Ofegava muito e olhava constantemente para a estrada. Com os adultos paralisados, dificilmente veria algum veículo passando.
– Preciso de água.
O jovem olhou ao redor e viu uma casa em meio as árvores. Aproximou-se da casa – Branca, com uma varanda decorada com estatuetas de gatos. Olhou pelas janelas da casa, procurando por alguém móvel, e só então entrou no recinto.
– Alguém aqui? – Perguntou ele vendo uma senhora idosa paralisada, sentada numa cadeira. – Estou entrando.
O Assimilador mal deu dois passos pra frente quando sentiu algo gelado tocar sua orelha. Era o cano de uma espingarda de sal, comum nessa região.
– Quem é você? – A voz vinha de um jovem. Pela voz, estava em prantos havia pouco tempo. – Você é médico?
– Só vim pedir um singelo copo de água – Na verdade havia vindo tomar água de qualquer modo. Pedir não constava. – Sua arma me assusta, será que podia baixá-la.
– Você é médico? – Gritou o rapaz novamente. – Você parece um médico!
– Eu não sou médico – O Assimilador, num movimento rápido, abaixou-se, segurou o cano da arma e acertou um murro na coxa do jovem, que largou a arma e caiu de joelhos. – E sua arma me irrita.
– Por favor, meus pais... Parecem que morreram!
– Não se preocupe, eles não morreram. Você não vê que eles respiram?
– Mas eu nunca vejo uma pessoa respirar!
– Você não colocou a mão debaixo do nariz deles para sentir suas respirações? – Perguntou o Assimilador com tom de deboche.
Enquanto o jovem saíra da cozinha para ir ao quarto dos pais verificar suas respirações, o Assimilador rapidamente abriu a geladeira da cozinha, encontrando uma garrafa cheia de água ali.
– Estou levando uma garrafa de água.
O jovem correu da casa em direção a floresta, se afastando da casa até não poder vê-la mais. Ao parar, abriu a garrafa e tomou boa parte de sua água, usando o resto para lavar o ferimento em seu punho, que sangrava um pouco.
– Aquela garota – Disse ele reclamando de dor. – Como atirou com tanta força uma pedra?
– Está fazendo tudo errado – O Assimilador arregalou os olhos ao ouvir uma voz infantil atrás dele. – Esse não é você. Você não gosta de errar, lembra? Você só está atraindo mais males em sua direção. Você só está se provando ser um câncer.
O Assimilador olhou para trás, procurando pela criança que falava isto. Viu um vulto sumindo entre as árvores. Ele perseguiu esse vulto por um tempo, mas o vulto sumiu.
– Deve ter se escondido entre a floresta! – Esbravejou o jovem. – Onde está você? Quem é você? Apareça!
Mas não apareceu. O Assimilador então, num súbito de fúria e pressa, voltou a correr em direção ao sítio.
Notas finais
Iria postar aqui uma história original meio pesada, que não era a minha cara. Dentro de algumas semanas, entrarei para o Nyah Club, e começarei a postar tal fic.
Fico muito feliz com a quantidade de leitores que tenho. Um abraço /o/
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